Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 12 de agosto de 2013

EDUCAÇÃO INCLUSIVA PARA TODOS, INCLUSÃO RADICAL?

A Escola é para Todos

Por Amauri Nolasco Sanches Junior

 

Li alguns artigos e li posições sobre as pessoas ao tema tão controverso como esse tema da inclusão escolar, ou mais conhecida, como educação inclusiva. Se pensarmos em educação, podemos dizer, quem em uns trinta e poucos anos de democracia o Brasil avançou muito pouco nessa área ou quase nada. Isso se mostra na qualidade quase inferior que temos no modo de ensinar que muitas vezes, é a falta de preparo do professor e a grade completamente inútil dentro da temática proposta (se isso é proposital ou não, é outro debate). Mas temos que exigir do governo um maior empenho em qualificar o professor na área de inclusão – até na questão do individuo que pode ter mais capacidade de uma matéria e menos na outra – e prestar contas em diretrizes que fazem parte da Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU. Por defender a escola inclusiva e o fechamento das instituições, chamaram isso de INCLUSAO RADICAL, e fiquei refletindo sobre e cheguei a conclusão que feri alguns interesses, não das instituições somente, mas dos interesses da própria família das crianças com deficiência.

Educar vem do latim “educare” que quer dizer “instruir”, “criar”, mas também tem a raiz na palavra “ducare” que é ligado a palavra “dux” que seria “líder, chefe”. Dai vem o termo duque que mais tarde eram lideres de comunidades medievais e lideres de Estado, na Itália, se derivou a palavra Duce. Na concepção romana, educar era levar o ser humano para fora de si e vendo que há outros em sua volta, então o professor tem o dever de levar o aluno para fora de si e o fazer perceber que está em uma comunidade. Não só o professor, mas a família que conduz o ser humano em ser um cidadão de um Estado, que no nosso caso, seria o Estado brasileiro. Sua origem já nos remete em termos uma liderança, pois o “ducare” nos remete a direção certa a qual um cidadão deve enxergar o meio onde vive. O termo produção também tem a ver porque tem o prefixo “pro” quer dizer “à frente” e como foi falado, “ducare” que é (chefe, líder), ou seja, quando estamos em produção estamos guiando para frente algo ou alguém. Quando estamos em uma produção educacional, estamos guiando para frente uma instrução para fora de si mesmo num modo social, não o bem estar, mas na maneira certa de se introduzir a essa questão (introduzir tem o prefixo intro- e ducare que seria “guiar para dentro”). Dai vamos para os termos incluir que vem do latim “includere” que tem o prefixo in- (em) e claudere (fechar), ou seja, incluir é inserir, compreender, tomar parte em algo. Produzir uma educação inclusiva é instruir o ser humano para fora sempre pondo para frente a ideia de introduzir todos no meio escolar, mostrar ao aluno por meio de instrução, que não existe só os meios de pessoas que aparentam não ter deficiência, mas que existe outro tipo de pessoa.

Então nada tem de errado acreditar em uma educação que  possa ensinar o ser humano uma nova perspectiva e uma nova visão do ser humano sem se prender em uma estética – que etimologicamente vem do grego aisthésis que quer dizer percepção, sensação – onde a mídia nos fazem pensar que só existe aquele padrão, nos induz a sensação de uma aparência só. Dai muitos não entendem e ficam dizendo que isso é uma inclusão radical – vem do latim radicalis “relativo a raiz”, sua origem é no radix “raiz. Ser radical em um assunto é tratar aquele assunto em sua raiz, em sua maneira mais primitiva e menos conceitual do senso comum, ou seja, uma pessoa que acredita em uma inclusão radical está disposta a acreditar em inserir um individuo em sua raiz numa instrução que será adquirida segundo os critérios da raiz da questão – mas é a lei que está na Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU e das  Diretrizes da Secretaria da Educação. Então não é uma defesa ou um ataque, é um direito das pessoas com deficiência serem incluídas e isso não é negociável com que não tem deficiência, pois não está em jogo o sentimento de conforto da mães ou dos responsáveis, está em jogo é o sentimento dessas pessoas. Como disse num desses grupos do Facebook, não tem nada a ver com tratar bem ou mal, mas as crianças serem excluídas de uma educação e um convívio social – o estudo de cada deficiência e de cada meta a realizar, será essencial para a postura do governo perante cada individuo – e assim teremos uma inclusão de qualidade. Senão por que teria razão ter movimentos e ONGs que tratam o assunto? Por que haveria tantas pessoas atestando que a educação inclusiva pode ser a solução para terminar esse preconceito?

Alias, vejo que o foco do segmento vem mudando conforme seus interesses que são alimentados pelo poder como forma de calar sobre leis que devem ser cumpridas e não outras coisas. Há uma discussão sobre instituições que não dão conta da educação das pessoas com deficiência porque isola, porque não tem um método (vem do grego methodos o sufixo metá- “reflexão, raciocínio, verdade” e hédos “caminho, direção”. Ou seja, um método é um caminho para a reflexão a percorrer) pedagógico perfeito para ensinar. As instituições devem ser postas como meio de se reabilitar e nunca ensinar, porque o problema é o convívio social, é a meta de tirar o estereotipo de incapaz dessas crianças. Pedagogia vem do grego paidós (criança) e agogé (condução), é uma condução a criança a aprender e tornar um ser humano que pode conviver com outro ser humano. O método pedagógico é a reflexão para uma melhor condução a criança de aprender a cultura e o convívio ao outros seres humanos, é lutar para um ambiente amplo que infelizmente, as instituições com suas filosofias arcaicas não podem suprir. As instituições devem suprir a necessidade de uma reabilitação – com estudos de ergonomia (vem do grego ergon “trabalho” e nomos “leis ou normas” que estuda as normas para o trabalho entre o ser humano e as maquinas como posições e como se portar; isso também pode ser feito nas normas em adaptação que podem ser feitas para as pessoas com deficiência e os meios que ela usa para a vida diária) facilitaria o processo em adaptar melhor essas crianças.

Talvez continue em outros posts, ou talvez não, mas quem é a favor da inclusão não pode desmerecer uma pedagogia centrada na repressão.

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