Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 16 de maio de 2014

Bipolaridade do segmento dos PCDs

Descrição: uma mulher rindo e a mesma triste, mostrando a bipolaridade das pessoas

Amauri Nolasco Sanches Junior

Não iria escrever sobre o tema por muito tempo, pois estou envolvido com o projeto do meu livro e agora pegou para valer. Mas é impossivel fechar meus olhos para algumas questões em evidências que não dá para ficar com os olhos vendados. Não adianta tamparmos o “Sol com uma penera”, há inumeros “analfabetos funcionais” dentro do segmento e isso é fato. Nunca ganha o mundo, nunca vai crescer, nunca vai assumir seus sentimentos, nunca vai aprender a lhe dá com sua deficiência e nunca vai ser um “paladino” da inclusão. Sabe o por que ? Porque não temos nem vamos ter um Nelson Mandela e nunca vamos ter um e Rei Arthur com sua Excalibur com sua mesa redonda, para nos defender da tirania dos que nos atrapalham dentro da inclusão. Isso nada tem a ver com símbolos, nada tem a ver com bandeiras, mas o começo e a introdução da discussão certo e sem “mimimimi” desnecessário.

Não nos esquecemos que nada nesse país é feito para os cidadãos, sem ou com deficiência, se não sermos chatos e não denunciarmos. Anos escrevendo e não entendo como as pessoas com deficiência, ainda não acordaram e de seu sono de “contos de fadas”. Por que? Não sei quando e nem sei o porque, as pessoas padronizaram até as pessoas com deficiência que devem ir e onde devem ir e eles aceitaram. Tudo muito simples que tem muito a ver com o conforto de uma situação para torar proveito. Nesses dias fui lá na festinha do meu sobrinho em Santo André e o táxi adaptado, para variar, não aceitam cartões porque os motoristas não querem esperar o cartão cair para tal. O abuso ocorre porque só há uma empresa em todo território de São Paulo, que tem esse tipo de táxi em frota relativamente grande. Outra empresa me atendeu e lá se foram R$ 190,00 porque não temos transporte interestadual – muitos movimentos usam o LIGADO (transporte especial escolar que faz um trabalho de também atender algumas demandas interestaduais) para viajar ao litoral a mando do próprio governador – e ficamos a mercê de “agiotas” do transporte aqui no Brasil. Não entendo o porque o táxi adaptado não se fez uma legislação a parte para regulamentar o serviço, que não funciona, como os outros meios de transporte. Como ficar contentes com um negocio desse? Não temos transporte e meios para se locomover – cadeira de rodas idem, nem 15 dias de uso, a cadeira de minha noiva quebrou o pedal – não temos direto a trabalhar e muito menos, viver em situação digna de um ser humano.

Será que estas secretarias defendem mesmo as pessoas com deficiência como dizem defender? Muito raro vermos uma dessas secretarias intervindo para garantir o cumprimento das leis e terem o poder necessário para tal, como se isso fosse mero discurso politico para dar uma tranquilidade a nós. Mas na verdade é uma forma de nos calar, de dizer que estão resolvendo os assuntos, mas não passa de papo furado de pessoas que não vão fazer. É esta a questão, o povo não tem nenhuma consciência politica, não participa, não acredita em nada além do que pode trazer para seu próprio beneficio. Onde vamos chegar num país que não podemos unir um segmento por que ainda estão atrelados em mazelas partidária que nada, absolutamente, nada tem a ver com os PCDs?

Por que não acreditar em um partido que é a voz das pessoas com deficiências? Por que não acreditar em movimentos sérios que fazem um trabalho e não use “esmolas” partidárias para fazerem seu trabalho? Existem pessoas que ficam usando seus benefícios para vender, como no caso existem movimentos que fazem isso e não fazem nada para promover a inclusão, não fazem nada para ajudar. Então por que está na luta? Tivemos três secretarias na feira de acessibilidade da Reatech e nenhuma questionou o banheiro que não era separado, não questionaram a falta do piso tátil, a falta de respeito com o publico, desrespeito com o cadeirante que não conseguiu trafegar com o tapete. Onde está a acessibilidade do meio? Onde temos entidades serias que se comprometem com o paciente e não com a ganancia do dinheiro?

Quem está dizendo não é o Amauri filosofo, o Amauri técnico de informática, o Amauri cadeirante, o Amauri publicitário e sim o Amauri cidadão.

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