Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 24 de fevereiro de 2011

Os deuses da sabedoria da inclusão

sociedade cega

 

No Facebook, existe aplicativos que são Quiz – perguntas que respondemos como se fosse uma entrevista – para dizer algo que poderiamos ser, ou de repente, até uma musica que combina com nossa personalidade. Uns desses é que deus seria meu pai ou minha mãe e deu Atena, a deusa da guerra e da sabedoria. O gozado é que na mitologia grega, essa deusa sempre me atraiu e sempre me indentifiquei com ela, como se fosse minha personalidade. Quem seria mais sábio do que ela, que ao mesmo tempo faz a guerra, e ao mesmo tempo é sábia com ela? Eu sou assim, luto para consegui aquilo que quero e ao mesmo tempo, as vezes, também tenho prudência de resolver as coisas. Mas, em nenhum momento posso garantir, desisto o que planejo e isso faz parte da minha natureza.

 

Eu fico “putamente” nervoso, quando os grandes sábios da inclusão, que são na maioria das vezes, paraplégicos, ficam dando uma de conhecedores do universo dos deficientes, aí fode tudo. Mais uma vez vi isso no comentário do meu comentário do site Vida Mais Livre, que é administrada pela fundação Mara Gabrilli. Nesse site, existe vários colunistas – claro que eu não entraria, por causa de meus textos um pouco criticoa e não hipócritas – que de uma maneira geral, são pessoas engajadas no meio da inclusão social. Em partes isso ocorre e em partes não, é só ler os artigos da Senhora Deputada Mara Gabrilli – que muitas vezes me lembra o conto dos irmãos Grimm, Alice no país das maravilhas – onde mostra uma realidade muitas vezes, não vivida pela maioria. Mas não é a senhora deputada meu foco, mas a presidente da I.Social, Amdrea Schwazs. Olha o que cometei no texto dela O Outro Lado da Lei de Cotas (quem quiser leia no site, não postarei aqui por ficar muito extenso o texto):

 

Amauri Nolasco Sanches Junior (amaurijuniorbr@ig.com.br): MENTIRA! Eu sou publicitário formado e ainda não fui contratado por nenhuma agência de publicidade que ao mandar meu currículo, nem respondem o meu e-mail. A I.Social é atrás de uma das maiores agências e me ofereceram de telemarkiting, abaixo o que ganho na área que deveria ser de R$ 1. 500.00 e ainda querem “estuprar” minha inteligência, dizendo que as empresas não tem mão de obra qualificada.E eu e muitos que tem diploma e não são contratados por serem cadeirantes? As agências de publicidade tem em seu corpo funcional mais de 100 empregados e até a universidade UNIP, não cumpri essa lei onde ofereci meus trabalhos para pagar a universidade e não quiseram. Como fica isso Andrea?

Eis a sua resposta:

 

Andrea Schwarz (andrea@isocial.com.br): Prezado Amauri,Gostaríamos que você marcasse uma visita na i.Social, com a nossa diretora de RH, por meio do e-mail renata@isocial.com.br Obrigada.

Eu não vou e nada tem a ver com orgulho e sim, com certeza. Sou a prova viva que uma pessoa tem que ter certeza de tudo, pois me dá aquele calafrio quando não sou bem entendido do que digo. Não tenho tempo e nem dinheiro para gastar atoa com taxi e nem tempo de andar de ônibus, caiu uma chuva, eu ficarei na Aricanduva. Pois que azar o meu em morar na zona leste de São Paulo, poderia ter ido morar talvez na zona norte onde existe as consutorias, ou até de repente, as agências de publicidade. Quer prova maior que “eles” – os donos das empresas – não querem contratar? A pouco as empresas exigiram – não está na lei – que o nosso CID tivesse no curriculo e agora, simplesmente, querem um laudo junto com o curriculo. Bem, pesquisando aqui na Constituição de meu país, isso é contra lei e poderia muito bem processar as empresas que fazem isso. Por que?

 

Primeiro: estão invadindo minha privacidade, onde eles podem avaliar minha deficiência pelo numero do CID.

 

Segundo: Isso é discriminação e preconceito, pois não se avalia uma pessoa com o CID.

 

Terceiro: Não temos transportes seguros e de boa qualidade para trabalharmos, temos ònibus que vivem quebrando, vans que só podem nos “carregar” por programação, taxis que são muito caros e coisa e tal.

 

E o mais importante do que isso – que por mim é essencial – temos que fazer o que gostamos, o que nos dá prazer. Eu fiz publicidade porque isso que gosto, não foi por “esporte” e não atoa, que tirei um diploma; além de ter um diploma de publicitário, tenho uma bagagem de auto-didata, muito grande graças as minhas leituras. Não vou aceitar um emprego de telemarketing – nem poderia por causa da minha deficiência – por causa que “melhor isso do que nada”, tem que ser muito baixa estima pra isso. Eu estudei muito para ganhar R$ 600,00 por mês, eu não gosto de ser tratado como um “ingênuo” que não sabe das coisas e sei sim, das coisas. Como disse antes, em algum texto meu, estou aqui no meio dos “mortais” e não no meio dos deuses do Olimpo. Não vou defender empresários que só fazem “filhodaputagem” conosco, isso tem a FIESP, que aliás, fazem muito bem obrigado; reduziram a Lei de Cotas de 10% para 5% com a mesma desculpinha esfarrapada, que não tem mão de obra. Vários dos meus amigos deficientes que tem diploma, ou de repente, sabem fazer algo; estão desempregados por serem cadeirantes, ou por simplesmente, não serem paraplégicos. Tudo, infelizmente, foi feito para eles e isso não é implicância.

 

Como vi na biografia da Senhora Andrea, faz 10 anos que ela é deficiente, eu faço 34 anos que sou deficiente, minha vida toda. Não venham me ensinar a ser “deficiente”, pois dessa universidade eu sou pós-graduado. Vejo que aqui na periferia, que não temos tanto recursos assim, não se tem uma adaptação exemplar e mais ou menos, eu diria, de se ter acertos muito mais do que erros. Existem muitos deficientes que nem sair de casa saem, quanto menos podem trabalhar e isso é uma realidade e não, um ideal. Não vivo de aparencias, não vivo de sonhos, vivo a realidade dos fatos. Nenhum politico pensa nas pessoas deficientes, porque esquecem que somos cidadão, não temos tanta consciência politica, não temos porcaria nenhuma. Vai um vagabundo chamar um deficiente fisico de “aleijado”, nada acontece, mas se esses mesmo vagabundo chamar homossexual de “bicha” é preso, como é isso? Todo mundo tem direitos, nós temos poucos e o pouco que temos, querem tirar por causa que é conveniente, é uma vergonha esse país. Que democrácia é essa? Que democracia que partes dos excluidos são beneficiados?

 

Por isso eu e a Marley – se extenderá pela Irmandade da Pessoa Deficiente – faremos uma campanha do voto NULO! Nenhum politico vai se importar com as pessoas deficientes, isso é bem claro, quem tem 1% de esclarecimento, sabe disso. Escreveram até uma carta referente a um apoio da candidata de esquerda – até então não eleita ainda – em nome de todos os movimentos e a Irmandade não assinou e se fosse pro outro candidato, também não assinaria. Como coordenador não acredito em nenhum conselho, mesmo o porque, NUNCA o Corde e nem o Conade requer responderam um e-mail meu, muito menos o conselho municipal de SP. Meu pai não é rico e muito menos dono da Telefônica pra mim ficar ligando simplesmente, para tirar duvida, pois é uma vergonha, um país que retificou a a convenção da ONU sobre direitos humanos para pessoas deficientes e ao mesmo tempo, faz essa enorme palhaçada de terem conselhos e secretárias de faixada. Somos acusados de fazer rombos na previdência, querem tirar nosso beneficio, querem fazer multas morais ao invés, de fazer o cara que parou numa vaga EXCLUSIVA para defecientes ser PRESO. Tinha que ser encarcerado, porque é um sem vergonha, é um safado que simplesmente, se faz de santinho. Nós que temos deficiência vamos presos, nós que temos deficiência apanhamos igual animal por carantir os nossos direitos.

 

Eu tenho que desembolsar grana pro táxi – mais ou menos R$ 120,00 porque a cidade de São Paulo tem a mais cara frota do mundo – porque as vans adaptadas municipais ATENDE, não pode nos levar em nenhum lugar se esse lugar não for programado. Se você quer passear com sua noiva em algum lugar, você deve ter um movimento, programar uma semana atrás, daí você pode usar uma van que é paga com os impostos que pagamos ao comprar uma bolacha, um salgadinho, qualquer besteira que nós consulmimos. O meu pai paga IPTU, compra no mercado, paga todas as contas certinho, eu não posso usar essas vans para uma consulta médica, para ir em uma entrevista de emprego e nem, que ainda pior, ir fazer o ENEM porque “fretam” o ATENDE para a F1 e pro Teleton que são instituições privadas que usam. Não vou, por causa de tudo isso, por causa da irresponsabilidade institucional que é esse país.

 

Realmente devo ser filho de Palas Atenas, pois tenho a alma espartana de não desistir da luta, mesmo que eu cair, mesmo ferido em sangue, empunha-ei minha espada e gritarei: “Vocês irão perder! Um dia ficarão sabendo que poucos lutaram com muitos pela liberdade!” e isso que acredito, morrerm as ideologias utópicas. Então para quê precisamos de “Memoriais” virtuis, pra que precisamos de obras para termos mais autonomia, que não podemos nem sair? Não vou e não faço questão nenhuma, mesmo o porque, minha ficha ficou três anos lá, dez anos na parte da AACD de emprego, constatei que é uma enorme mentira e eu nem a Marley e muito menos a Irmandade, vamos tolerar essa falta de vergonha. Voto nulo neles!!

 

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