Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 17 de setembro de 2014

Educação inclusiva – uma nova perspectiva.

 Por que Heloísa narra a infância de uma menina que tem paralisia cerebral. Na obra, a autora Cristiana Soares aborda as dificuldades que uma criança com deficiência enfrenta – em casa e na escola. (tirado do site: http://www.asdef.com.br/)

Por que Heloísa narra a infância de uma menina que tem paralisia cerebral. Na obra, a autora Cristiana Soares aborda as dificuldades que uma criança com deficiência enfrenta – em casa e na escola. (tirado do site: http://www.asdef.com.br/)

Por Amauri Nolasco Sanches Junior

Nesses dias eu vi uma reportagem sobre um menino com autismo ser expulso, ou tem um processo de expulsão, porque o professor foi atacado pelo menino num surto de raiva. Uma colega disse que era uma “judiação” essa politica de inclusão e acaba sempre as crianças sendo as maiores sofredoras desse processo, porque nem sempre as escolas estão preparadas para isso. Disse que elas (as escolas) sim são preparadas – porque estudei recentemente em uma Etec e no Pronatec – para receber os alunos sim, os professores quando querem eles abrem o espaço para lerem e aprendem junto com as crianças e adultos com deficiência e que nesse caso do menino autista, os punidos deveriam ser os professores que não querem aprender nada. No documentário “Todos com Todos” nós vimos escolas inclusivas com a boa vontade de professores que ensinam sim pessoas com síndrome de down, paralisia cerebral e muitas outras deficiências com muita boa vontade e o intuito de aprender junto. Até a irmã da minha noiva, que é pedagoga, fez cursos e sempre está perguntando para a minha noiva, algo. É uma questão de querer aprender algo de verdade e não fica reclamando como a maioria faz sempre.

Acontece que em pleno seculo XXI, se trata a deficiência como uma doença e não é privilegio só no Brasil, há também e ainda esse conceito na Europa e seu sintoma é a declaração a pouco tempo do cientista e biólogo Richard Dawkins que chamou de imoral uma mulher que tem um filho com síndrome de down. Ora, se combateu uma guerra que matou milhões, para destruir um governo que queria a raça perfeita, o ser humano perfeito matando os imperfeitos, para acabarem pensando iguais a eles? Se um europeu vim com a “conversa” contra os nazistas, pode ter certeza, o chamarei de hipócrita porque a partir do momento que você apoia um aborto nos casos de síndrome de down, é pensar igual os nazistas pensavam, as pessoas com deficiência são “sofredoras”. Por que somos sofredores? Somos sofredores porque ao invés de fazerem politicas verdadeiras inclusivas, ficam fazendo igual faziam os gregos, romanos, cristãos e outros, simplesmente vamos eliminar. Só que é mais grave e assustador, se tem tecnologia e tratamento, se que ir pelo modo “preguiçoso” e deixar as pessoas com deficiência, fora do meio social. É uma forma de colocar para “debaixo do tapete”, um problema que pode ser solucionado – porque somos todos cidadão e seres humanos – com acessibilidade das vias de temos uma vida, mais ou menos, normal.

Para começar temos que entender que a escola instrui e não educa – num modo mais profundo – porque a educação são valores morais, ou seja, a educação é uma coisa familiar, de berço. A escola nos dá a instrução para sermos cidadãos, ou seja, nos dá a ética que é algo mais amplo. Então podemos dizer que temos a educação moral (familiar) é a educação ética (escolar), assim, podemos também dizer que uma inclusão dos chamados “marginalizados” – aqueles que estão a margem social – são é um sistema ético porque abrange a sociedade. Não interessa muito se a família aceita ou não que o filho esteja convivendo com uma pessoa com deficiência, porque a sociedade onde ela vive sempre haverá pessoas com alguma deficiência e isso é fato, se não aceitar isso, eu sugiro morar na lua. O papel da escola é instruir o aluno a vida social, a vida entre os seres humanos dentro de uma cidade e o porque não se deve fazer e o que se deve fazer. Por exemplo, não se deve chamar uma pessoa que tem nariz grande de “nariguda”, porque se deve ensinar a criança a respeitar a aparência das pessoas. Mas não adianta a escola ensinar para a criança isso e na sua casa o seu pai ensina com o exemplo de chamar o amigo de “Zé Narigudo” no serviço – aliás isso caracteriza uma imaturidade – então, podemos dizer que a criança tem a educação ética, mas não tem a educação moral. Ora, hoje se joga totalmente a responsabilidade da educação – seja moral ou ética – em cima da escola e não é bem assim, porque com a demanda de muitos casais trabalharem, a criança fica sem um e sem o outro por se deixar educar por meios da mídia. E a mídia – com seu espetáculo hedonista (o prazer é o bem maior) – cria seres humanos que querem a perfeição, querem ser notados, querem ser inteligentes, mas sem o esforço de ler ou estudar qualquer coisa. A não aceitação das pessoas com deficiência é um pouco essa visão dentro da mídia, onde o sucesso e os valores não são mais para a perfeição corporal e a aceitação do bem material como um bem supremo, não existindo nem mesmo, sentimentos nobres como o amor.

Defendo a punição dos professores por não aceitarem isso, porque não são pessoas ignorantes e sabem que esses valores estão errados, que no caso do menino autista fica claro a “estupides” que o professor disse para o menino parar. O tom, muitas vezes, modifica a maneira de ver como algo pode ser dito ou escrito e faz a diferença e pode ser uma maneira de modificar algumas coisas. Como sempre falo, a inclusão é muito mais do que um termo, mas uma ação de fato que deve ser respeitada e deve ser posta em pratica. Se falamos de inclusão como ação efetiva, falamos em potencia e ato, e a inclusão escolar está sendo demasiadamente discutida e essa discussão só trara dentro da sociedade a potencialização e já passou na hora de virar ato. Mas as Secretarias ainda não entenderam isso – são só teóricos – que para colocar em ação tem que leis rígidas e apurações verdadeiras. A discriminação não é só a torcedora chamar o tal goleiro de “macaco”, discriminação também é o professor não aceitar dar aula para uma criança com deficiência e deveria ser punido com o rigor da lei. Se fosse a criança ser rejeitada por ser negra, será que esses professores não seriam punidos?

Essa é apenas uma reflexão.

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