Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 11 de junho de 2015

O Estado quer ser a “vovozinha”, mas é o lobo mau.

O Lobo Mau perguntando para a chapeuzinho onde ela irá

Umas das coisas que temos que admitir é que a propaganda estatal é foda, não precisa ser nenhum publicitário de carreira (que eu chamo de mafia), para saber que aquela propaganda foi feita para convencer você que ele está preocupado com seu bem estar. Outra estrategia é financiar festas populares como a Parada do Orgulho Gay que o prefeito destinou um milhão de reais, a Marcha de Jesus mais alguns milhões e por ai vai. Nada tenho contra manifestações populares e festas, mas toda festa tem que ter dinheiro para acontecer, porque se não tiver dinheiro, dai não se deveria ter festa nenhuma. Ter festa com o dinheiro de impostos que deveriam estar dentro da saúde publica, dentro da educação publica, dentro da infraestrutura das cidades que estão um “lixo”, mas estão em blogs de artistas, em shows de artistas e nessas festas populares ou festas de um segmento especifico. Nada tenho contra os gays, religiosos e afins, mas o que o dinheiro publico tem a ver com isso?

Eu nunca vi em evento de pessoas deficientes receberem 1 milhão de reais ou que o transporte publico acessível – nem o particular que está uma negação no caso dos táxis acessíveis que nem vão a casa do usuário – tenha um investimento desses e que tenhamos o mesmo respeito que qualquer desses outros segmentos. O ATENDE está uma negação, os hospitais estão uma negação, os postos de saúde não existe profissionais descentes e outras coisas mais que vão além disso. Além das paginas de Facebook do governo do Estado de São Paulo, proibirem manifestações contrarias ao seu governo, coisa que não poderia acontecer, afinal, tudo isso é pago com impostos e merecemos respeito. Nós, deficientes, não podemos dizer que somos um segmento organizado, pois existem muitas alas de pessoas deficientes mimadas, pessoas deficientes militantes de algum partido, existem pessoas deficientes que não querem nada com nada e só se divertem. Esses que não querem nada com nada, atrapalham toda uma discussão em comunidades e existem os piores de todos, os “exemplos de superação” que se designam os “paladinos” das pessoas deficientes atingirem uma especie de paraíso. Os “exemplos de superação” querem levar o ser deficiente a ter o mesmo “nirvana” (a bem aventurança), para desfrutarmos uma deficiência com mais sossego e com a calma e serenidade que sempre fez dos “exemplos de superação” ninjas com rodas. Só que paz e sossego com 7 mil reais na conta por palestra, é fácil demais, pois só fazer um drama e pronto.

Eu coloco na maioria das discussões o problema da liberdade, porque sem a liberdade não há o esclarecimento e o esclarecimento é a fórmula para acabar com duas coisas, o ódio (isso gera o medo) e a ignorância (que gera os conflitos e não deixa fluir a discussão). Igualdade não é relevante num mundo onde há liberdade, porque com o esclarecimento poderemos escolher melhor e escolher aquilo que nos é dado do direito de ter, pois começamos a entender o direito do outro em querer ou não comungar com nossas ideias e ter direito que aquilo é dele. Um ladrão não respeita o outro enquanto ser autônomo que tem por direito aquilo, por ter conquistado, por ter trabalhado por um salario, ter comprado com aquele salario sendo explicito, que aquilo que o ladrão privou o outro (seja o objeto ou seja a vida), não pertence a ele e deve sofrer punição, isso se chama ética. O mesmo podemos dizer para todos os seres humanos (sem exceção), que não entender que aquilo não lhe pertence, que a dignidade e a decência é muito melhor do que a pratica de ferir e pegar o que não lhe pertence, que não fara diferença ter ou não ter, isso se dá também dentro dos financiamentos com o dinheiro publico, com a corrupção e com o descaso com as pessoas deficientes.

Como na historia do “Chapeuzinho Vermelho” o Estado se disfarça da vovozinha para enganar a “menina” que leva os doces para a vovozinha. A vovozinha é as leis, os direitos, o que nos pertence graças a justiça que aquilo se faz pertencer (pelos impostos pagos?), mas o Lobo Mau (o Estado) come a vovozinha (o direito natural) e começa a querer comer a Chapeuzinho que por direito, quer ver a vovozinha e está sendo privada de ver a vovozinha. O Lobo Mau é um ser antiético ao ponto de fazer mau a vovozinha e fazer mau a uma menina indefesa como a Chapeuzinho, sendo que, quer comer a menina indefesa. Antes disso pergunta o que ela vai fazer, pergunta aonde ela vai, arquiteta a maldade e sabe muito bem o que vai fazer. Na historia temos o lenhador, um homem que derruba arvores para viver, um homem que salvou a menina e sua vovozinha, mas o lobo mau do Estado o lenhador não ouviu o socorro, o socorro daqueles que o Estado engole em seu direito natural de ser livre, pois que liberdade que uns tem direito e outros não tem esse mesmo direito. Que liberdade é essa que o Estado lhe bloqueia em uma pagina de Facebook por dar sua opinião? Que liberdade é essa que um cidadão com deficiência, não pode ter um transporte decente e não se transportado como uma carga qualquer? Onde está a liberdade quando não podemos exigir do governo, faça o que é pago para fazer? O Estado, como o Lobo Mau, engana a ingenuidade da menina chapeuzinho para ter o que quer, mostrar seu poder, mostrar que sua vida lhe pertence e quer “devorar” a menina para mostrar isso. Claro, que a historia original é uma historia que mostra os abusos infantis que sempre tiveram ao longo da historia – não, não é algo exclusivo de agora, acontece a muitos séculos ou milênios – mas como o estupro, o “devorar” e comer aquilo que se quer tomar posse, o Estado quer tomar posse do cidadão como um estupro que o cidadão introduz o que é dele (a força) para mostrar a dominação do outro estuprado. O Estado introduz regras e leis para mostrar que o cidadãos lhe pertencem, mas o Estado pertence ao cidadãos que são a maioria.

O Estado ao invés de cumprir o que é lei e o que é seu papel cumprir – como dar escolas adaptadas e acessíveis, profissionais decentes e profissionais de saúde, transporte acessível com treinamento decente dos seus condutores e no mínimo, cumprir a Lei de Cotas e a lei que autoriza o SUS a comprar órteses e próteses – fica com discussões inúteis de termos (na maioria eles mesmos inventam) e outras que nada contribuem para a inclusão das pessoas deficientes. Com o Estatuto (que patifemente, chamaram de Lei da Inclusão), essa enganação que o Estado está preocupado com o cidadão deficiente – como não há criminalização da Lei de Cotas das empresas que é caracterizado como violência discriminativa, a não criminalização da parada das vagas das pessoas deficientes e a criminalização de médicos que não querem atender as pessoas deficientes nos jogando em redes de reabilitação que só querem nosso dinheiro – e não estão preocupados, porque esse estatuto não é uma lei determinada e punitiva, não há como punir que discrimina deficientes em não confiar na sua capacidade. Não se preocupam porque não há democracia – que deveria ser um regime menos pior mas não tem o viés perfeito igual pregam por ai – há um coronelismo disfarçado de liberdade, mas se você não fizer ou dizer o que eles querem, eles vão te bloquear, te colocar uma mordaça, te dizer que o que pensamos é errado e que só é uma teoria da conspiração. Então, há milhares de teorias da conspiração para o Estado esconder tantas farsas e tantos mistérios do seu designo nefastos? É errado ter uma visão critica daquilo que deveria ser certo e justo e não é? Pois é, não é justo. Mas acontece e é com o nosso dinheiro que isso acontece, com nosso dinheiro que isso se faz e com o nosso dinheiro que o Estado se sustenta. Você está satisfeito com isso? Eu não.

Amauri Nolasco Sanches Júnior – publicitário, técnico de informática e estudante de filosofia

Um Som que tem a ver

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