Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 29 de junho de 2015

Teologia do Facebook – preconceito de quem sofre preconceito.

“Não se pode matar a ideia a tiros de canhão, nem tão pouco acorrentá-la” (Louise Michel)

Ninguém entendeu o que houve quando a suprema corte dos EUA liberou que casais homossexuais se unissem civilmente – aqui no Brasil dês de 2013 esta em voga esse direito – e sabemos que é uma nação que as outras começam a seguirem o exemplo. Muitos questionam o papel da mídia dentro desse processo que sempre vira uma imposição – como se as pessoas não tivessem vontade própria – e as vezes, de tanta insistência, isso realmente acontece. O que me assusta é que essas pessoas sofreram discriminação por não ter transporte – porque somos discriminados por preconceito do próprio Estado contra as pessoas deficientes – procurou a mídia para ajudar a conseguir e, conseguiu. Outros fazem analises filosóficas e poesia e quando colorimos nossas fotos, estamos ajudando as pessoas a serem homossexuais, como se uma foto para comemorar um ato da maior democracia do mundo, fosse colaborar com a homossexualidade. Não vai. Ninguém vai deixar de ser homossexual, ninguém do mesmo sexo vai deixar de se unir e ser feliz porque você está indignado com a sua moral, vamos analisar os fatos.

1º – Se casais do mesmo sexo não se unirem, não vai resolver a fome do mundo. A fome do mundo é uma questão social e de distribuição de renda de nações que vivem em guerra como as nações da Africa e nações do oriente médio. Portanto mesmo que um casal gay não possa casar, haverá fome de crianças na Africa e em muitas nações do mundo inteiro.

2º – Se casais do mesmo sexo não se unirem, o abandono de animais não vai acabar. O abandono de animais é uma questão de educação – onde os pais dão aos filhos os valores que levarão para toda a vida – e não vai acabar com “fotinhas” do Facebook ou xingar muito no twitter. Ações como da Luiza Mel é muito melhor do que campanhas ridículas e hipócritas do Facebook.

3º – Se casais do mesmo sexo não se unirem, não vai resolver a corrupção do mundo e nem vai parar a operação Lava Jato. O juiz Sergio Moro, no qual tem meu total respeito e admiração assim como também o juiz e ex-ministro do Supremo quando investigou Joaquim Barbosa, não vai parar a investigação porque resolvemos apoiar uma conquista de uma minoria como também somos (por sermos deficientes).

4º – Não vamos conquistar menos inclusão para pessoas com deficiência só porque apoiamos uma iniciativa nos EUA que não vai mudar em nada minha vida, a sua vida e a acessibilidade vai continuar uma nojeira e vai continuar a mesma porcaria. Realmente, os políticos e o funcionalismo publico brasileiro não vai ter mais eficiência se casais do mesmo sexo não se unirem e não vamos ter nossos direitos respeitados. Aliás, quem já não foi discriminado por estar namorando numa via publica por ser deficiente?

5º – Chegamos na pele torradinha do frango da macarronada do domingo. Não somos ateus ou teístas (que acreditam nas forças divinas ou não) por apoiar ou não o casamento de pessoas do mesmo sexo. Mas as pessoas devem achar que sim porque toda vez que você apoia essa causa as pessoas logo perguntam “ você acredita em Deus?”, porque assim está ou não na bíblia que Deus fez o homem e a mulher e não podemos quebrar essa lei. Mas existem mecanismos que existem na física e na biologia que não estão na bíblia e nem por isso não são mecanismo de ordem não divina – não estou desmerecendo a bíblia – mas que a bíblia é um livro moral e não cientifico.

6º – Nem sempre quando acreditamos nesses princípios – liberdade de amar quem quisermos e como quisermos – somos pessoas de esquerda e acreditamos num socialismo/comunista. Igualdade de liberdade não é igualar as pessoas num mesmo principio – sendo que cada pessoa tem o direito de ser o que quiser – mas ter dentro das regras jurídicas e leis cívicas, que podem beneficiar e educar uma sociedade inteira. Isso o comunismo não garante ou o socialismo, o que garante isso é a liberdade de escolha que não tem a ver com a maquina do sistema, mas nossas próprias escolhas. Ninguém é tão vitima que apoie seu próprio carrasco.

Para ser contra ou a favor, no mínimo, temos que estudar e o estudo fortalece a conjuntura do argumento que não pode estar a merce do senso comum e sim, do bom senso e viva o amor livre.

Amauri Nolasco Sanches Júnior, 39, publicitário, técnico de informática e filósofo.

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