Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 7 de maio de 2015

A Filosofia a Brasileira e seu fanatismo.

Descrição: a direita está uma pintura do filósofo Immanuel Kant e na esquerda um fundo preto com a frase “Estamos aqui oprimidos por problemas que não podem ser ignorados e que não podem ser solucionados”

Uns dos filósofos que meu gosto, porque eu me identifico com ele e já me disseram que alguns textos meus tem algo ligado a sua filosofia moral, é Immanuel Kant que viveu no século 17 e foi um marco para o iluminismo. Todo mundo sabe que ele colocou a moral cívica (a moral social como costume) em um lado e a religião do outro e disse que um é um aprendizado dentro do que devemos ser (um dever diante a nós e a sociedade) e o outro, é uma questão em ter fé ou não, em ter que provar algo que não se pode provar. Então, quando um filósofo começa a filosofar com a religião ao ponto de xingar sacerdotes que defendem seu ponto de vista cidadão e não seu ponto de vista teológico, pode crer que ele não é filósofo e sim um belo de um trambiqueiro. Qual a sustentabilidade filosófica em dizer que um partido que deu aos bancos milhões, quebrou quase todas as estatais e ainda, esteve em muitos escândalos corruptos e com vínculos com empreiteiras e outras empresas, é comunista? Isso não “cheira” propaganda para vender livros ou é uma analise desonesta intelectualmente?

Quem já leu minha posição politica sabe que sou a favor de uma diminuição do Estado para não sobrecarregar o mesmo com tantos gastos e o andamento melhor da economia, sem tanta burocracia. O cidadão deveria ganhar melhor e as empresas deveriam ter mais autonomia para saber o que deve ou não fazer, como uma escolha a ser feita. O que acontece é que o Brasil – com seus “cabides” de emprego e seus correligionários partidários que chamamos de “apadrinhamento” – temos um conservadorismo tacanho que só atende interesses escusos e não interesses sociais que não são do intermédio estatal. Ainda existem pessoas esquizofrênicas, outras canalhas e outras confusas, que ajudam a deturbar a informação verdadeira e ajudar, querendo ou não, os interesses de quem é desonesto e de quem não está preocupado com o povo e sua politica. Isso se chama desonestidade intelectual, ou seja, aquela pessoa que tenta de tudo que é maneira, ter razão sobre o que prega.

Dai voltamos a Kant quanto a sermos uma cultura religiosa por um lado e conservadora do outro, porque não queremos perder o conforto que nos encontramos por um bem maior. O conservador é uma pessoa menor, um tipico burgues do século 17, que era metido a ter cultura, mas não tinha instrução para ter a tal cultura. O conservadorismo brasileiro ainda está na guerra fria, ainda está em questões dos anos 70 do século vinte e não em coisas que realmente deveriam ser analisadas. Ora, se vivemos numa democracia, o que o vizinho ser um homossexual, por exemplo, vai mexer com a sua vida? Se você não gosta do beijo gay numa novela, tem o controle remoto que muda de canal, tem muitas outras atracões e tem muitas outras novelas que atende o seu gosto, ou faça igual eu, desliga a televisão e vai ler livro, a internet esta cheio de bons livros. O problema não é exemplo que se tem na juventude, porque a juventude é o que ela é com os valores que ela recebeu do próprio berço, mas o nosso povo por ter um ensino fraco e informações poucas, é muito facilmente manipulado. Em sua resposta a pergunta “O que é o Esclarecimento?”, Kant nos fala que o povo na verdade, não se esclarece por não querer perder aquilo que sempre sera confortável para ele e o que seus interesses integram sua moral. Ou seja, para Kant, não há inocente nenhum da minoridade, porque o esclarecimento é a saída dessa minoridade que o próprio ser se encontra por ele ser responsável. Para Kant, a minoridade é a vontade sendo manipulada por um conforto existencial segundo seus interesses. Qual maior interessado da ideia de um suposto comunismo e um inimigo imaginário que pode nos engolir? O Estado. A manipulação de informações, contra ou a favor, é do Estado que manipula duas forças contrarias que não conseguem se unir por um proposito maior do que o bem estar do ser humano.

Então, essa ideia que a ONU (Organização das Nações Unidas) serem da ideia de Kant, lamento, não pode ser. Porque a ideia de união das nações e as ideias de união dos povos, passam primeiramente no esclarecimento daquela cultura e a informação verdadeira dentro da ótica do conhecimento em si mesmo, da razão enquanto imperativo moral de cada ser humano, não poucos privilegiados como acontece. E voltando a nossa cultura, não temos um imperativo categórico no sentido moral, porque nossa moral é manipulada pelo o que nos é “vantagem” ter e não ser, por nossa cultura ser construída assim. Se somos de uma determinada religião, há um interesse de propagar essa religião por ser o mais prendado ou o mais devoto, porque a bondade depende de muitos interesses além daqueles que realmente é necessário para ser bom. Bom não é o antônimo de mal, bom é ser o que você tenha satisfação em fazer sem achar que aquilo vai inflar seu ego, porque dai, não é ser bom e sim, é agir segundo um interesse. Isso não é ser bom é ser acomodado aquilo que pensamos ser confortável para si mesmo, confortável dentro da sua ética e da sua moral, aliás, você está sendo antiético. Sendo assim, você é um “canalha” e sendo um “canalha”, você manipula quanto quiser a informação. Não é isso que vemos dentro da ótica de alguns que se intitulam “filósofos”? Já quando se analisa o problema pelo viés daquilo que acreditamos ser uma verdade – seja ideológico ou religioso – já não é mais uma “amizade” ao saber, já é uma doutrinação, porque a amizade ao saber é muito mais analisar os dois viés da informação e não um só viés como muitos insistem em fazer.

Um filósofo não é um intelectual, pois o intelectual é que detêm o conhecimento e o filósofo que analisa o mundo lá de cima. Kant era um religioso devotado e ia todos os domingos a igreja (protestante), lia sempre a bíblia, acreditava que existia um Deus maior que construiu todo o universo, mas ele escreveu uma das maiores Criticas a metafisica de todos os tempos. Por que? Segundo o próprio Kant, se ele provasse a existência de Deus empiricamente, então, ele iria ir contra o que ele acreditava que era a fé cristã e seria uma falta a igreja. Por isso que existe Kant filósofo e Kant religioso. As bases de um saber é saber que sempre construirmos conhecimentos somados de outros conhecimentos, que a sabedoria é o esclarecimento daquilo que não se sabia, mas ponderadamente, se passa como real informação do que realmente é. O filósofo verdadeiro não separa o problema em dois ele analisa sobre a exige acima do senso comum, ele tem que ser coerente com aquilo que ele é capacitado em fazer, achar meios para se chegar a sabedoria. Como no exemplo de Kant, ele fez uma separação do que é filosofia e o que religião, sem deixar ambas as partes e sem acreditar no que acredita, sem achar inimigos imaginários.

O que falta dentro do nosso pensamento como cultura, é fazer essa separação entre o que é mora (valores) e o que é real dentro da conduta a ser seguida. Não me interessa se um cheirou cocaína quando era novo, fumou maconha quando era jovem, que fez isso ou aquilo e sim sua administração de agora e tudo que está fazendo agora. Então, não me interessa o que ele fez ou o que ele vai fazer depois, assim, o importante é analisar por fora.

Amauri Nolasco Sanches Júnior – publicitário e estudante de filosofia

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