Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 30 de dezembro de 2012

Companheiro é companheiro

Onde está as  adaptações?

Amauri Nolasco Sanches junior

escritor/filosofo/membro e coordenador da irmandade da pessoa com deficiência/técnico de informática/publicitário

Nesses dias o colega Valdir do movimento Inclusão Já foi até o museu do Ipiranga – onde tem todas as indumentarias históricas sobre a família real e principalmente de Dom Pedro I imperador do Brasil – não tem acesso no próximo andar e nem no banheiro, se quiser ir ao banheiro, tem que fazer nas calças mesmo. Eu fui com a Marley a algum tempo e aquele dia foi realmente um “inferno”, porque ela queria ir ao banheiro e não podia, queria beber água e tínhamos de pedir a alguém pegar a água. O companheiro foi no local conferir, porque eu comentei com ele sobre esse museu que por mim, tem o mesmo nível do Louvre de importância histórica sem exageros.

Ao mesmo tempo estou lendo o livro e-book da historia politica da luta das pessoas com deficiência, que me fez refletir em alguns pontos importantes dentro do segmento. Por que o museu do Ipiranga, por exemplo, não adapta suas instalações? De quem é o interesse? Logico que a maioria vai querer ir muito mais em um parque do que um museu, fomos educados pela mídia, que cultura é coisa de “nerd” e ser “nerd” é uma coisa errada principalmente, seriados norte-americano. No seriado “The Big Bang History” colocaram o principal “nerd” como um autista que tem manias excêntricas e que é anti-social; é um ato de preconceito explicito – como sempre – dos norte-americanos com as deficiências e com os que gostam de estudar e são bem na escola. Com isso, somos levados a acreditar que um ato de rebeldia, é não aceitar o que a sociedade lhe impõe como se tivéssemos obrigação, mas que nada mais é, do que te deixar ignorante e eles (o governo), fazer o que bem entende. O caro leitor deve ser uma pessoas consciente, mas existe muitas pessoas que realmente acreditam que irão mudar o mundo indo na balada ou indo num forró. Hoje um adolescente não pensa em mais nada além de sexo, Nutella (uma especie de Dannet em um potinho de papinha Nestle), e Mangá japonês – que para alguns funkeiros e raps, são coisa de retardado – que preocupa alguns cientistas políticos e agravam a saúde da democracia.

Por que estou dizendo isso? Já fui coordenador de um movimento grande e sei como é feito uma votação sem que as pessoas não tivessem preparadas, não que quiséssemos manipular, mas as pessoas eram levadas a votar em qualquer coisa para acabar aquilo rápido. É chato ter responsabilidades, é chato falar coisas que não cabem dentro das premissas que não acreditamos. Como disse acima, existem pessoas que realmente acreditam que vão mudar o mundo indo em baladas, tomando drogas, falando mal das pessoas e não param para pensar o que estão fazendo da suas medíocres vidas. Mas também não vou dar uma de Ratinho e dizer que falta religião, o que falta é consciência que somos fortes e podemos sim mudar as coisas, se quisermos mesmo. E daí que o cara é Nerd? E daí se o cara é Geek (quem é doido por tecnologia, programação e coisas do gênero)? Outra coisa, são tão contra essas coisas que usam essas mesmas coisas para saber do seu ídolo, para assistir seu filme preferido, para saber do que está na moda, porque até rebeldia hoje, virou moda. Toda menininha revoltada escreve no seu perfil do Ask.fm um “foda-se” como se isso fosse mudar o mundo.

Bom, como o segmento não é diferente mesmo o porque somos humanos, existem também pessoas que não compreendem o tamanho da luta que estamos expostos. E não é só o Museu do Ipiranga que não está preparado para nós – mesmo o porque, não me canso de dizer que a acessibilidade é muito mais que meras rampas, pisos táteis, auto descrição ou legenda, é um ato social – os movimentos não estão preparados para esse tipo de luta, eles ouvem o galo cantar e não sabem de onde o galo canta. Temos que ater em um conceito próprio, por exemplo, os homossexuais sabem o porque lutam e tem a base de quê lutam, os negros também tem essa base, mas as pessoas com deficiência não tem. Não acredito que vamos lutar um ato esportivo, mais bonito que seja, não acredito que temos alguma representação dentro de secretarias ou conselhos, a luta não é no monte Olimpo – onde ficam os deuses – a luta fica aqui em baixo com os guerreiros. O foco e o poder fica nos movimentos sociais das pessoas com deficiência e não se deram conta disso, não adianta ser um guerreiro solitário, os movimentos são a solução.

Nenhuma secretaria foi no museu e parques verem o que está acontecendo, foram os movimentos – mais especificamente a Irmandade das Pessoas com Deficiência e o Inclusão Já – que deram as caras e foram denunciar essas irregularidades dentro do poder publico e ninguém mais. Não estou sendo injusto, mesmo o porque, os movimentos tem esse papel mesmo de detectar o que está errado. As secretarias foram feitas porque inventaram que somos eleitores, sendo assim, somos cidadãos de nosso país – assim eles nos colocam como cidadãos – e ficam fazendo média conosco como se alguns, não a maioria, não percebe-se.

Por isso que digo que quem luta de verdade não cansa da luta e não desiste de seus objetivos, nós da Irmandade não desistimos e você, desisti? 

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