Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 26 de março de 2011

Repensar ou não?

 

O Garfield Pensando

Estava lendo o livro de James C. Hunter – O Monge e o Executivo – e me deparei com coisas muito interessantes sobre liderança. A história em si e sobre um executivo de alto padrão que se vê obrigado a repensar sobre algumas atitudes da vida, como trabalho, casamento, até mesmo, em torno de si mesmo. Você já parou para reepensar algumas coisas na sua vida? Bem, depois do meu aniversário no dia 23 de março, sempre ficamos pensando o que poderiamos melhorar em nossa vida, o que não podemos melhorar e isso, poderia ser uma regra. Não só por causa desse livro eu estou assim, tem a questão da Marley – que recebeu uma educação rigida de familia tradicional – trás consigo, uma imensa dificuldade em pôr em ordem seus sentimentos e suas duvidas. Talvez, essa educação pobre de relacionamento e rica em autoritárismo, tenha feito de nossa sociedade uma fabrica de “depressivo” e não estou brincando.

 

Um pensamento chinês diz: “Se você não mudar a direção, terminará exatamente onde partiu”. O que isso quer dizer? Se não mudarmos algumas atitudes perante a vida de nada vai adiantar ter a tão dita “força de vontade” e é – em termo de entendimento – muito facil concluir isso. Vamos ver em toda a história humana, rebeliões que podem ser sintomas de uma mudança, uma especie de Sentimento de estagnação. Curiosamente, a palavra “estagnar” é o não correr de um rio, ou seja, quando tampamos o rio ele pode estourar de tanta água. Mas isso é apenas uma maneira de ver as coisas, que talvez não cabe nesse texto que podemos analisar – sem nenhuma irônia – que o mundo não é tão belo quanto queremos que ele seja. Tudo bem, eu poderia ter outra visão dele, se de repente, eu tivesse uma alienação (que é uma negação daquilo que é evidente e não queremos ver ou negamos ver), mas não foi isso que eu vejo, pois ninguém pode ver as pessoas de baixo para cima como nós os cadeiantes. Pode parecer hipócrita ou num modo cristão alá universal, mas a verdade é que isso lhe dá um certo senso de humildade, um certo gosto com o relacionamento das pessoas. Repensar isso, de repente, seria (ou deveria ser) uma meta para todo ser humano como um ser social e racional.

 

Daí, como em muitos escritos que lemos, ou até no livro que estou lendo, repensamos muitas de nossas atitudes. Ou seja, tudo que fazemos diante do outro é uma questão de terminologia e o teor do discurso que usamos. Isso se chama lógica de linguagem no qual estou lendo muito, como coisas do tipo “a neve é branca” e “snow is white” Que quer dizer a mesma coisas em linguas diferentes, não contem sentenças iguais. Mas há proporções semelhantes, como por exemplo, “pessoa deficiente” e “pessoa com deficiência” são termos parecidos e ao mesmo tempo não. Por que não? Embora pensamos que estamos no mesmo significado, isso não é tão certo assim, pois quando estamos se referindo a “pessoa”, ela é o sujeito e o predicado mais adequado, embora muitas pessoas não achem, seria “deficiente”. Depende muito no termo que usamos e como usamos, pois se dissermos “pessoa deficiente”, é um termo que define a pessoa em si que é deficiente, mas quando usamos “com deficiência” estamos usando o termo inadequado que acentua muito mais a deficiência da pessoa. A agressão que disseram ser contida no termo “pessoa deficiente”, está só que recebe como adjetivo pejorativo que define uma agressão e no caso de uma definição de pessoa, acentua muito mais o sujeito. Em termos bem facil de entender, eu acho muito mais agressivo “pessoa com deficiência” do que “pessoa deficiente”, porque o primeiro define muito melhor a pessoa do que o segundo que define muito mais a deficiência.

 

Outra coisa, quando se usa “pessoa com deficiência” e “pessoa com necessidades especiais”, há aí dois termos que temos uma caracterização do poder sobre essas pessoas dizendo que essa pessoa contem uma deficiência e depende da outra. Então rapaziada, temos ai um “foda-se o seu sentimento, temos que usar algo pomposo e agradavel ao se referir a você” e tem mais, os psicologos e pedagogos idiotas -que escreveram livros e teses sobre, não perguntaram para nós nada, somente concluiram. E mesmo que perguntaram, um deficiente norte – americano não pensa igual um deficiente brasileiro, e mesmo o porque, não dá para ter um padrão. Uma pessoa que nasce deficiente não pensa igual alguém que fica deficiente e por ai vai. Sempre aprendi que temos que valorizar muito mais as pessoas do que a aparência com o qual elas se encontram, então dane-se o que você pensa se eu não sirvo pra nada, pois por alguma razão e para alguma coisa, sirvo e bem. É o que tento – muito bem – passar nesse momento para a Marley que está naquela fase de crescimento intimo e não sabe lhe dá com isso.

 

Tudo isso faz parte de nossa vida, pois mostra nosso lado humano no qual muitas vezes, não lhe damos muito bem. Daí temos que nos agarrar muito bem no que temos e o que acreditamos, acreditar em si mesmo também é uma maneira de ter fé, afinal, somos imagem e semelhança com o Criador. Li em algum lugar que temos que apenas vê o que temos de melhor, então, mesmo que não temos pernas para andar, temos cérebros para pensar e escrever textos como esse – que sinceramente – espero ajudar alguém. Mas entre sonhos e pesadelos – embora achem que nossa vida é um paraíso – estamos sempre pronto a vencer e superar as dificuldades.

 

Superar dificuldades não é as vezes, num modo fisico e sim, num modo psicológico que é muito comum em nosso meio. Pois podemos amar, podemos sonnhar, podemos ouvir musica e até se emocionar, porque somos humanos e nada nos diferencia disso, porque nascemos na sociedade e temos os mesmos sonhos. Tá bom, esse texto está muito mais para outra pessoa do que para o Amauri, talvez tenha tido ajuda do Paulo Coelho ou a Martha Medeiros, mas realmente é meu esse texto para dizer uma coisa que está intalada a muito tempo na minha garganta. Foda-se os teóricos, sou humano, arroto, peido e tenho tesão pela minha noiva, tenho raiva, quero bater nos cunhados, quero ver meus amigos, quero escutar musica e quero ser humano, sigo Deus e o resto nada mais é do que humano. Relacionamentos humanos são assim, se fizer eu faço, se não, dane-se Zé Pelega. Brigas? Não faço brigas, mesmo o porque, não preciso, não quero ser um ser estupido só porque não pensam igual eu, o mundo é feito de fatos e não coisas.

 

Bom, minha pergunta sempre foi a mesma de Wittgenstein a seu professor Russell, sou um idiota? Se for eu vou ser publicitário, se não, serei um filósofo. Se o velhinho do Washington Olivetto não me chamou, acho que serei filósofo mesmo e isso mostra o mais importante, não sou idiota. Se não sou idiota, presumo querer ser um sujeito que não se esconde em mascaras sociais, onde temos que nos esconder da verdade que por mim, não existe nenhuma verdade absoluta e nem nenhum fato eterno. Resunindo: sou humano, sou deficiente, amo minha noiva e minha familia, ferro pros mano e um lindo e gostoso foda-se pros poderosos. Voto nulo neles porque no mesmo modo que ele te chama de “pessoa com necessidade especial”, esfregando na sua cara que sem ele você não vive, faz com as pessoas necessitadas que lhe dão “bolsa-esmolas” para não reclamarem. Se você vota neles, está compactuando com a pouca vergonha do governo e isso não é certo, se pensa diferente também não está errado, então somos uma sociedade democrática. Entendeu?

 

Fico aqui com meu pensamento, com meus projetos, com meus objetos do pensamentos que fazem de mim um ser que constrói termos para esse objetos que são idéias. Temos dentro de nosso crânio uma maquina que tem o poder de ser auto programavél, que faz nós percebemos o mundo ao nosso redor e construir termos para cada objeto e o mundo da linguagem se faz. Nós deficientes – chamados pelo Jairo Marques de “matrixianos” – não somos diferentes, temos também essa maquina e temos que usa-la de maneira igual ao outros. Até esse termos no Jairo, cabe muito ao deficiente, porque graças ao esteriótipo (imagens sociais de uma cultura), construirmos muitas vezes, um mundo a parte do nosso mundo. Comigo aconteceu o inverso, mesmo o porque, meu pai sempre me comprou livros e meus irmãos, sempre davam um jeitiinho de conseguir e construi meu mundo graças a diversos autores e então, não sou um “matrixiano”. Mas não é a “sorte” na maioria dos amigos e colegas e até, de uma certa forma, da minha noiva Marley.

 

É isso, infelizmente, não podemos construir imagem muitas vezes, diferente no da maioria e se você quiser ter esses pensamentos, tem que levar em conta o processo de autoimagem de si para assegurar isso. Muitas vezes, as pessoas te deixam porque não compreendem ou não falam com você, porque te acham estranho. Mas esses amigos que te deixam, não eram amigos, eram apenas, imagens que pensamos ser nossos amigos e não lamento, só faço uma declaração, vou tomar um antidepressivo talvez e ser feliz. Entendeu? Então, não adianta, o mundo vai ser o mesmo e eu também….the end.

 

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