Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 7 de maio de 2013

Liberdade e inclusão

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Por Amauri Nolasco Sanches Junior

Esse é o depoimento de um caso gravissimo de descriminação do meu amigo, vocalista de banda e meu brother Dudé Vocalista

Hoje era o meu dia de fazer academia… Era!
Fiz a asneira de solicitar um táxi cujo ponto fica no Extra aqui da Avenida Vila Ema, altura do número 1.100.
Veio um sujeito que se diz taxista que reclamou barbaridade do portão da rua onde moro, do qual sempre abrimos via controle remoto sem problema algum inclusive pra outros taxistas.
O cara achou pouco e ainda foi super mal-criado com a minha mãe, algo que me obrigou a responder à altura.
Como se não bastasse, o cara ainda me vai embora tripudiando em cima da minha deficiência, deixando a ideia de que seria melhor assim porque ele não é pago pra ser babá de quem não tem as mãos.
Depois da raiva, e de dar umas belas cotocadas na cabeça de filho da puta, eu fiquei pensando aqui: pra que isso? Por que essa ignorância velada que fica aguardando o momento certo de se revelar?
O mais engraçado de tudo, se é que dá pra dizer que foi engraçado, foi que os cotocos que ele tripudiou é que estão sendo motivo dele sentir uma baita dor de cabeça. Consegui acertar duas na orelha e uma no queixo dele, debruçado na janela do motorista, antes do táxi sair.
Bom, isso que eu falo: muita coisa tem que mudar, nossa sociedade não pode ser dessa forma. Esse preconceito velado, embutido por trás de uma falsa mortalha de que o brasileiro é o povo mais caridoso e tolerante do mundo. Até quando iremos nos orgulhar de uma mentira.

OBS: irmãozinhos e irmãzinhas com deficiência que moram na Z/L de São Paulo evitem ao máximo os táxis do ponto da Avenida Vila Ema, em frente ao extra, na altura do 1.100. Esse não foi um caso isolado.

Voltei para dar minha humilde opinião sobre esse ocorrido que é umas das coisas que abomino dentro da sociedade, a hipocrisia. Nem mesmo certas entidades, órgãos do governo e conselhos que deveriam nos defender, escapam dessa hipocrisia. E descobrirmos esse tipo de hipocrisia social – a mesma que sociedade que é contra o aborto, que é contra a “discriminação”, que é contra bandido tomar porrada de policia – fazer uma “palhaçada” dessas como se fossemos obrigados a aguentar esse tipo de pessoas. Hoje para se ser motorista de taxi, deveria ter muito mais do que carteira de habilitação, educação e respeito seriam as maiores itens para ser motorista de qualquer coisa publica e que lida com o publico.

Esse acontecimento me lembra muito Thomas Hobbes quando ele diz que o ser humano tem que viver no estado, porque as leis seriam um artificio para uns não matarem os outros. Tanto é que ele diz a famosa frase “o homem é o lobo do homem”, porque tinha a famosa tese que todos guerreavam com todos. Na verdade, o ser humano desenvolve meios de atender seus proprios interesses e quando esses são contrariados, tem reações como esta do taxista acima. O taxista achava que meu amigo dependia dele e podia dizer o que quesesse e nada iria acontecer, nada iria ocorrer porque o Dudé não tinha braço, só que se ferrou.

O problema disso tudo é o proprio deficiente que acha que não pode reagir e força atitudes de outros a fazer por ele, pois existe uma certa legião de paladinos da inclusão que ficam enchendo o saco ensinando a nós a sermos deficiente. Ora, logo nós que nascemos deficientes e sabemos como se portar como um, se portar como pessoas é muito mais do falar e expressar o que pensa, é sempre respeitar o outro isso o segmento não faz.

Seremos escravos ou seremos fortes e superamos a humanidade?

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