Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 29 de julho de 2015

Ética, inclusão e muito tapa!

Não é de hoje que nós do segmento das pessoas deficientes, saímos literalmente no tapa por causa de opiniões contrarias. Isso é um reflexo da ingenuidade de muitas pessoas que confundem amizade com aptidões politicas entre quem participa do Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida e quem o a criticam, como senão pudéssemos apontar o que está de errado. A critica nem sempre é a desconstrução daquilo que se propõem aquilo, mas de uma analise muito profunda daquilo que se deve ser a proposta. Por exemplo, o CMPD tem como proposta defender o processo de defesa das pessoas deficientes e defender os direitos das pessoas deficientes, quando não faz o que é proposto, temos sim que construir uma critica a partir do processo de erro naquilo que a proposta não consegue atingir. O que acontece é que as pessoas estão menos critica e menos com vontade de construir algo solido dentro do que chamamos inclusão. Então, vou pontuar algumas coisas que as pessoas não entenderam como eu sou.

Primeiro. Não concordo com esse conversa furada de “exemplo de superação” como se quisessem nos convencer que nosso remédio inclusivo é no esporte. Gosto de alguns esportes, mas meu maior hobby é a escrita e minha profissão é a publicidade e propaganda (muito mais do que técnico de informática), porque é aquilo que eu gosto de trabalhar e dane-se se os maiores publicitários e donos de agencia, não aceitam as pessoas com deficiência. Mas há um discurso dentro do Estado que se nós quiséssemos ser aceitos devemos, obrigatoriamente, ir no caminho do esporte. O problema é a ideologia de alguns canais de TV que ainda trata as pessoas deficientes como pessoas que não sabem pensar e não sabem agir, como se o programa fosse feito para as pessoas deficientes, mas quem tem voz e vez, sempre é os pais das pessoas deficientes.

Segundo. Minha critica não é um julgamento vazio. Minha critica é uma critica filosófica que vai muito além do que mero julgamento, porque julgar é fácil, mas uma analise muito mais profunda é muito difícil. Minha critica é baseada na critica kantiana da analise transcendente – aquilo que transcende os motivos da ação correspondente – que vai muito mais além do que fazer ou deixar de fazer, vai na intenção do fato. Como, por exemplo, se o CMPD é uma entidade que defende as pessoas deficientes e não o faz, devemos fazer uma analise muito mais profunda historicamente – e quando digo historicamente, digo toda a sua trajetória dentro da cidade de São Paulo – e os motivos que levaram a não fazer, não estou analisando minhas amizades, não estou analisando as pessoas, mas estou analisando os atos das instituições.

Terceiro. Quando eu fico dando meus exemplos, não estou sendo egoísta ou querendo que meus problemas sejam resolvidos, mas nas minha situações possam servir de guia para outras pessoas. Eu dou exemplos que nunca fui contratado por ser publicitário ou escrevo artigos no blog – revistas de inclusão e editoras não respeitam a lei de cotas – muitos outros também se identificam com meu caso. Mas as pessoas insistem que fico entre 4 paredes e não vou a luta, pois a minha luta não é uma luta no campo, minha luta é a luta da mente que pode realmente mudar o conceitos e paradigmas dos deficientes.

Quarto. Pode se espernear, pode cortar seus pulsos, pode se jogar da laje do seu puxadinho. Mas não ligo para seu comentário tosco, não ligo para sua critica vazia que me faz desacreditar na educação do Brasil, não ligo se você tem uma vontade quase orgástica em meter porrada em mim. Vou continuar destruindo suas crenças, vou continuar destruindo suas ideologias, vou pisar com muita vontade da ideia que sou um pecador, um suicida, uma maldição da sociedade e estou pouco se linchando onde você se ajoelha ou onde você baixa o santo, suas crenças não fazem de você superior a mim nem a sua ideologia. Para mim nada que possa você dizer vai mudar o que penso e ainda estarei sendo irônico, estarei sendo chato e estarei sendo sarcástico até você ter um treco e cair no chão tremendo e espumando pela boca. Não sou bonzinho e nem quero ser.

É isso!

Amauri Nolasco Sanches Júnior, 39, publicitário e técnico de informática. Escritor e filósofo.

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Responses

  1. UIIIIIIIIIIIIIIIIIII CUECÃO de COUROOO rsrs MEDOOO rsrs


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