Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 9 de abril de 2013

Educação inclusiva, onde está?

irmandade3

Por Amauri Nolasco Sanches Junior

No dia 6 de abril ouve uma plenária do Conselho Municipal dos direitos das Pessoas com Deficiência e o tema era educação, só que eram palestras e essas palestras eram feitas e nós não podemos nos expressar. Sinceramente não quero escrever perguntas para depois serem respondidas e isso anda acontecendo nas reuniões do conselho. Mas o que me fez escrever esse texto foi uma fala de uma mãe que foi contida <<Cadê o nariz de palhaço? Por que aonde está esse “país das maravilhas que eu não vejo?>>. Tem dois pontos que quero explicar dentro do contesto politico que é importante para as pessoas com deficiência.

1º ponto democracia – para entendermos a democracia temos que entender a etimologia dessa palavra e o que ela tem a ver com a liberdade e ética. Democracia vem do grego <<demo>> que quer dizer <<povo, cidadão>> e <<kratos>> seria <<governo, governar>>, então seria mais ou menos o <<governo do povo>>. Acontece que esse governo popular para funcionar tem que se organizar e prestar atenção sobre problemas de todos os cidadãos com livre expressão, sempre com ética e organização. Porque ética é um objetivo, vem do grego <<ethos>> que quer dizer <<caminho reto>>, ou seja, ter ética é ter um objetivo e seguir esse objetivo seguindo seus valores e respeitando os demais valores. Liberdade é respeitar sempre o livre-pensar e o livre-agir de todos como um cidadão e como uma sociedade que tem um objetivo comum de conviver em comunidade.

2º ponto o livre-expressar – numa democracia, o livre-expressar é primordial para nós exercemos nossos <<direitos>> no qual a lei nos emprega, só que esse livre-expressar tem que ser organizado para sermos o mais concisos possíveis diante de nossas falas. Não adianta, por exemplo, falar exatamente que ninguém vai entender nada, todos devem sim se expressar.

Pronto! Esses dois pontos explicados devemos agora olhar dentro de qualquer segmento o que é uma plenária. Plenária é uma assembleia que são convocados o conjunto de pessoas interessadas a esse conjunto. Na Wikipédia está assim: ((Uma assembleia (FO 1943: assembleia) é o conjunto de representantes de uma comunidade que possuem poderes de legislação. É sinônimo de uma democracia participativa tendo em conta que toda a comunidade tem a possibilidade de participação.)). Nesse caso as pessoas com deficiência foram convocadas para resolverem questões que interessam ao nosso segmento e que o livre expressar é importante, é uma porta aberta para mostrarmos que podemos ter organização e podemos ter força politica.

O erro é achar que plenárias são feitas para palestras, porque explicar é uma coisa, falar e nós ficarmos quietinhos é outra. Eu fiquei 16 anos numa entidade e essa entidade fazia a mesma coisa – salvo algumas exceções maravilhosas como a doutora Maria Eugênia que sempre achou que somos seres pensantes – mas o resto era que tínhamos que ficar ouvindo a <<tia>> e ficarmos quetinhos. Essa mãe mostra uma coisa importante, não há em nenhum momento educação inclusiva, nem a prefeitura, nem o Estado, nem a Federação está preocupado com isso, e isso fica claro no ano passado que as classes especiais voltaram a serem abertas. Essa a solução do governo e da sociedade, trancar-nos nas instituições asilares – como diria meu amigo Amilcar Zanelatto Fernandes – e não precisarem adaptar e mexer com o <<bolso>> de quem tem muito. No texto que escrevi <<A nossa vida na ETEC>> onde se vê que não se tem uma verdadeira inclusão dentro de uma escola, é muito bunitinho, mas não serve para nós.

Pensamos um pouco – eu adoro essas analises – a sociedade é hobberiana quando interessa a ela. Porque ela quando quer fazer média com alguém, acha que as regras devem ser respeitadas, como se houvesse um interesse nisso tudo; sempre o ser <<social>> irá se beneficiar com essas MÉDIAS. Numa analise mais profunda e necessária, um bom líder tem que colocar no lugar daquela mãe e se solidariza com ela, mesmo o porque, o conselho é feito para defender as pessoas com deficiência e não a secretaria da educação e seus correlegionários. Mesmo o porque, o que a prefeitura está com acordos com fisioterapeutas da  AACD, se no Hospital Lucy Montoro, se no Hospital Sarah Kubitschek que a anos cuida de pacientes com reabilitação, tem esse tipo de fisioterapeuta?

Vamos lutar por um Conselho mais democrático!

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