Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 20 de novembro de 2015

Devotismo e assédio

Há uma grande confusão entre o devotismo e o assédio com pessoas deficientes que devemos desmistificar para não deixar duvidas e para muitas mulheres com deficiência, não caírem no conto do devotee que quer amor e carinho, porque nem sempre eles querem amor e carinho. Mas por outro lado – adoro meu papel de advogado do capeta – existem muitas pessoas deficientes que adoram tomar uns tapas na hora H (conheci um monte que até defendia o devotismo como o único meio que as pessoas deficientes poderiam transar), e até acham que merecem por causa da culpa de ter ficado deficiente ou de ter nascido deficiente ao longo da vida. O devotismo em si mesmo – como todo devotismo – vão usar o medo e a insegurança das pessoas para tentar assegurar o que mais eles querem, que as pessoas tenham eles como os únicos que podem sanar o que mais precisam. E as pessoas deficientes, tem uma grande dificuldade de trabalhar essa sua carência dentro do cenário da realidade e acabam aceitando esse tipo de humilhação, ou uma transa e nada mais. Ou seja, a grosso modo, o devotee ele usa a carência dessas pessoas para conseguir essas transas e nada mais, a pessoa fica apaixonada, fica dando o que não tem e o cara ou a mulher, fazem dele de “gato e sapato”. Agora, não me envolvo (mesmo o porque sou noivo) e nem me envolvi com nenhuma devotee por motivos óbvios, pelo que me contaram, e também, pouco me importa o que as pessoas acham de eu ser ou não homem.

Devotee na verdade é um termo francês que quer dizer “devoto”, ou seja, existem “devotos” de pessoas deficientes e ainda mais, pelas pessoas amputadas. O cotoco dessas pessoas é, como todo fetiche que é uma fascinação por certas partes do corpo como partes mágicas ou eróticas, um objeto de desejo sexual ou desejo de só devotar aquilo. Os “devotos” são em sua maioria, pessoas muito bem e existem aqueles que são até casados, tem filhos, e na sua maioria também, tem que ficar no anonimato para não arruinar sua vida normal de “cidadão modelo” que a nossa sociedade exigi. Então, existe os devotos bons que só querem ficar presentes com as pessoas deficientes e de repente, ter até relacionamentos com as pessoas deficientes (cada qual com sua linha de desejo) e os malvados (não concordo com o bonzinho e malzinho, mas é só para simplificar), são os que pensar ser devotos e sim, são sádicos ao ponto de humilhar as mulheres com deficiência ao ponto de se rastejarem. Para mim pelo menos, não estamos lhe dando com devotos e sim, pessoas que usam o termo devoto ou devotee para suas maldades sádicas em humilhar pessoas que pensam ser menos do que você como um objeto. Mas isso é alimentado por quem mesmo? Será que essa carência desmedida faz com que atraia esse tipo de pessoa? Sim, porque nem todo mundo é totalmente vitima e digo isso não só as mulheres com deficiência – como estamos num país putamente, machista – mas aos homens com deficiência que tem toda hora de provar que é homem e que tem virilidade, virilidade tem que mostrar dentro da capacidade de assumir responsabilidades que a maioria, não tem.

A pauta da discussão sempre cai no requisito “vitima” como se fossemos pessoas que não podemos nos defender desses “monstros” que querem abusar dos “coitados” que só querem carinho, ou que usam isso só para se aproveitarem das pessoas deficientes. Ao longo das minhas aventuras dentro do segmento das pessoas deficientes, não existem vitimas nem nessa historia toda e nem em outras, que afinal, somos humanos como qualquer outro humano. Essa imagem de vitima, à meu ver, é um subproduto da cultura onde estamos inseridos e podemos até dizer, que é uma tática quase pior do que do devoto de convencimento das pessoas. Não é que sou deficiente que vou deixar de dizer a verdade, existem sim pessoas que usam suas deficiências para conseguirem o que querem e até enganar aqueles que querem algo mesmo. Claro que existem muitas pessoas sádicas, como existem pedófilos sádicos, existem estupradores sádicos ou outras modalidades, que saem daquilo que o termo designa e começam a bagunçar o coreto. Mas não podemos esquecer que as próprias pessoas deficientes alimentam isso com seu machismo, com sua carência, com seu vitimismo arreigado de coitadismo ao ponto da filosofia teletoniana que sozinhos não vivem. Existem pessoas deficientes sozinhas que vivem muito bem obrigado.

Não somos crianças para não sabemos que as pessoas podem sim, fazerem conosco e até aproveitarem da ingenuidade de alguns (por ignorância). Então, vamos ler mais, vamos se inteirar mais para não cairmos nos malvados (pessoas maliciosas) e separar quem realmente tem milicia e quem realmente, gosta de nós.

Amauri Nolasco Sanches Junior, 39, escritor/filosofo e escreveu Liberdade e Deficiência e recentemente, O Caminho pela Amazon

Liberdade e Deficiência (aqui)

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Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 19 de novembro de 2015

E o meu primeiro livro sai

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Sim. Meu primeiro livro sai pela Amazon(e-book) e o Clube dos Autores (físico) e é uma grande oportunidade para mim escrever, porque um livro é como dar a luz ao um filho, porque ele acaba sendo um filho mesmo. O “O Caminho” é um conjunto de relatos e coisas vividas que ao longo da vivência dentro do segmento das pessoas deficientes, eu ouvi e até vi muito deles e isso é interessante, pois é uma historia que todo mundo viveu e ninguém mais gostaria de ver. Na verdade, “O Caminho”, é num modo pratico, uma serie de denuncias dentro do nosso mundo (das pessoas deficientes), que não quis fazer um de crônicas, e sim, um romance muito bem construído.

A historia se passa em uma das inúmeras cidades por ai, para dar um ar de uma historia universal (não tem lugar), mas que dá para perceber que há leis que só existe em nosso país. Não existe tempo, porque queria dar um ar de atemporalidade, ou seja, que todo tempo acontece discriminações e não se cumprem leis e estatutos diversos. E coloquei dois personagens com deficiência para poderem mostrar o que as pessoas deficientes passam em seu dia a dia – mesmo que eles sejam de deficiência leve – mas mesmo assim é um livro que envolve todo mundo pela historia e pela identificação da trama como algo que acontece com todo mundo e todo o tempo.

Vladimir é um publicitário que tem uma deficiência numa perna e essa deficiência é causada pela explosão do carro do seu pai. Veja que Vladimir é publicitário de uma agência de publicidade menor por causa da discriminação das grandes empresas e tem o seu chefe como amigo (talvez Oscar tenha um sentimento paterno com Vladimir) e que, conhece Vanessa por acaso e porque ela mora ao lado da janela de onde ele trabalha (a sala) e se apaixona por ela. Vanessa é uma garota ruiva e que é programadora, mas por causa da deficiência (na mão e no pé), vai fazer sites para um cara que na verdade, é amigo do pai dela, pois ela não aceitaria ser sustentada pelo pai. A trama vai se desenvolvendo na medida que os personagens vão filosofando sobre diversos assuntos e, principalmente, dentro do que passamos no nosso dia a dia em diversas cidades no Brasil afora. É o meu primeiro livro de muitos, mas é o preferido por ser o meu pais velho filho.

Quem quiser comprar os links

O livro físico O Caminho (aqui)

O e-book O Caminho (aqui) 

Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 31 de outubro de 2015

Cuidar da sua deficiência, namoramos também

Uma colega que também é deficiente, fez um desabafo que a muito tempo denuncio dentro do segmento das pessoas com deficiência, a velha pergunta reaparece: “ você namoraria uma pessoa com deficiência?” e o que mais assusta, é que essa mesma pergunta parte de um grupo que se diz defensor da inclusão. Ora, como pessoas com deficiência vai fazer uma pergunta dessas para outros deficientes? Numa forma geral, existe o pensamento que os deficientes deveriam namorar e casar com pessoas não deficientes, como uma especie de babá ou enfermeiro ou enfermeira de graça. Ou tem outra explicação desse fenômeno? Não tenho nenhum romantismo, quando na maioria das vezes, me perguntam sobre os outros deficientes.
O que podemos descobrir com a pergunta: “você namoraria uma pessoa deficiente?”? Podemos analisar num contexto muito mais profundo o que a maioria sempre analisa, pois nada tem a ver com a mídia e a grande vilã dessa historia nunca foi ela (a mídia). É a maneira que olhamos nosso próprio corpo como um limiar de nossa própria utopia que fazemos dele como algo além do que ele é, pois sempre utopizamos (não sei se isso é valido) o que não existe e o que idealizamos. Por isso, em muitos textos meus, vou chamar a nossa cultura em uma cultura platônica (herança mais do que direta do cristianismo católico), onde o corpo é uma limitação daquilo que é realmente, é uma mera copia da nossa alma. Utopia é tudo aquilo que não existe concretamente e não passa de idealização. Mas mesmo assim, é uma imagem virtualizada daquilo que imaginamos o que é realmente e passa a existir. Ora, ao mesmo tempo que idealizamos nosso corpo – com o que achamos que é – nós consagramos como um altar e isso não é errado, não nos limitamos a não gostar dele, mas nos tratamos como mera coisa e não é assim.
Essa pergunta tem a ver com o que o próprio deficiente vê seu próprio eu interior, seu corpo que aparece num espelho e diz para ele que por mais que tente, ainda está fadado a ser uma pessoa deficiente. O espelho é uma virtualização daquilo que, podemos chamar, de nossa “casa”. Lá diante do espelho vimos uma prisão, lá vamos ver nossas cadeiras de rodas, lá podemos ver nosso pé torto, nosso aparelho ortopédico ou IC (Implante Coclear), nossa limitação cai por si como um grande peso. Isso não tem nada a ver de repente com cantores sertanejos ou cadeirantes exemplos de superação, tem a ver do “conhecer a si mesmo” délfico, aceitar como somos e como devemos encarar isso como natural. Há uma grande distancia – quase um abismo enorme – entre aceitar e se conformar, porque aceitar é não se dobrar para certas dificuldades que a vida nos trás, se conformar é ser passivo naquilo que não pode. Isso tem a ver num texto interessante do filósofo contemporâneo Michel Foucault (1923-1984), “O Corpo Utópico” e outras leituras interessantes do filósofo.
Utopizamos o corpo porque achamos que somos aprisionados por ele. Não vimos o corpo como algo que nos pertence, vimos o corpo como algo sujo (feito de barro), vimos como algo que não deixa sermos livres, não somos libertos com o corpo por aprisionar nossa alma. Mas a pergunta tem a ver com o “de-eficiente”, o de nega nossa humanidade como se a diferença entre o de-eficiente e o eficiência. O de é um sufixo de negação, se nega a eficiência do corpo para carregar e não eficiência desse mesmo corpo, mas enquanto negamos essa eficiência particular (todos nós temos), negamos a base de todo sistema de conduta que nos arrasta a negação de nós mesmos. O pré-conceito é o começo dessa negação – muita gente me odiará mortalmente – e parte sempre daquele que o pré-conceito recai e isso fica evidente quando surge uma pergunta dessas, como se fossemos estimular a virtualização de uma coisa que fica evidente. Idealizar (virtualizar ou criar uma potencialidade de se tornar real), não é uma das melhores maneiras de se encarar a realidade, nosso corpo nos pertence e querendo ou não, nossos aparelhos pertence a eles, são suas extensões.
Quando perguntamos: “você namoraria uma pessoa com deficiência?” negamos a imagem de uma pessoa que tem um deficit de eficiência (aquilo que lhe falta), para olhar não sua humanização, mas a sua imagem social do discurso vigente. Não quero negar a minha humanidade (que vem de humus que quer dizer terra, ou seja, somos da terra), mas quero negar a condição que a minha humanidade se processa, no meio da verdadeira natureza do meu corpo, tenho a de-eficiência, não sou e nem nego a minha capacidade e namoraria sim, como namoro, mas muito não por negar essa natureza. Qual a diferença de uma pessoa de-eficiente e uma eficiente? Muitos de-eficientes não aceitam, querem pessoas que cabem na sua utopia, cabem em uma idealização platônica e muitas vezes, caem no mesmo principio que caem os “fantoches” sociais, que não somos capazes de suprir a necessidades do outro porque acabamos tirando do sagrado a religião e pusermos no lugar o sexo, não mais nos interessa o que a pessoa é (alma), mas ela tem que suprir todos os meus prazeres (que são sagrados no nosso mundo). Os homem não chamam as mulheres mais de “gatas” ou “princesas”, mas a maioria chamam de “gostosa” ou de “cachorra”. As mulheres não se apaixonam pelo que o cara é e sim, o que o cara pode lhe dar ou fazer para ela e isso é uma grande trave no nosso segmento, pois nem todos nós podemos ser tudo isso ou dar além que podemos. O capitalismo (que tem seu lado bom, acreditem), sacramentou o prazer como grande perspectiva para gerar a liberdade e ser um grande negocio, não estão preocupados se o mundo vai excluir o cara com de– eficiência ou a mulher, mas transformar o mundo em um grande negocio. Dane-se se você tem sentimentos! Dane-se se você quer trabalhar ou namorar, você é um ser humano que não tem eficiência e deve sonhar em ter. O triste de tudo isso é um ser humano discursar o mesmo discurso que o poder e a industria quer (quando digo o poder, digo todo poder ideológico).
A pergunta: “você namoraria com uma pessoa com deficiência?” gera um conflito de uma imagem virtual e uma imagem real, se olha no espelho e se confronta com o terror de ser preso do discurso do poder vigente e o pior, não vê meios de anular o discurso e nem a utopização do seu próprio corpo. Mas o “namorar” – isso acontece com a aceitação do devootismo no segmento – não é ter amor e carinho, na maioria das vezes, mas ter o prazer do próprio corpo que não se tem. Talvez, dai por diante, vimos muitas pessoas com deficiência achando que não se tem a de-eficiência e começam a achar que são eficientes e querem ser chamados assim. Esse “namorar” não é demonstrar carinho, beijar, abraçar, ter um afeto, mas preencher uma coisa que não tem, o prazer e a felicidade que eles não tem, que todo mundo, diz que eles precisam. Colocamos uma coisa automática dentro daquilo que não deveria ser – como se o ser humano tivesse rumando para a robotização do seu conceito – pois deveria ser algo sentimental, algo intimo e muito mais leve do que esse fardo que carregamos todo o tempo. Amor, afeto, são sentimentos únicos e tem a ver muito além do corpo, muito além das pessoas terem, transcende muito além de um simples aperto ou um toque intimo (não sejamos moralistas), mas tem a ver conosco com uma certa espiritualidade.
Podemos até perguntar: nosso corpo é nossa prisão? Nossos sonhos são as lembranças dessa prisão? Não sejamos tão dramáticos em achar que uma cadeira de rodas, por exemplo, é uma prisão e uma masmorra eterna dentro de um estereotipo social dominante. Tem algumas dificuldades, mas não TODAS as dificuldades, temos que transcender nossa cadeira de rodas.
Amauri Nolasco Sanches Junior, 39, publicitário, TI e filósofo.

Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 9 de outubro de 2015

Direito de todos

uma grande diferença em defender o direito que cabe aos outros – como principio democrático – e os direitos que me cabem como cidadão da nação onde nasci e sou um ente que tem os mesmos direitos. Isso é conquistado com a ética (ethos) que nos julga dentro do que a lei cabe ou não, nesse caso e em outros casos possíveis. O que vimos aqui no nosso país que não temos uma escolaridade boa para formar cidadãos esclarecidos – inclusivo o ensino médio é péssimo por dar matérias desnecessárias que o cidadão não sabe nem ao menos, interpretar um texto se é verdadeiro ou é falso – e nem cidadão que entendam que não só ele vive no território, outras pessoas e outras crenças e ideologias. Para mim, ideologias são crenças no mesmo modo, mas sigamos.

As duras criticas da filosofia maquiavélica, não tiram uma verdade nela, pois os governantes sempre vão justificar os meios para um fim, isso a milênios perpetua. Resta uma analise aprofundada da falta de ética que nos assolam em grande parte, numa maneira cultural e de uma maneira analítica (a priori) o que deveria ser feito diante do caso de igualdade em direitos. Não é nenhuma novidade, infelizmente, as discriminações dentro das escolas e dentro do trabalho com as pessoas com deficiência. Por que não é? Não um plano verdadeiro dentro da nossa nação em modernizar os meios de ensino e os meios de trabalho, nossa cultura por si só é conservadora ao ponto de ainda ter a cultura do coronelismo. As grandes famílias feudais do Brasil ainda resistem ao mundo que elas não mais pertencem que é um mundo separado em desigualdade para fazerem o que quiserem. Nas próprias escolas não existem uma cultura democrática, pois ainda se tem a cultura do aluno receber (ele é o receptor da matéria) e não o futuro cidadão, e sim, um futuro ser que sera mão de obra para as empresas. Não mais do que isso. Nas matérias que se ensinam, não se ensina o aluno a fazer uma analise profunda da matéria e nem desenvolvem no aluno a parte criativa, se desenvolve só a parte do crl+c e o crl+v (copia e cola). Prova disso é o desenvolvimento de trabalhos acadêmicos que não se pode, pasmem, dar nossa própria visão sobre o assunto referente. Como querem tirar os “preconceitos” se o próprio ensino tem seus próprios preconceitos diante da cultura? Como podem defender a igualdade se a própria maneira pedagógica, não é nem um pouco democrática?

São duvidas pertinentes que devemos questionar até mesmo como base de uma educação inclusiva onde o professor deveria ser professor por gostar da matéria e não diferenciar, como acontece na sociedade do senso comum, um aluno do outro. Ora, todas as pessoas que matriculam seus filhos dentro da escola não tem o direito de ter seus filhos tratados por igual? Será que dentro da ética não vamos ter a base de humanização pelo conhecimento? O esclarecimento, como diria o filósofo Kant, é a base do ser humano sair da minoridade onde se encontra em sempre querer um tutor para dizer o que deve ou não fazer. Se um professor diz que não se tem recurso para isso (a inclusão) e não procura adaptar-se para tal, então ele não saiu de um ser menor (dependente de um tutor) que precisa de um outro agente para dizer e fazer o que ele, como pedagogo e magistrado, deveria saber pelo estudo que recebeu. Se o mesmo professor (sendo dos dois gêneros), diz não ganhar para isso – como se seu salario saísse do bolso de algum politico, mas realmente sai da maquina publica – ele está mal informado ou age de má-fé diante dos seus clientes, que devem ser tratados como iguais. Aliás, o que tem uma criança e jovem com deficiência que não tem uma criança e jovem que não tem deficiência? A 30 anos eu estou dentro da sociedade e dentro das escolas e cursos e sempre vem esse discurso que vão adaptar as escolas, vão construir áreas acessíveis, sempre vão treinar os profissionais e sempre vão garantir a inclusão social. Mas esse dia nunca chega.

Não é de estranhar que isso reflita dentro da área administrativas das empresas, porque se a base cientifica existe vários preconceitos, imagina na área social que as empresas se encontram. Não existem cargos dentro de uma perspectiva acadêmica para pessoa com deficiência e se essa pessoa é cadeirante, muito menos ainda, pois eles preferem pessoas de ensino médio para baixo e que não são cadeirantes. O que dizer disso se a mesma pessoa que fez a escola que rejeitou a criança com deficiência, que a universidade tratou com indiferença essas pessoas, estão lá no RH ou são os próprios donos dessas empresas? Muito nobre doar para instituições – até porque uma abatimento no imposto – de tratamento e reabilitação de pessoas com deficiência, mas na hora que tem a oportunidade de inserir essas pessoas na sociedade, nem olham duas vezes e descartam de vez. Tanto os mesmos professores que dizem não ter treinamento, quanto os empresários que doam para o Teleton ou outras instituições, por acharem que ai está a bondade, mas isso é uma bondade de parecer bom e não a verdadeira bondade. Universidades nem ao menos abrem bolsa de estudos para nós – não que não queremos pagar, mas não nos querem dar nem ao menos um emprego ou oportunidade de mostrar nosso trabalho de palestrante – porque a ganancia aqui de direcionar o ensino para ganhar dinheiro, para a produção e não ao ser.

Os professores se esquecerem que o termo educação tem a sua base ducere que era conduzir e aquele que conduz, não pode conduzir quem acha merecedor de ser conduzido, mas aquele que está para ser conduzido. Ainda existe o educare que tem o eduzir, aquela que extrai algo de alguém, aquele que vai colocar para fora aquilo que o aluno tem, o potencial. Quantos alunos com deficiência se destacam no mesmo modo que os demais? Não adianta achar que não ganha para isso, pois ganha, ganha em experiencia e de capacidade de ensinar, fora isso, estará escolhendo a quem dar aula e dar aula é conduzir para uma extração, uma ruptura com o que a criança é e transformá-la em um ser novo e mais consciente. Já os empresários, queiram ou não, tem um papel social e não trabalha sozinho, tem que se adaptar e averiguar os conceitos e preconceitos para ser um empresario arrojado e um bom empreendedor. Se não contrata pessoas com deficiência ou pagam menos por causa das suas deficiências deveria rever esse conceito, afinal o mundo e a visão que temos dele se renova e renovar é um diagnostico que tudo estará sendo aperfeiçoado. Então por que não se renovar para ter mais desempenho? Os empresários que contrataram e se disponibilizaram contratar, não se arrependeram e até contrataram muito mais do que a cota manda. Só ter consciência.

Amauri Nolasco Sanches Junior, 39, publicitário, técnico de informática e filósofo.

Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 3 de outubro de 2015

O que é a inclusão?

O Calduceu de Hermes, o mensageiro dos deuses

O problema da inclusão – do latim (includere) que quer dizer “fechar em, inserir, rodear” de IN + CLADERE (fechar) – é que a nossa língua (vernáculo pátrio) é difícil e ao mesmo tempo, pobre e vagabunda. Pois se você quer incluir as pessoas com deficiência dentro da sociedade, temos que presumir que nós (pessoas com deficiência) estamos fora dessa sociedade, coisa que não acontece. Ou nascemos no meio do deserto do Saara? Ou nascemos no meio da floresta amazônica? Acredito que não devemos lutar por uma inclusão, mas a retomada dos nossos direitos que já são poucos, já não são atendidos, ainda sim, as pessoas confundem termos. Como vimos, o termo inclusão quer dizer inserir, mas ao mesmo tempo, inclusão também quer dizer fechar. Não é o que vimos dentro dos grupos de Facebook e afins? Redes sociais que se fecham e fazem da inclusão algo, fechado, sem possibilidade de argumentação dai não existe nem debate e nem um debate maduro. Outro aspecto é como esse debate é debatido num segmento que seus membros concorrem com eles mesmos e todos eles querem ser o líder, os “paladinos” querem lutar para promoverem seus nomes e ainda ganharem dinheiro, ainda temos que aguentar um total show de horrores porque todos querem ser “misses” e “misters” universo.
Mas quero destacar dois tipos de pessoas dentro de segmento, que a grosso modo, atrapalham todo um processo da velha geração e da intermediaria, que foi jogado ladrilha (vulgo privada) abaixo graças a esse tipo de “palhaçada” que venho observando nesses últimos tempos.
Primeiro, existe aquela pessoa que se faz de boazinha e de vitima ao mesmo tempo para comover os demais, mas que na verdade, tem uma vaidade muito monstruosa em querer sempre salientar que está ali para ser o herói ou a heroína e deixa os assuntos pessoais de lado. O nosso povo que tem uma educação medievalista – aquela que acreditam em cavaleiros que salvam as princesas – adoram esse tipo de sujeito, que finge ser pano de chão na cozinha do MacDonald (algo bem novela mexicana por causa do nosso sangue latino seboso), mas acho um tédio e de nada agrega ao segmento das pessoas com deficiência. Somos agraciados com esse tipo de pessoa que defende tal instituição, mas esse mesma instituição, não faz nada. Que na verdade os movimentos verdadeiros que são como o titã Atlas que segura o mundo, que fazem alguma coisa e isso quando esses movimentos podem fazer alguma coisa, quando esses pessoas “boazinhas” e suas instituições infalíveis, deixam fazer.
Segundo, são aquelas pessoas indiferentes que não querem saber de nada, que se puder, fazem seus blogues (ganham muito bem para isso), tem uma renda razoável fazendo qualquer porcaria e tem uma vida miserável e infeliz parado em sua casa. O que essa pessoa faz só a divindade pode saber para ter tanta paciência de não ser absolutamente, nada. É aquele tipo de pessoa que se o Holocausto fosse hoje, a Gestapo batesse em sua porta, ele iria atender rindo e seria morto com um sorriso nos lábios de tanta alienação tem na cabeça desse sujeito.
Parafraseando o filósofo Pondé, existem movimentos e ONGs que não deveriam sair do chão das AACDs e APAEs da vida, porque essas pessoas são pobres de conhecimento e são pobres de causa. Como posso apoiar pessoas que estão prejudicando mais do que ajudam? Como posso me aliar com instituições que nos prendem e nos alienam para não querer que tenhamos uma vida? Talvez, a estupidez tenha chegado ao nosso segmento porque ele tem a tendencia de ingerir essas imagens de porquinha Peppa e achar tudo muito lindo, mas a coisa não está linda e o nosso futuro é atrás das grades das AACDs e as APAEs da vida. Nada contra a APAE que faz um ótimo trabalho – não posso dizer o mesmo da outra que pede dinheiro, mas não tem um raio X para fazer um exame, meu pé que o diga da operação errada – mas tenho mil coisas contra essa gente que adora ver a realidade como um mundo encantado de Bob. Quem não se lembra desse desenho? Quando Bob fazia seu próprio mundo de ouvi seus pais falarem, é o que acontece com o segmento, inventam um “mundo” que não existe e nunca vai existir. Porque não estuda. Porque não luta. Porque não faz nada. São todos NADA.
Pronto! Bati a “carne” e agora vou fazer meu “bife”. O “tio” vai explicar uma coisa, que a sociedade tem uma coisa chamada moral e outra chamada ética e não tem só a ver em roubar ou não o governo, mas todas as nossas atitudes dentro da sociedade. Existe um bonde desgovernado e 5 operários estão na linha do bonde, mas existe um desvio e esse desvio tem uma pessoa. Qual caminho temos que seguir? Sera que matar uma pessoa é melhor do que 5 pessoas? Existe um ponto moral que “lateja” dentro da nossa cabeça que fomos educados a nunca matar, temos um ponto ético que é um problema lógico, que matar uma pessoa seria melhor do que matar 5 pessoas. Não é isso que acontece dentro de instituições governamentais que existem, pasmo só de pensar, fazem quando é atendimento? É muito melhor atender um Teleton, no caso do ATENDE, do que atender movimentos sociais, ou seja, a ética foi pro ralo de vez. Outro exemplo é quando vão comprar aparelhos ortopédicos e cadeiras de rodas, é muito melhor comprar o mais barato do que obedecer a fila que está um processo. Não somos um povo ético e essa lenda que somos um povo cortes não é verdade, somos um povo imoral e antiético, matamos muito mais do que os norte-americanos mataram na guerra do Iraque e estamos num ponto de querer devolver o Brasil para os índios.
Isso é utilitarista (que visa o bem da maioria sacrificando poucos), e com isso, ficamos uma sociedade pratica e muito menos justa. Nisso eu sou categórico (que parte da premissa que todos os homens são iguais e todos devem se colocar na pele do outro), ou seja, se existe uma lei que o transporte é para todos, então, esse transporte tem que ser para TODOS. Se existe uma fila de aparelhos e cadeira de rodas, tem que seguir a fila e não comprar o mais barato, pois vamos rodar em uma mesma situação sempre. O judiciário tem que julgar como manda a lei, não a intenção do criminoso. Deveríamos ser muito mais kantianos do que utilitaristas em questões como esta – como sempre somos sempre o que interessa – porque isso dificulta o processo de justiça e respeitar a lei e não me interessa se é viável ou não, se tem recurso ou não, pois o Brasil não é pobre, ele é mal administrado e mal educado no sentido de não dá educação verdadeira para seu povo. Você não acaba com a miséria dando dinheiro para a pessoa, porque tudo que sei ele tem que entrar de algum modo e qualquer um que entende o básico de economia sabe disso, mas dá condições para a própria pessoa sair daquela situação degradante que ela se encontra. Por isso que Aristóteles – isso foi a uns dois mil e trezentos anos atrás, pasmem – dizia que é muito melhor dar emprego aos deficientes, do que o governo querer sustentar esses deficientes. Ou seja, não interessa se o cara é deficiente ou não, tem que ser garantido o direito dele trabalhar e dar sustento para si e para os seus. O que ocorre que somos governados pelos empresários, os mesmos coronéis que escravizam o sul e o nordeste, os que não dão emprego as pessoas com deficiência e tem um serio problema do vernáculo pátrio de nossa nação.
Um exemplo clássico é a péssima mania empresarial brasileira chamar uma educação profissional de “qualificação” profissional, que mostra a tamanha ignorância dentro da educação escolar do nosso povo que vai de A até B. Qualificar é dá a qualidade de algo, ou seja, segundo o que consta, publicitário é uma condição que tenho por estudar publicidade e não uma qualidade de ser publicitário. Posso até dizer que SOU publicitário, mas nunca que a publicidade me pertence como algo meu, como algo que está no meu ser, pois se não seguir a profissão de publicitário não fará diferença dentro da minha vida. O que SOU é deficiente por ter acidentalmente ou não, faltado oxigênio no parto quando nasci, porque é uma condição que me é evidente. O que passa mais perto do que posso pensar e analisar – sim adoro criticar como Kant o fez sempre – é que não temos a condição ou qualificação física para tal emprego e quando escrevem os requisitos para o tal emprego (que são ridículas), eles colocam qualificação profissional querendo dizer qualificação física. Ou seja, se você não andar, não falar bem, não enxergar bem, não ter uma boa aparência, esquece. Como sei que o pessoal não quer saber de estudar, não quer saber de progredir, não quer saber de fazer da vida muito melhor, então, nem vão entender os pré-requisitos do emprego.
Se temos os empresários que tem condições de uma educação exemplar e não sabem que qualificar é dar qualidade à algo, imagine o que fazem com o termo deficiência que a pouco tempo, os “politicamente corretos”, mudaram deficiente para pessoa com deficiência que sou totalmente contra. Quem realmente estuda sabe que deficiência vem do latim – aliás a maioria dos nossos termos vem do latim e do grego – deficientia que é uma falta, uma lacuna de algo que não se tem. Por exemplo, certos políticos tem deficiência de caráter (ética), temos uma deficiência de conduta de igualdade no Teleton no transporte, temos deficiência no controle de compra de aparelho ortopédico, ou seja, tudo que falta tem uma deficiência por causa do sufixo DE no eficiência que dá uma condição de negação. Mas também tem o significado de imperfeição e insuficiência, porque na visão geral (senso comum) somos imperfeitos e insuficientes dentro de condutas como trabalho e como vida cotidiana. Para nossa sociedade – que não mudou do período europeu medieval – continuamos pessoas imperfeitas e insuficientes que não sabem fazer nada e não sabem NADA e pelo que ando lendo no Facebook, eles não estão longe de ter razão.
Concluindo. Isso é uma analise, o que você faz da sua vida é problema só seu, eu estou sempre estudando, estou montando um livro de ideias (eidos), estou estudando grego, estou estudando teologia, lendo livro linguístico e editando o livro do meu amor. Ou seja, se você não quer ser nada ótimo, eu quero crescer, quero ser alguém na vida e não perder tempo em ficar no Facebook falando asneiras ou tirando foto pensando que está “sensualizando”, não está, está sendo ridículo em pousar sem camisa, pousar exercitando, ter um sorriso falso de gentinha que gosta de porquinha Peppa, que para mim, é o desenho mais feio da historia da humanidade. Como disse Kant um dia “sapere audi”, ouse saber!
Amauri Nolasco Sanches Junior, 39, publicitário, TI e filósofo/escritor.
O problema da inclusão – do latim (includere) que quer dizer “fechar em, inserir, rodear” de IN + CLADERE (fechar) – é que a nossa língua (vernáculo pátrio) é difícil e ao mesmo tempo, pobre e vagabunda. Pois se você quer incluir as pessoas com deficiência dentro da sociedade, temos que presumir que nós (pessoas com deficiência) estamos fora dessa sociedade, coisa que não acontece. Ou nascemos no meio do deserto do Saara? Ou nascemos no meio da floresta amazônica? Acredito que não devemos lutar por uma inclusão, mas a retomada dos nossos direitos que já são poucos, já não são atendidos, ainda sim, as pessoas confundem termos. Como vimos, o termo inclusão quer dizer inserir, mas ao mesmo tempo, inclusão também quer dizer fechar. Não é o que vimos dentro dos grupos de Facebook e afins? Redes sociais que se fecham e fazem da inclusão algo, fechado, sem possibilidade de argumentação dai não existe nem debate e nem um debate maduro. Outro aspecto é como esse debate é debatido num segmento que seus membros concorrem com eles mesmos e todos eles querem ser o líder, os “paladinos” querem lutar para promoverem seus nomes e ainda ganharem dinheiro, ainda temos que aguentar um total show de horrores porque todos querem ser “misses” e “misters” universo.
Mas quero destacar dois tipos de pessoas dentro de segmento, que a grosso modo, atrapalham todo um processo da velha geração e da intermediaria, que foi jogado ladrilha (vulgo privada) abaixo graças a esse tipo de “palhaçada” que venho observando nesses últimos tempos.
Primeiro, existe aquela pessoa que se faz de boazinha e de vitima ao mesmo tempo para comover os demais, mas que na verdade, tem uma vaidade muito monstruosa em querer sempre salientar que está ali para ser o herói ou a heroína e deixa os assuntos pessoais de lado. O nosso povo que tem uma educação medievalista – aquela que acreditam em cavaleiros que salvam as princesas – adoram esse tipo de sujeito, que finge ser pano de chão na cozinha do MacDonald (algo bem novela mexicana por causa do nosso sangue latino seboso), mas acho um tédio e de nada agrega ao segmento das pessoas com deficiência. Somos agraciados com esse tipo de pessoa que defende tal instituição, mas esse mesma instituição, não faz nada. Que na verdade os movimentos verdadeiros que são como o titã Atlas que segura o mundo, que fazem alguma coisa e isso quando esses movimentos podem fazer alguma coisa, quando esses pessoas “boazinhas” e suas instituições infalíveis, deixam fazer.
Segundo, são aquelas pessoas indiferentes que não querem saber de nada, que se puder, fazem seus blogues (ganham muito bem para isso), tem uma renda razoável fazendo qualquer porcaria e tem uma vida miserável e infeliz parado em sua casa. O que essa pessoa faz só a divindade pode saber para ter tanta paciência de não ser absolutamente, nada. É aquele tipo de pessoa que se o Holocausto fosse hoje, a Gestapo batesse em sua porta, ele iria atender rindo e seria morto com um sorriso nos lábios de tanta alienação tem na cabeça desse sujeito.
Parafraseando o filósofo Pondé, existem movimentos e ONGs que não deveriam sair do chão das AACDs e APAEs da vida, porque essas pessoas são pobres de conhecimento e são pobres de causa. Como posso apoiar pessoas que estão prejudicando mais do que ajudam? Como posso me aliar com instituições que nos prendem e nos alienam para não querer que tenhamos uma vida? Talvez, a estupidez tenha chegado ao nosso segmento porque ele tem a tendencia de ingerir essas imagens de porquinha Peppa e achar tudo muito lindo, mas a coisa não está linda e o nosso futuro é atrás das grades das AACDs e as APAEs da vida. Nada contra a APAE que faz um ótimo trabalho – não posso dizer o mesmo da outra que pede dinheiro, mas não tem um raio X para fazer um exame, meu pé que o diga da operação errada – mas tenho mil coisas contra essa gente que adora ver a realidade como um mundo encantado de Bob. Quem não se lembra desse desenho? Quando Bob fazia seu próprio mundo de ouvi seus pais falarem, é o que acontece com o segmento, inventam um “mundo” que não existe e nunca vai existir. Porque não estuda. Porque não luta. Porque não faz nada. São todos NADA.
Pronto! Bati a “carne” e agora vou fazer meu “bife”. O “tio” vai explicar uma coisa, que a sociedade tem uma coisa chamada moral e outra chamada ética e não tem só a ver em roubar ou não o governo, mas todas as nossas atitudes dentro da sociedade. Existe um bonde desgovernado e 5 operários estão na linha do bonde, mas existe um desvio e esse desvio tem uma pessoa. Qual caminho temos que seguir? Sera que matar uma pessoa é melhor do que 5 pessoas? Existe um ponto moral que “lateja” dentro da nossa cabeça que fomos educados a nunca matar, temos um ponto ético que é um problema lógico, que matar uma pessoa seria melhor do que matar 5 pessoas. Não é isso que acontece dentro de instituições governamentais que existem, pasmo só de pensar, fazem quando é atendimento? É muito melhor atender um Teleton, no caso do ATENDE, do que atender movimentos sociais, ou seja, a ética foi pro ralo de vez. Outro exemplo é quando vão comprar aparelhos ortopédicos e cadeiras de rodas, é muito melhor comprar o mais barato do que obedecer a fila que está um processo. Não somos um povo ético e essa lenda que somos um povo cortes não é verdade, somos um povo imoral e antiético, matamos muito mais do que os norte-americanos mataram na guerra do Iraque e estamos num ponto de querer devolver o Brasil para os índios.
Isso é utilitarista (que visa o bem da maioria sacrificando poucos), e com isso, ficamos uma sociedade pratica e muito menos justa. Nisso eu sou categórico (que parte da premissa que todos os homens são iguais e todos devem se colocar na pele do outro), ou seja, se existe uma lei que o transporte é para todos, então, esse transporte tem que ser para TODOS. Se existe uma fila de aparelhos e cadeira de rodas, tem que seguir a fila e não comprar o mais barato, pois vamos rodar em uma mesma situação sempre. O judiciário tem que julgar como manda a lei, não a intenção do criminoso. Deveríamos ser muito mais kantianos do que utilitaristas em questões como esta – como sempre somos sempre o que interessa – porque isso dificulta o processo de justiça e respeitar a lei e não me interessa se é viável ou não, se tem recurso ou não, pois o Brasil não é pobre, ele é mal administrado e mal educado no sentido de não dá educação verdadeira para seu povo. Você não acaba com a miséria dando dinheiro para a pessoa, porque tudo que sei ele tem que entrar de algum modo e qualquer um que entende o básico de economia sabe disso, mas dá condições para a própria pessoa sair daquela situação degradante que ela se encontra. Por isso que Aristóteles – isso foi a uns dois mil e trezentos anos atrás, pasmem – dizia que é muito melhor dar emprego aos deficientes, do que o governo querer sustentar esses deficientes. Ou seja, não interessa se o cara é deficiente ou não, tem que ser garantido o direito dele trabalhar e dar sustento para si e para os seus. O que ocorre que somos governados pelos empresários, os mesmos coronéis que escravizam o sul e o nordeste, os que não dão emprego as pessoas com deficiência e tem um serio problema do vernáculo pátrio de nossa nação.
Um exemplo clássico é a péssima mania empresarial brasileira chamar uma educação profissional de “qualificação” profissional, que mostra a tamanha ignorância dentro da educação escolar do nosso povo que vai de A até B. Qualificar é dá a qualidade de algo, ou seja, segundo o que consta, publicitário é uma condição que tenho por estudar publicidade e não uma qualidade de ser publicitário. Posso até dizer que SOU publicitário, mas nunca que a publicidade me pertence como algo meu, como algo que está no meu ser, pois se não seguir a profissão de publicitário não fará diferença dentro da minha vida. O que SOU é deficiente por ter acidentalmente ou não, faltado oxigênio no parto quando nasci, porque é uma condição que me é evidente. O que passa mais perto do que posso pensar e analisar – sim adoro criticar como Kant o fez sempre – é que não temos a condição ou qualificação física para tal emprego e quando escrevem os requisitos para o tal emprego (que são ridículas), eles colocam qualificação profissional querendo dizer qualificação física. Ou seja, se você não andar, não falar bem, não enxergar bem, não ter uma boa aparência, esquece. Como sei que o pessoal não quer saber de estudar, não quer saber de progredir, não quer saber de fazer da vida muito melhor, então, nem vão entender os pré-requisitos do emprego.
Se temos os empresários que tem condições de uma educação exemplar e não sabem que qualificar é dar qualidade à algo, imagine o que fazem com o termo deficiência que a pouco tempo, os “politicamente corretos”, mudaram deficiente para pessoa com deficiência que sou totalmente contra. Quem realmente estuda sabe que deficiência vem do latim – aliás a maioria dos nossos termos vem do latim e do grego – deficientia que é uma falta, uma lacuna de algo que não se tem. Por exemplo, certos políticos tem deficiência de caráter (ética), temos uma deficiência de conduta de igualdade no Teleton no transporte, temos deficiência no controle de compra de aparelho ortopédico, ou seja, tudo que falta tem uma deficiência por causa do sufixo DE no eficiência que dá uma condição de negação. Mas também tem o significado de imperfeição e insuficiência, porque na visão geral (senso comum) somos imperfeitos e insuficientes dentro de condutas como trabalho e como vida cotidiana. Para nossa sociedade – que não mudou do período europeu medieval – continuamos pessoas imperfeitas e insuficientes que não sabem fazer nada e não sabem NADA e pelo que ando lendo no Facebook, eles não estão longe de ter razão.
Concluindo. Isso é uma analise, o que você faz da sua vida é problema só seu, eu estou sempre estudando, estou montando um livro de ideias (eidos), estou estudando grego, estou estudando teologia, lendo livro linguístico e editando o livro do meu amor. Ou seja, se você não quer ser nada ótimo, eu quero crescer, quero ser alguém na vida e não perder tempo em ficar no Facebook falando asneiras ou tirando foto pensando que está “sensualizando”, não está, está sendo ridículo em pousar sem camisa, pousar exercitando, ter um sorriso falso de gentinha que gosta de porquinha Peppa, que para mim, é o desenho mais feio da historia da humanidade. Como disse Kant um dia “sapere audi”, ouse saber!
Amauri Nolasco Sanches Junior, 39, publicitário, TI e filósofo/escritor.
Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 15 de agosto de 2015

Juntos somos fortes – será?

Tenho um certo ceticismo ainda com esse tipo de frase. Primeiro, que esse tipo de frase faz a inclusão algo tomado como se fosse uma luta junta e ninguém pode questionar. Segundo, que estar junto não é necessariamente, não ter seu ponto de vista que não limita a luta, mas agrega muito ela. Já ouvi e li muitas pessoas dizendo que não concorda com o que digo ou escrevo, só por causa do meu olhar critico dentro da inclusão que sabemos não ser fácil. Mas como ser critico em uma sociedade que infelizmente, tem um modo passivo de pensar? Críticos passam a ser demônios – não é a toa, que criaram um conceito que o diabo era um grande critico de Deus – porque eles querem pensar por si mesmos, querem desmantelar por si mesmos esquemas que não passam de vícios, querem dinamitar o pensamento do senso comum que nada ajuda, mas não querem destruir esperanças. As coisas não são tão radicais assim.

Umas das coisas que o critico tem e é muito valiosa é a sua própria opinião. Essa opinião não tem a ver com opiniões alheias, tem a ver com opiniões com convicção e a certeza que essa opinião é sua. Quando dou minha opinião sobre a escola inclusiva, não me interessa se a esquerda fez e a direita não, para mim é indiferente os pontos de vista das pessoas que querem fazer uma banalização com aquilo que não deveria ser banalizado. Se a esquerda discutiu mais, isso não quer dizer que fez, muito menos, eles são melhores que a direita. Como disse em vários textos, na inclusão das pessoas deficientes não existem ideologização e não deveria ter, não deveríamos escolher um lado, afinal, nenhum lado se importa com esse assunto. Mas a convicção de um assunto, ter ele em sua cerne, a importância dele, fará a diferença na hora de discuti e na hora de dar a sua opinião. Mas o que é critica da inclusão? Um olhar mais a fundo da coisa e não um olhar simplista de pessoas que querem construir um nome, pessoas que querem dar uma visão muito rasa em coisas que não são tão fáceis de serem discutidas.

Primeiro. Temos que saber todo o histórico psicossocial das pessoas deficientes para saber começar a uma analise, sem isso nós não podemos nem começar a discuti. Porque fica igual aquele cara que viu uma frase de determinado filósofo e se acha estudioso do filósofo. A inclusão deve ter um estudo de prevenção – pois muitas deficiências são erros médicos e erros óbvios que podem prevenir deficiências graves – porque por mais que se avance na tecnologia, as pessoas ainda nascem deficientes por causa de coisas banais e irresponsabilidade social (a própria família por não ter estudo). Depois, pensar em centro de reabilitação que possam ser eficientes e não movidos por marketing barato, pois para mim não adianta ter os melhores médicos, os melhores equipamentos, os melhores funcionários – a maioria não tem, isso são fatos meramente ilustrativos – e ter filas enormes para aquele deficiente ser atendido. Aliás, há uma preferencia estranha – não muito porque sabemos os motivos – de tratar muito mais uma pessoa que ficou deficiente e tem uma grana do que quem nasce com a deficiência, e quem nega isso, não esta sendo honesto intelectualmente. Pois bem, quem nasce com deficiência precisa de reabilitação e escola, porque se queremos incluir as pessoas deficientes na sociedade, a melhor coisa é fazer uma escola que abrigue todas as crianças e incluindo as com deficiência. Claro, que se deve trabalhar a família desses deficientes para não ficarem inseguros – jornais que deveriam informar, mas colocam medo do que informam, porque se quero a “verdade” eu saiu para o meio da rua – dando segurança e materiais que precisam para um desempenho bom. Felizmente, muitas das escolas que estudei tinham acesso, mas muitas não tinham preparo dos professores e nem dos funcionários para abrigarem pessoas como nós no ensino. Antes mesmo da reabilitação e educação escolar, existe o transporte dessas crianças que não pode ser qualquer porcaria que se ponha uma rampa ou ponha um acento inclusivo – que aliás nunca são respeitados – tem que ser um transporte exemplar e especifico para deficientes. A gerencia deve entender desse assunto, inclusive, seus engenheiros que adaptam esse transporte e quem testa, deve usar esse tipo de transporte.

Depois temos que pensar que nós deficientes temos a capacidade de trabalhar e produzir aquilo que escolhemos para trabalhar e isso não é criando uma “leizinha mequetrefe” que vai fazer, isso deve ser inserido em uma obrigação social. Embora goste da filosofia econômica libertária e a filosofia social onde as pessoas devam pensar por si mesmas, a empresa tem um papel social e nada tem a ver com o comunismo ou outra filosofia socialista. Sem que as pessoas trabalhem e as pessoas produzam, não há economia que se sustente por si mesmas e se não for assim, a comunidade não prospera, não há mais dinheiro porque não há estudo e não há aprimoramento da mão de obra. O Brasil vive a falta dessa educação, a falta de trabalho que fali o Estado e não gira a economia. Já Aristóteles a uns dois mil e quinhentos anos atrás, dizia que era mais barato dar um emprego as pessoas deficientes do que sustentá-las, pois sempre quis entender o porque se nós estudamos tanto os empresários ainda acham que não podemos trabalhar e ajudar a economia. Também a melhora do transporte gera mais oportunidade para o trabalho.

Segundo, não somos assexuados e não somos providos de se apaixonarmos. Talvez um dos mais odiosos tabus que temos que quebrar é que somos seres humanos como qualquer um e podemos sim ter uma vida sexual, mas como todo exagero faz mal, não estou me referindo a “putaria”. Existe uma grande diferença em querer ter um ato sexual com quem está apaixonado e “putaria”, pois quem tem afeto sempre é humano, “putaria” você transforma um ato importante em um ato banal. Depois, não é saindo pelado em foto que isso vai mudar, porque nossa sociedade ainda está presa em uma religiosidade muito grande que tem o sexo como errado, mas se fosse errado, as pessoas não faziam e não tinham tantos filhos assim. O que se deve combater é o exagero – em tudo na nossa vida o exagero nos coloca em encrenca – que sempre faz mal ao nosso corpo e a nossa alma, pois contamina o mais puro intimo. Essa visão religiosa sempre nos colocou como “crianças eternas” que não somos felizes, mas a felicidade é algo relativo, mas ao mesmo tempo, a felicidade tem a ver com o afeto e a sexualidade.

Ora, o que vejo é muito as pessoas pousarem de “lingerie”, pousarem sem camisa para mostrar que as pessoas deficientes tem um viés social. Quem tem um pouquinho de “QI”, não precisa ter muito, sabe que nossa sociedade tem a mania de generalizar tudo e todo mundo. Qualquer mulher bonita, por exemplo, vira uma “panicat” e qualquer homem vira “pegador”. Então, se uma mulher quer sair de lingerie numa foto, estou pouco me linchando, acontece que aquela mulher que sai de lingerie pagando de fatal, coloca outras mulheres num patamar que não querem estar. Ou, aquele cara que nem conseguir andar consegue, nem sai sozinho sai, nem mesmo limpar a sua bunda consegue, ainda quer pagar uma de “pegador” fatal pousando sem camisa, que acaba colocando em um patamar outros homens que não querem estar ali. Eu, por exemplo, acho execrável um homem se rebaixar a um animal e pagar para ter um momento sexual, rebaixar a um misero primata para só mostrar para os outros que é o “macho” da especie. Tenho náuseas irritantes quando vem um cara cobrando acessibilidade em casa de prostituição, porque o “machinho” quer copular um pouco, para mim, o problema é dele e ele deve se virar. Enfim, estava falando sobre a engenharia social que diz que menos informação demos, menos as pessoas vão invadir a sua vida e isso tem muito a ver com a sexualidade de cada um.

Já soube de muitos assédios sexuais que aconteceram porque a mulher foi simpática ou brincou, talvez dando parecer que estava “afim”. Mas as vezes, sim, tem a ver com a educação que temos por aqui que as mães educam seus filhos como se fossem “reizinhos” e não impõem respeito. Sinceramente, é muito chato as pessoas ficarem achando que uma REATECH, por exemplo, é um grande cubículo de acasalamento e não existe outra coisa na vida além de ficar enchendo o saco dos outros, afinal, acredito que ninguém mais é adolescente. Ou será que estou errado? Será que os homens brasileiros são acometidos da síndrome da adolescência tardia? A verdade é que só mostraremos que somos sexualmente ativos, quando pusermos na cabeça que não somos obrigados a sermos iguais as outras pessoas e sim, podemos mostrar um “pingo” de civilização.

Terceiro, quando montamos um movimento ou somos eleitos coordenadores de ONGs e de movimentos, temos pelo menos, saber de leis que nos beneficie. Essa historia de que as pessoas deficientes “leigas” tem o direito a concorrer e não precisam estudar é um incentivo a “burrice” generalizada, não vão poder ajudar o movimento e nem a ONG e vai ficar como um “boneco” para as pessoas mal intencionadas poderem lhe dominar. Depois não adianta achar que você ou seu movimento é único no mundo, isso é querer ser o “paladino” da inclusão e não precisamos de paladinos, precisamos de união e a certeza daquilo que queremos. Isso mesmo, ter convicção e foco daquilo que se acredita ser certo e não ficar achando que vai salvar todo mundo sozinho. Por isso a expressão, fé, foco e força não é de todo errada – lógico que não estou contextuando num patamar religioso – porque coloca a pessoas naquilo que almeja alcançar.

Foco não necessita ficar repetindo toda hora o que se quer ou o que é como um papagaio alucinado, temos exemplos inúmeros de pessoas que foram lá e fizeram. Fazer não é ficar dando lição de moral a ninguém, fazer é respeitar o passo do outro e isso também não quer dizer incentivar “burrices” inúmeras. Estudar é uma das coisas mais dignas que o ser humano pode fazer consigo mesmo, porque quanto mais se lê ou estuda determinada área, se pensa com convicção e se pode questionar aquilo sem ficar achando “gurus” que te levam ao caminho, pois o caminho você mesmo pode achar. Também não acredito que pessoas surdas, por exemplo, não possam melhorar a escrita – me parece que alguns surdo que não tem IC, não tem senso critico de achar que as pessoas vão entender o que eles escrevem nas redes sociais, não entendo bulufas e não sou “tia da instituição” para passar a mão na cabeça – não acredito que pessoas cadeirantes não possam ser algo além de esportista ou não possam melhorar a vida, não acredito que as pessoas cegas ao invés de usar a língua para responder estupidamente, leve algo de bom as pessoas. Mas o pilar disso é a convicção, sem isso, não há luta nenhuma e a inclusão vai continuar esse lixo que sempre foi aqui no Brasil.

Quarto, quando melhorarmos o transporte, quando melhorarmos a saúde e reabilitação, quando melhorarmos a educação, quando melhorarmos o emprego e o trabalho que os deficientes poderão ganhar dinheiro e ter uma vida digna, poderemos pensar em adaptar uma praia, adaptar um aeroporto (mesmo que alguns deficientes usem para trabalho, ainda são muito poucos que usam), adaptar toda a gama de coisas secundarias. A lógica é bem simples, se você adapta uma praia, por exemplo, as pessoas sempre vão achar que os deficientes são seres inúteis e não podem trabalhar. O cara não está na praia? Para que ele quer trabalhar se está com a vida “mansa”? Mas sempre quando alguém diz isso, a nossa cultura vai ficando rasa e insignificante, porque não temos uma vida “ganha” ou “mansa” nem por esse insignificante ser que não sabe da nossa vida. Aliás, milhares de pessoas deficientes estão com uma vida deplorável que nem sabem o que é uma praia, não sabem nem o que é avião, não sabem nem o que é vida. Então, não me venham “estuprar” minha inteligencia achando que vou acreditar que existe inclusão, se existe, muito poucos usufruem dessa inclusão. Muito poucos sabem o que é ter uma deficiência sem dores, sem se sentirem rejeitados e por sermos um povo religioso e ignorante, alguns não podem sair porque o transporte administrado por pessoas doentes da sua gama de sede de poder, insistem em regras imbecis. No nordeste, um lugar pobre e miserável que nem mesmo a esquerda deu jeito, as pessoas deficientes são trancadas dentro de suas casas como um castigo divino de uma religiosidade muito perigosa.

Ora, para que adaptar coisas também tão longe se podemos adaptar coisas tão perto? Se ao menos nem conseguimos adaptar totalmente um parque, muitas vezes patrimonio da cidade, para que se querer adaptar uma praia ou outro local? O que falta aqui, urgentemente, é um estudo logístico de estudo de prioridades e não de populismo, porque é degradante não ter nem centros verdadeiros de reabilitação e adaptarem praias e trilhas. Tudo bem, temos livre escolha e tem pessoas que trabalham ou tem condições de usufruírem, mas existe e tem que existir prioridade senão a luta fica vazia. Se eu não posso ir em um lugar – como acontece no museu da inclusão que só abre de semana – então não me sinto frustrado, só fico insatisfeito por causa de não visitar um museu que conta nossa historia. É o que precisamos, um estudo profundo sobre nossa historia para entender o rumo que ela tomou, ou não rumo que alguns idiotas tomaram por nós. Porem uma praia pode ser usado para sermos idiotas uteis, pessoas que reclamam e recebem um doce por causa do seu choro, pior de tudo, são crianças hienas (comem carniça e dão risada). São pessoas presas em ideologias que não fazem uma reflexão de verdade, não fazem um estudo aprofundado e fica postando imagens “do bem”, imagens positivas (ou que acham positivas) e nem ao menos, entendem as frases que postam. Que para mim, nada fazem e nada são a não ser, ficam atrapalhando a verdadeira luta da inclusão que eu e todos, construímos ao longo dos anos. Um pensamento de Sartre que gosto muito é que somos metade vitima, metade cúmplice, como são todos. Não adianta ser patife e pular fora, se a luta está desse jeito a culpa também é sua, também é minha e também é de todos nós.

E quinto, os conselhos e as secretarias não vão nos ajudar, são representações fantasmas de uma parcela que acredita ter voz e vez. Pensa comigo – não estou sendo pessimista, porque não sou contra seu surgimento, mas o rumo que tomou tais instituições – por que o Estado que está pouco ligando para você, planeja e implanta secretarias que defendam os nossos direitos exatamente cobrando o próprio Estado? Por que os conselhos abrem uma pauta e não conseguem fechar? A democracia brasileira se equivocou em colocar dentro das suas entranhas, conselhos que nada representam e lá dentro pessoas do mesmo pensamento ideológico dominante e pior, o conselho estadual de São Paulo, por exemplo, é um conselho de entidades e não de pessoas como o CONADE que também é. Claro, que um conselho nacional não pode ter uma representação popular por motivos óbvios, mas não dá para delirar que pode representar todos porque nem todos elegeram tal conselho. As secretarias não tem nenhuma representação nossa – a única secretaria com deficiência foi a Mara Gabrilli que mais as instituições mandavam nela do que o contrario que até hoje perdura (vide o Teleton e a instituição no caso que evidente que ela representa) – não sabe das nossas necessidades, não tem representação alguma, não tem um poder politico, não é nada. Posso dizer que as secretarias que deveriam assegurar nossos direitos não passam de gastos extras publico, não agilizam os transportes, não agilizam os centros de reabilitações, não agilizam a compra de órtese e prótese, não tem condições nenhuma de nos representar.

Cabe uma pergunta pertinente para a reflexão: por que temos que acatar conselhos e secretarias que não fazem nada? Por que tenho que ficar bajulado coisas que realmente não nos representam? Se fizeram alguma coisa, o fizeram depois de muita pressão e algumas delas, nos bloqueiam no Facebook por ter opiniões contrarias. Foda-se realmente se você discute com ideologia e como se o mundo fosse cor de rosa, mas não acho necessário secretarias e conselhos que não tem autonomia politica dentro da meta estabelecida. Se o conselho é de pessoas deficientes, necessariamente, tem que representar as pessoas deficientes e não instituições como vimos muitas vezes em São Paulo. Então, qual utilidade?

Portanto, minhas criticas não são criticas vazias de uma pessoa “burra” que só quer fazer birra ou lutar para obter algo para si, mas uma pessoa que está efetivamente dentro dos movimentos e dentro das instituições que mais nos prejudicam do que ajudam dês de 1992 e tem muita carga de conhecimento para ser um mero idiota. Isso mesmo, a maioria só é mais alguns idiotas uteis que nada são para o Estado do que mera massa de manobra, mero nada.

Amauri Nolasco Sanches Júnior, 39, publicitário, técnico de informática e filósofo. Idealizador da palestra: “Inclusão e Ética”, leve para sua empresa. Contato: amauri.njunior@gmail.com ou o whatt: 11984124939.

Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 12 de agosto de 2015

Parapan supera Pan em medalha – onde somos inúteis?

Pois é. O mesmo cara que está lá nos jogos Parapan-americanos são os mesmos deficientes que tem uma imensa dificuldade de transporte, de acessibilidade, de emprego (talvez até foi um motivo de entrar no esporte), de até manter as suas famílias – sim, alguns tem suas próprias famílias – não tem nem apoio para ir aos jogos, mas ganham as medalhas. Por que? Por que um Neymar é ferido numa pancada e os deficientes estão lá lutando? Porque para as pessoas deficientes não basta o dinheiro, não basta ser reconhecido na imprensa hipócrita, tem que honrar sua missão de defender o Brasil sem “maracutaia”. Como disse o capitão Nascimento: “missão dada, missão cumprida, parceiro”.

Mas a sociedade vê eles como “exemplos de superação” e que devem ser parabenizados e devem ser reconhecidos, ao mesmo tempo, a mesma sociedade pára em vagas destinadas a nós, não nos dá oportunidade de trabalho, não nos respeita na rua ou nos shoppings, não arruma as calçadas para nós temos um acesso melhor. Não digo em doar dinheiro para instituições – que na maioria das vezes não são tão eficientes – mas no mínimo respeitar as pessoas que tem alguma deficiência e não alimentar uma cultura de hipocrisia que só alimenta o descaso. Ora, sabemos que por trás de muitas dessas hipocrisias está o Estado que deveria defender o direito a liberdade, o direito de ir e vir, o direito que temos uma vida plena e o direito a saúde, o direito a educação, o direito a uma profissão e a trabalho. É frustrante você passar horas numa sala de aula, comprar livros, fazer aqueles trabalhos chatos que mais te enchem o saco do que te ensinam, e ninguém te dá uma chance de mostrar o que você aprendeu. Isso não falo só de mim, com uma enorme dificuldade de transporte e de acessibilidade urbana – desculpe o prefeito, mas São Paulo não é nenhum exemplo de acessibilidade e muito menos de transporte acessível, onde os ônibus adaptados são velhos, as vans especiais do ATENDE são velhas, danificadas, e para conseguir ir em algum emprego temos que já programar dês da entrevista, porque leva dois meses – não trabalham e dependem do pouco que recebem de beneficio do governo, onde prefere fazer isso, do que dar infraestrutura para o cidadão com deficiência. Ainda a “filhadaputagem” não é pouca, o Estado não obriga nem as empresas a respeitarem a lei (por motivos óbvios) e nem o próprio Estado dá essa porcentagem dentro das suas empresas. Ou seja, com ou sem concurso, as vagas deveriam ser fixas e não sorteiros de “prêmios” como se o Estado fizesse as coisas como um favor, favor damos a eles em voto que muitas vezes, colocamos eles e eles só corrompem a maquina publica.

O problema é moral e não ético, porque vai a cerne da nossa cultura que se corrompe todo os dias, porque somos um povo crédulo, gostamos de colocar desculpas metafisicas aonde o problema não é e nunca vai ser resolvido no paraíso, mas sim, na Terra. Uma parcela dessa culpa é sim das pessoas deficientes que não se cansam de ficar paradas, de ficar se achando o máximo no Facebook, mas fora dele se sentem um lixo. Alguém luta dentro de movimentos? Alguém luta dentro de ONGs? Ou vão ficar eternos adolescentes xingando muito no twitter? Namorar é bom, casar é bom, mas se não houver ação e não houver uma grande mobilização (sem ideologias que nada acrescentam dentro da inclusão), não haverá nem o direito de você amigo, dar o beijinho na boca. Não haverá o direito de trabalhar, o direito de ter uma reabilitação e o direito de viver, porque vão achar no direito de nos abortar por nós sermos deficientes. Essa é a sociedade que nos acha no esporte “exemplo de superação”, ou em outras áreas como a TV, mas que no dia a dia nos acham um empecilho para seu laser, um empecilho para ir ao trabalho, um empecilho para ir em um porto de saúde. Existem, pasmem, postos de saúde que não tem médicos especializados e nem tão pouco, acessibilidade dentro dos seus estabelecimentos.

Esse fenômeno se dá pela cultura, porque não exste outra explicação plausível além desse ponto. Porque existem deficientes que sim venderam a luta por causa de status, por causa de um emprego bom, para ter clientes para suas palestras, até mesmo, pessoas que se prendem em favores ou são tão passivas – com a alma de rebanho – que acham que o serviço publico ou particular, estão lhe fazendo um favor. Quem paga mesmo a conta de tudo isso? Quem paga para fazerem promessas cheias de marketing e não cumprem? Pagamos tantas coisas com impostos e até quando o próprio Estado nos fornece aparelhos (no meu caso, cadeira de rodas), o Estado compra, mas ao mesmo tempo recebe com os impostos da empresa responsável. Tudo vai parar dentro do Estado, porque a regra é sempre deixar quem está a margem da sociedade ali mesmo, porque sem essa parcela social, não tem quem coloque políticos no poder e nem trabalhar nas fabricas ou firmas de materiais brutos. Nós ainda somos vistos como a parcela social que não conseguimos trabalhar, que não conseguimos sair, que somos sofredores eternos, mas servimos para votar e consumir. Diz para para todos que você não vai votar? Diz que os empresários terão que dar alimentos e roupas para nós todo mês? Dar emprego e uma vida digna para nós ninguém quer, mas nos cobrar nosso deveres ai somos cobrados energicamente.

Acredito que somos cobrados até muito mais do que outras pessoas. Acredito que as cobranças devem ser feitas, afinal não somos a bolacha mais gostosa do pacote, quando fazemos nossa parte dentro do sistema social. Dentro disso não adianta cobrar ética se você não tem nenhuma, não adianta cobrar honestidade se não tem nenhuma, não adianta cobrar capacidade se desdem a capacidade do outro porque olha um corpo com deficiência. Não olha que dentro de procurar um emprego não está um ser humano que quer esmolas, mas um ser humano que com muito esforço estudou e venceu todas as mazelas sociais e estatais para segurar aquele simples papel. Aguentou professor chato, aguentou noites sem dormir, para você que prega o livre mercado – lógico que no pensamento do empresario brasileiro, o livre mercado é só o dele – não enxergar esse simples ato de tirar um diploma. Fazer concurso publico não é um divertimento, não somos tão ingênuos de estudar dia ou noite, para a única determinação de se trabalhar lá é um simples laudo medico. Isso mesmo. Se você passar só irá trabalhar na repartição publica se tiver um laudo medico, se o medico liberar e se a vaga não for preenchida por um associado de um partido. Ou somos tão ingenuo que não sabemos disso? Ou não sabemos que não dão cobertura dentro do Parapan Toronto porque não damos nem dinheiro e nem audiência? Aliás, a mesma imprensa e a mesma publicidade que não respeita a lei de quotas das empresas.

Então, não vejo exemplos maiores de superação e sim, pessoas que tem as mesmas dificuldades, as mesmas angustias, os mesmas desrespeito de uma sociedade idiota e hipócrita que ainda não enxergou e nem entendeu nada. A mesma imprensa que divulga o Teleton, a mesma sociedade que doa e faz campanha, para se sentirem com a consciência limpa, mas que não é sincera.

Amauri Nolasco Sanches Júnior, 39, publicitário, técnico de informática e filósofo. Idealizador da palestra: “Inclusão e Ética”, leve para sua empresa. Contato: amauri.njunior@gmail.com ou o whatt: 11984124939.

Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 31 de julho de 2015

“Nada sobre nós, sem nós”

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Estamos numa democracia e como tal, todos podem defender suas posições e fazer dessas posições articulações politicas. Essas posições podem haver divergências, mas não pode haver desunião, não pode haver bases não solidas que no primeiro abalo tendem a cair. Como não estou vendo os movimentos lutarem (a luta ficou um monte de retrocesso que ficou um antro de negócios), não estou vendo as bases que compôs essa frase do nome apoiar a luta efetiva dentro do segmento PCDs por causa da ideologia que não fazem parte da luta, resolvi apoiar o PAIS (Partido da Acessibilidade Inclusão Social) porque acredito que pode sim haver um partido com nossa causa e para nós e com a nossa proposta. Cansei em achar que devemos apoiar pessoas que nada fazem dentro da inclusão social não só das pessoas deficientes, mas as pessoas que exigem mobilidade reduzida, pessoas idosas, as mulheres e as mulheres com deficiência, negros, necessitados entre outras coisas. Temos uma base solida porque nosso ideal é o ideal de todo cidadão que quer melhorar o lugar onde vive, o lugar aonde escolheu para viver, onde seu vinculo é muito mais do que sanguíneo é cultural, é sentimental, é do coração. Tenho dupla cidadania (italiano), mas eu fico aqui e luto pelo país onde vivo.

Divergências politicas sempre iremos ter porque não podemos concordar 100% do que se propõe e de quem está apoiando, mas existem algumas lutas que devemos que lutar sem colocar radicalismo, sem colocar amarras conceituais ou divergências nas entidades ou instituições que apoiem esse tipo de partido politico. Dentro do apoio politico, o apoio sem interesse, o apoio que você sabe que você é honesto e sabe o quanto quer designar e ajudar uma causa e a minha causa é as pessoas deficientes e não interessa se as outras pessoas fazem, se as outras pessoas são verdadeiras, e sim, nós estamos sendo. Então, quando nós amarguramos tanto tempo sem uma resposta politica, veio essa resposta de lugares que não esperamos, veio o PAIS para talvez, temos uma luta efetiva e uma só.

Vamos votar nesse enquete e ajudar o PAIS a se solifica como a verdadeira luta. Obrigado.

ENQUETE (aqui)

Para conhecer mais o Partido (aqui)

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Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 29 de julho de 2015

Ética, inclusão e muito tapa!

Não é de hoje que nós do segmento das pessoas deficientes, saímos literalmente no tapa por causa de opiniões contrarias. Isso é um reflexo da ingenuidade de muitas pessoas que confundem amizade com aptidões politicas entre quem participa do Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida e quem o a criticam, como senão pudéssemos apontar o que está de errado. A critica nem sempre é a desconstrução daquilo que se propõem aquilo, mas de uma analise muito profunda daquilo que se deve ser a proposta. Por exemplo, o CMPD tem como proposta defender o processo de defesa das pessoas deficientes e defender os direitos das pessoas deficientes, quando não faz o que é proposto, temos sim que construir uma critica a partir do processo de erro naquilo que a proposta não consegue atingir. O que acontece é que as pessoas estão menos critica e menos com vontade de construir algo solido dentro do que chamamos inclusão. Então, vou pontuar algumas coisas que as pessoas não entenderam como eu sou.

Primeiro. Não concordo com esse conversa furada de “exemplo de superação” como se quisessem nos convencer que nosso remédio inclusivo é no esporte. Gosto de alguns esportes, mas meu maior hobby é a escrita e minha profissão é a publicidade e propaganda (muito mais do que técnico de informática), porque é aquilo que eu gosto de trabalhar e dane-se se os maiores publicitários e donos de agencia, não aceitam as pessoas com deficiência. Mas há um discurso dentro do Estado que se nós quiséssemos ser aceitos devemos, obrigatoriamente, ir no caminho do esporte. O problema é a ideologia de alguns canais de TV que ainda trata as pessoas deficientes como pessoas que não sabem pensar e não sabem agir, como se o programa fosse feito para as pessoas deficientes, mas quem tem voz e vez, sempre é os pais das pessoas deficientes.

Segundo. Minha critica não é um julgamento vazio. Minha critica é uma critica filosófica que vai muito além do que mero julgamento, porque julgar é fácil, mas uma analise muito mais profunda é muito difícil. Minha critica é baseada na critica kantiana da analise transcendente – aquilo que transcende os motivos da ação correspondente – que vai muito mais além do que fazer ou deixar de fazer, vai na intenção do fato. Como, por exemplo, se o CMPD é uma entidade que defende as pessoas deficientes e não o faz, devemos fazer uma analise muito mais profunda historicamente – e quando digo historicamente, digo toda a sua trajetória dentro da cidade de São Paulo – e os motivos que levaram a não fazer, não estou analisando minhas amizades, não estou analisando as pessoas, mas estou analisando os atos das instituições.

Terceiro. Quando eu fico dando meus exemplos, não estou sendo egoísta ou querendo que meus problemas sejam resolvidos, mas nas minha situações possam servir de guia para outras pessoas. Eu dou exemplos que nunca fui contratado por ser publicitário ou escrevo artigos no blog – revistas de inclusão e editoras não respeitam a lei de cotas – muitos outros também se identificam com meu caso. Mas as pessoas insistem que fico entre 4 paredes e não vou a luta, pois a minha luta não é uma luta no campo, minha luta é a luta da mente que pode realmente mudar o conceitos e paradigmas dos deficientes.

Quarto. Pode se espernear, pode cortar seus pulsos, pode se jogar da laje do seu puxadinho. Mas não ligo para seu comentário tosco, não ligo para sua critica vazia que me faz desacreditar na educação do Brasil, não ligo se você tem uma vontade quase orgástica em meter porrada em mim. Vou continuar destruindo suas crenças, vou continuar destruindo suas ideologias, vou pisar com muita vontade da ideia que sou um pecador, um suicida, uma maldição da sociedade e estou pouco se linchando onde você se ajoelha ou onde você baixa o santo, suas crenças não fazem de você superior a mim nem a sua ideologia. Para mim nada que possa você dizer vai mudar o que penso e ainda estarei sendo irônico, estarei sendo chato e estarei sendo sarcástico até você ter um treco e cair no chão tremendo e espumando pela boca. Não sou bonzinho e nem quero ser.

É isso!

Amauri Nolasco Sanches Júnior, 39, publicitário e técnico de informática. Escritor e filósofo.

Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 19 de julho de 2015

Anarco-cadeirante – uma outra historia do segmento.

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“Por vezes as pessoas não querem saber a verdade porque não desejam que suas ilusões sejam destruídas”.

(Nietzsche)

Umas das coisas que eu concordo com o filósofo grego Sócrates, que viveu a uns dois mil e quatrocentos anos atrás, é que as pessoas não são boas porque são em sua essência,  demonstram uma virtude elevada, mas que são boas porque querem algo em troca. Claro que existem as pessoas que são sinceras e fazem as coisas com o intuito do bem maior, mas a grande maioria não fazem pelo bem maior e sempre visa alguma coisa em troca. O que acontece dentro do segmento das pessoas deficientes é a mesma coisa, fotos “bonitinhas”, trajes típicos do lugar aonde mora, mas no fundo só é um bando de “bunda mole” querendo ser uma coisa que não são e ainda pior, apoiam órgãos que também não fazem nada para efetivar uma real inclusão social.

Qual o papel dos conselhos que deveriam cuidar e zelar pelos direitos das pessoas deficientes? Qual o papel dos movimentos dentro da luta efetiva dentro de um segmento de plástico? Digo segmento das pessoas deficientes é de “plástico” porque não emite verdade e não condiz com a realidade aonde vivemos, só uma realidade aparente e falsa, como se quiséssemos não olhar o que esta evidente e isso é muito claro. Por que está claro? As pessoas emitem opiniões completamente como elas ouvem e não param para pensar, para fazerem uma simples reflexão. Por que devo ouvir musicas que todo mundo gosta, se esse “todo mundo” não aceita a nossa condição? Por que tenho que assistir aquilo que todo mundo assiste, só por que quero uma “migalha” de aceitação que nunca terão? Aliás, o que temos para comemorar numa lei que não emprega e a 24 anos, tentam “estuprar” nossas inteligencia, querendo convencer que emprega? Qual é o intuito da Secretaria do Estado dos (Direitos?) das pessoas com deficiência de São Paulo? Acredito que se temos um cérebro – muitos adormece ele por causa de “analgésicos” culturais e dependência de drogas ideológicas – para usar e questionar as coisas que já são poucas e não são eficazes, porque não somos nós mesmos que planejamos, não são nós mesmos que dirigimos, não são nós mesmos que idealizamos. Sentiu o problema que emperra a inclusão?

Talvez não percebemos que ao fundarmos milhares de movimentos para defesa dessa inclusão, que não foi ruim, nós mesmos construímos nossa própria rede que nos aprisionou em uma ideologia engessada em milhares de núcleos e nenhuma centralidade. Porque tudo que o Estado (o poder estatal do governo) paga e financia, não é para garantir nenhum direito e sim, confundir as mentes ignorantes e dispersar a luta inclusiva. Ou você pensam que os conselhos e secretarias são para realmente, defender uma centralidade dentro da luta da inclusão social? Se fosse assim, as bases desses conselhos e essas secretarias, eram fortes e teriam muito mais autonomia politica que não temos. Ainda temos uma neutralidade porque as pessoas deficientes ainda acreditam que não podem fazer esse tipo de politica, mas como seres humanos que somos, somos por natureza, um animal politico. Mas também somos animais que percebemos além da realidade que vivemos – foi isso que resolvemos questões e resolvemos algumas dificuldades com instrumentos tecnológicos – e vamos a cerne do problema para, de repente, entender o que acontece e chegamos a conclusão que temos uma inclusão de plástico, sintético, artificial que precisamos nos firmar com fotos e palavras de ordem. Mas pessoas que são escravas de uma cultura ignorante, musicalmente pobre, que não abre um livro nem para tirar o pó, vai falar palavras de ordem da onde? Tirar de onde não tem?

Dês de 1992 estou dentro dos movimentos em prol das pessoas deficientes – sim, dês dos meus 16 anos – dentro desses movimentos aprendi que não sabemos articular, não sabemos ter malicia politica, não sabemos onde começar. Então, num movimento que se diz fraterno, tive a maior das visões sobre os movimentos e ONGs que acreditaram e ainda acreditam nesses conselhos, são apenas massa de manobra. É isso mesmo amiguinho, você é apenas uma massa de manobra do Estado que coloca na tua cabeça que precisa de você para resoluções que vai tomar, mas muito antes, eles já pensaram nas resoluções. O Estado amiguinhos, disse para nós que há uma lei dentro da juridição que “obriga” as empresas a contratarem deficientes, mas ao mesmo tempo, deu ao empresario uma brecha na lei não especificando qual deficiência deveria contratar e advinha qual que ele vai contratar. Você acha que as empresas vão gastar rios de dinheiro adaptando banheiros, adequando salas em estudos ergométricos, abrindo espaços em salas e corredores só para contratar cadeirantes? Imagine o gasto exorbitante e muito mais caro do que a própria multa, mas o Estado nos faz crer que temos uma proteção diante da garantia de uma empregabilidade que não temos. Não temos uma reabilitação de verdade publica, porque sempre vamos ter nos conselhos e nos congressos nacionais da vida, pessoas defendendo as entidades e instituições que ainda carregam uma imagem arcaica que não faz jus a real visão da inclusão de pessoas deficientes mundial. E outra coisa, se existem conselhos, por que o próprio Estado escolhe as gerencias de serviços essenciais a nós, se em teoria, os conselhos deveriam escolher? Se existe conselhos por que serviços essenciais para nós, não são regularizados por nós mesmos?

Quem é próximo a mim sabe da minha tendencia anarquista que me torna, não uma pessoa de querer o caos como pensam que a anarquia seja, me faz sempre raciocinar aquilo que se deve haver. O poder do Estado enquanto manipulador por 5 mil anos aproximadamente – alguns dizem 10 mil – tornaram o ser humano escravo de suas resoluções mais factuais (aquilo que ocorre) sempre a favor do que eles determinam. Ou pensam que eles iriam instituir conselhos e secretarias pela bondade de seus corações? O homem por natureza sempre vai atrás do poder, a sua vaidade sempre encontra na gloria de seu próprio nome, motivos de sobre para alienar e dominar os mais fracos para melhor atender ao seus asseios dentro do seu sustento. Quem acredita que o Estado iria dar ao trabalho de fazer um Conselho que aceitaria tudo que esse conselho determinar? Isso se dá porque as pessoas daqui, principalmente aqueles que acreditam em uma esquerda de ação e não de teoria, não estudam as leis, não estudam as varias filosofias politicas e sociais e ainda mais as pessoas deficientes que nada querem. Isso mesmo, nada querem. Querem que os outros lutem por si mesmo, lutem pelo dever que devem ter, lutem pela incapacidade mental que muitos tem de não se unirem por causa de ideologias e religiões que nada ajudam a inclusão social. Então, como ajudar aqueles que se acomodaram suas bundas na poltrona e ficam chorando?

Amauri Nolasco Sanches Júnior, 39, publicitário, técnico de informática e filósofo.

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