Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 12 de julho de 2013

Inclusão padrão FIFA

união def

Por Amauri Nolasco Sanches Junior

Aonde foi parar o bom senso desse povo todo? Já não temos um transporte bom e ainda querem tirar, não temos nenhuma acessibilidade e não tem nenhuma política publica para as pessoas com deficiência. Tem pessoas que não aguentam minha opinião porque não conseguem entender onde elas devem chegar e a ironia que isso leva, talvez de repente, sinto que as pessoas precisam ainda de “tutores” ideológicos como “muletas” conceituais. Onde quero chegar? Quero chegar onde deveríamos ter chegado a anos atrás, a união de todo o segmento e só com movimentos e ONGs, porque governo nenhum vai ajudar porque sempre fecha os olhos.

Nossa classe é tão desunida que nem enxerga que a deficiência mais discriminada é o autismo, o autismo esta fora de qualquer plano do governo que cuida da questão da inclusão e da acessibilidade. Inclusive, existe uma determinação que o autismo foi colocado como deficiência, coisa que não estava definido. Será que eles podem ou não também entrar na inclusão? Áreas podem entrar como não entraveis para as pessoas autistas por causa do seu temperamento – porque ainda há muita desinformação diante dessa deficiência, porque existe graus diferentes entre eles próprios – como é muito difícil de lhe dar. Lembro que quando tinha meus 12 anos, fui ver o filme Rain-man com Tom Cruise e Dustin Hoffman que fala do assunto e era o nosso primeiro filme sobre deficiência nas idas ao cinema com umas das unidades da AACD. Confesso que só entendi o filme quando fiquei mais velho e pude ver o drama que é ter um familiar com essa deficiência, mesmo porque como disse, existem muitos graus.

Qualidade e respeito temos que exigir para todos nós com deficiência – como se houvesse só uma deficiência no mundo – porque não nascemos deficientes, se tornamos deficientes. Se tornarmos deficientes, devemos ter em nossa cabeça, que não devemos sonhar tanto e não devemos ser realistas demais, devemos sempre buscar o equilíbrio onde iremos buscar nossa força para lutar pela inclusão. Os governantes não sabem o que passamos, os empresários não sabem o que necessitamos, por que devemos nos curvar a cultura que nos rejeita? Por que devemos ir em baladas, se podemos nos unir e fazer nossa balada? Mostramos inúmeras vezes que a união é muito melhor do que a desunião e que podemos muito bem fazer, com as pessoas não deficientes, um meio de se divertir e lutar por aquilo que mais procuramos dentro dessa sociedade.

O problema é que é tão pouco que temos que não dá para acreditar, e esse pouco é negado ou tirado de nós como se o Estado tivesse muito gasto. Que gasto tem um governo, sendo que esses benefícios são pagos com o dinheiro que são de nossos impostos? Aprendemos em duras penas, que governo nenhum faz nada quando a questão da inclusão e acessibilidade está em jogo, então não temos que votar sempre neles e sim, naqueles que nos representa. Precisamos de mais pessoas com deficiência dentro da política, porque só nós sabemos o quanto custa não ter nenhuma acessibilidade.

Ou fazemos mudanças, ou não haverá essas mudanças e essas mudanças serão cada vez mais raras e difíceis. Nunca terá partido nenhum que o faça, nenhum conselho ou secretaria, mas nós mesmos e com força e união, conseguiremos, só nós quisermos.

uniãoPCDs

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