Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 16 de junho de 2013

Por que esse “mimimi”?

Essa é as adaptações das Vans do ATENDE, ou vai meu  pé ou vã o corrimão do elevador.

Essa é as adaptações das Vans do ATENDE, ou vai meu pé ou vã o corrimão do elevador.

Por Amauri Nolasco Sanches Junior

O deficiente que tem uma certa fama e não deveria fazer esse tipo de comentário, já que ela é da dita minoria  que sofre preconceito. Como uma pessoa que sofre preconceito, tem outros tantos preconceitos? É uma pergunta quase paradoxal, por ser tratar de pessoas que disse que o povo não é democrático. Não sei o porque dessa expressão, mas é uma expressão de desdém da luta da sociedade com um governo corrupto e desonesto e não importa o partido, sempre seremos roubados e enganados. O porque desse “mimimi” não é por R$ 0,20 de aumento, nem é de comemoração do barateamento das passagens das outras cidades de R$ 0,10 – como se isso irá ter repercussão em alguma coisa, é até um estupro a inteligência de quem tem algum esclarecimento, porque esses vinténs como disse o Arnaldo Jabor, nem vão para na mesa – é a sonora indignação de pessoas cansadas de pagar impostos e terem serviços de má qualidade.

Não é porque não pagamos transporte que não vamos apoiar essa causa e chamar de “mimimi” uma coisa tão importante como isso, porque aqui em São Paulo temos duas opções de transporte adaptado, se você não tem grana ou tem os ônibus adaptados que são poucos, ou você tem o serviço de vans ATENDE pagos pele prefeitura. Entendam uma coisa pessoal, quando o governo diz que é gratuito temos que desconfiar, pois na verdade é pago com nossos impostos. Nada é realmente de graça e é isso que temos que aprender e entender, políticos e funcionários públicos são nossos empregados e não podem fazer isso que fazem com nosso dinheiro e com os serviços públicos. Se um medico não quiser atender deve ser atuado, se um serviço não for prestado ele deve ser cobrado, de repente esse espanto por tanto “mimimi” seja os vícios de nossa cultura de séculos que teve origem em eras medievais em que nem todo mundo era considerado ser humano. E também aquele sonho liberal que temos que viver livre em uma escolha sua e que podemos crescer e gerar a economia que ela gera você. Umas das coisas que concordo com meu pai é que quem trabalha nunca passa fome e o governo deve garantir esse emprego com a economia, geralmente com incentivos. Infelizmente com as pessoas com deficiência isso não acontece e se acontece, são os deficientes que exibe boa aparência e que exibe boa conduta e menor estudo.

De repente esse “mimimi” é por causa que as pessoas cansaram de tanta “caretice, desta eterna falta do que falar’ como diria Cazuza, porque não sabem mais explicar porque a lei de cotas não funciona. Se ela funciona porque não abriga a maior parte das pessoas com alguma deficiência e o porque não contratam essas pessoas. Se enxergarmos de forma ampla, as pessoas com deficiência não são contempladas nem no direto básico, a escola é negada a nós por simples luxo. Uma cadeira de rodas boa é luxo ou uma necessidade? É incrível que existe pessoas com deficiência que incentiva compras de cadeiras caras e de pouca acessibilidade, não em seu designe, mas no seu preço. Isso que necessitamos, trabalho para comprar o que podemos escolher, do governo é pobre e um material vagabundo. Eu tenho uma cadeira de rodas manual toda desmontando porque o governo doa material vagabundo, de péssima qualidade. Como disse no artigo As Entidades contra atacam, porque será que existem acordos entre entidades particulares e o governo para difundir esse tipo de coisa.

Essa fala é um discurso de poder de quem conseguiu e menospreza que não conseguiu, não exige que todos tenham o direito, não exige que todos tenham emprego, saúde, estudo entre outras coisas, porque o cidadão conseguiu, se vira. Mas há aquela velha discussão que inclusão não é só rampas e acessibilidade arquitetônica, tem que ser muito mais, muito mais do que esse discurso coronelista que eles têm os empregos e somos os escravos. Cadê mesmo a democracia? Cadê mesmo nossos direitos que a ONU assegurou com veemência?

Não é só um “mimimi” é nosso direto garantido.

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