Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 18 de outubro de 2013

SPTRANS, não gosta de deficientes.

ACESSIBILIDADE OBRIGAÇÃO DE TODOS

Por Amauri Nolasco Sanches Junior

Quando falamos de ética, falamos de costumes universais que são mais ou menos, imperativos categóricos. Imperativa é ordem morais – como está na filosofia kantiana – que se expressam e tem sua ética dentro até de suas próprias premissas. “Não matarás!” é uma premissa imperativa porque o sujeito que mata, esta privando a vida da outra pessoa ou de outro ser vivo. São pontos ético que não passam muito no ponto do julgamento, porque são da moral (costumes) natural do próprio homem enquanto ser racional (ratio/logos). O mesmo tem que ser visto dentro do direito de ir e vir que todas as pessoas são agraciadas e está da Constituição de nosso país e é o ponto único e incontestável do direito legal democrático, tem a ver com a liberdade em sua mais plena essência. Será que as pessoas com deficiência não podem ter esse direito natural que até os animais o tem?

Acontece que nos últimos tempos, o poder publico amarrado dentro do poder privado, tem deixado as pessoas com deficiência sem transporte e quando tem, colocam motoristas sem preparo nenhum como condutores desse transporte. Não é atoa, vimos reclamações de ônibus que não param no ponto, ônibus que param fora do demarcamento – como aconteceu com o cadeirante dentro do ônibus em um vídeo circulando no Facebook – e aqui em São Paulo, o serviço de vans SPTrans-ATENDE, faz isso não leva ninguém sem dois meses de aviso prévio. Espera ai! Algo que é pago com o dinheiro do contribuinte tem que ter “aviso” prévio para usar e ter o direito de uso? Mas na hora de cobrar impostos os nossos governantes – seja de qualquer partido e de qualquer legenda – não nos dão aviso prévio. A verdade é que o Poder Publico é burocrático e lento, porque nós não temos um mês para sermos atendidos, temos anos para processos que deveriam ser apenas dias, tudo isso, porque o funcionalismo não é mandado embora. Isso eles não mudam do governo militar, não é mesmo? Funcionário não trabalhou direito deve dar lugar para quem trabalha!

Mas voltemos na ética, porque isso faz menção ao corpo social que estamos inseridos – ser inserido não é ser incluso. Kant dizia que ser ético é acreditarmos em imperativos categórico e esses imperativos faziam de nós seres sociais, mais ou menos, na mesma linha de raciocino de Aristóteles. Por exemplo, índios enterram crianças deficientes vivas que para eles é certo, para nós caucasiano-europeus, é uma pratica criminosa e deve ser punica. Na essência acontece o mesmo aqui no nosso lado, só que somos mortos psicologicamente onde somos mortos em nossa dignidade e isso é pratico, aqui no brasil, ainda acharem que nós somos tutelados. Isso não é o mesmo que sermos enterrados vivos? Logico que são coisas que deveriam ser punidas porque afinal, a lei deve caber para qualquer cidadão que mora num país e na mesma região, então, os índios deveriam ser punidos sobre a pratica. Mas o que é ético afinal? É condenável judiarem de pessoas com deficiência, mas não é condenável empresas de transporte trancafiarem a nós em casa por causa de regras desnecessárias? Chegamos a ética enquanto sociedade, porque já vi pessoas falarem para o motorista não parar no ponto onde um cadeirante está esperando no ponto, privaram daquele cadeirante o direito de ser transportado e exercer sua liberdade. Ética tem a ver com a moral, mas as duas palavras não são sinônimas, são traduções erradas que vieram a ser tradições de virtudes. Enquanto a ética apoia num ponto muito mais universal, a moral se apoia ao costume daquele povo ou daquele núcleo familiar. A ética, muitas vezes, deve transcender a moral e ir bem mais além na essência do processo social, e o cidadão, deveria cobrar a promessa da individualidade que o liberalismo nos prometeu e a liberdade que a burguesia nos prometeu na Revolução Francesa. Cadê a liberdade que tanto se prega e está na Constituição? A ética kantiana tem a ver com imperativos e imperativos são leis universais, como por exemplo, “estar em liberdade”, porque estar é uma condição do próprio ser e esse ser sente dentro de si, é diferente entre ter e ser. Há uma enorme diferença entre ser (sentir) libertado e ter a liberdade, porque nós temos que nos sentir libertados e não ter, se termos, amanhã posso não ter mais.

Há um argumento meu “tosco” que o ser humano em mundo democrático é um ser humano com plena liberdade, mas se fomos analisar na sua total essência, a democracia nunca defendeu posição nenhuma dentro do maniqueísmo politico. Nós pessoas com deficiência, muitas vezes, não podemos estudar, não podemos namorar, não podemos trabalhar, então onde está a liberdade democrática disso tudo? Será que liberdade é votar e sermos manipulados com propagandas bonitas? Ou somos livres em ir em baladas? Liberdade é muito mais que isso e não pode ter esse argumento pobre que ainda atinge ignorantes funcionais que acreditam em um “mundo cor de rosa” e “defeca” em uma urna, eu e minha noiva não temos transporte para ir em um simples curso, amanhã, pode ser você.

Leia Tambem:

DENÚNCIA: Atende SP não libera viagem e cadeirante perderá curso.

MATÉRIA DO JORNAL FATO PAULISTA 26-Set-2013

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Responses

  1. ESTA É A ATUAL VIDA DOS DEFICIENTES NO BRASIL,POIS OS DEFICIENTES QUE PRETENDE TER BARRACA NA FEIRA DA MADRUGADA NÃO TEM ,LA SÓ TEM VAGAS PARA CHINES,COREANOS E BOLIVIANOS,DA PRA CONTAR NOS DEDOS QUANTOS DEFICIENTES TEM E QUANTOS BRASILEIROS TEM ,NA FEIRA DA MADRUGADA A MAIORIA QUE TEM LA É CHINES,COREANO E BOLIVIANO,PODE IR LA CONTAR QUANDO A FEIRINHA DA MADRUGADA ABRIR,PORQUE A PREFEITURA DA MAIS PRIORIDADE PRA PESSOAS QUE É FORA DO BRASIL DOS QUE QUEM ESTA AQUI DENTRO.OU SEJA A PREFEITURA DA MAIS PRIORIDADE PRA COREANO,CHINES,BOLIVIANO DO QUE PRA NOIS QUE É BRASILEIRO.OS DEFICIENTES DO BRASIL E DO SÃO PAULO QUE PASSE FOME E FICA PEDINDO AS COISAS NO FAROL

  2. “Quem é de verdade sabe quem é de mentira…”

  3. Sou completamente contra ao transporte porta a porta , mas sim a favor do transporte coletivo para todos. Não entendi muito bem a colocação da Marinalva de barracas.
    O que quis dizer com este texto ” Há um argumento meu “tosco” que o ser humano em mundo democrático é um ser humano com plena liberdade, mas se fomos analisar na sua total essência, a democracia nunca defendeu posição nenhuma dentro do maniqueísmo politico. Nós pessoas com deficiência, muitas vezes, não podemos estudar, não podemos namorar, não podemos trabalhar, então onde está a liberdade democrática disso tudo? Será que liberdade é votar e sermos manipulados com propagandas bonitas? Ou somos livres em ir em baladas? Liberdade é muito mais que isso e não pode ter esse argumento pobre que ainda atinge ignorantes funcionais que acreditam em um “mundo cor de rosa” e “defeca” em uma urna, eu e minha noiva não temos transporte para ir em um simples curso, amanhã, pode ser você.” Porque não podemos?

    • Não podemos o que Paola?

  4. amauri ja foi na justiça comum la vc ganha o atende e suas palavras nao tiro nada e de falo outra coisa a sptrans ama sim a gente pq ela ganha muito $$$$ em cima as empresas de onibus tbm ganha e muito viu abraços e boa sorte .


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