Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 9 de fevereiro de 2011

Saúde e inclusão; Brasil, um país de tolos!

Um país de bobos

Essa merece um texto meu sobre o descaso de nossos médicos na área de saúde. O que vejo é o crescente processo de “sucatiamrento” da saúde do Brasil e não é só ai, em termos de educação o país é péssimo, não temos a menor noção o que seja a verdadeira educação. Vocês acham que tudo que sei devo a meus estudos das escolas e meu periodo na Universidade de 1 ano e 6 meses? Se enganam todos vocês e digo o porque: não existe educação escolar que se sustente, se não tivermos uma base dentro da própria casa, afinal como disse Immanuel Kant (vai no Google e descobre quem é o cara no mesmo modo que eu descobri), educação vem do colo da mãe. Relativamente eu sou uma pessoa educada (já que a minha mãe sempre diz que fazer com os outros o que fazem conosco não é pecado), pois minha mãe me deu educação o bastante para sustentar a educação escolar, de resto, o que os pseudos-intelectuais e pseudos-psicologos dizem é pura bobagem.

 

Um dia vamos descobrir que tudo que pensamos que nos é maravilhoso é um bando de desvaneios de pensadores idealistas, pois concordo com Nietzsche quando ele diz que um idealista faz do seu próprio inferno um verdadeiro céu. Qual o preço que pagamos pelo iniqüidade de alguns loucos sonhadores? Uma geração miojo. Qual é o preço de se ter uma liberdade democrática cuja o lema é “pão e circo”? Médico mal preparados que não sabem nem sequer se pronunciar e no nosso caso (chumbados graças a Deus), ficamos a mercê de entidades cuja os métodos são de extrema incapacidade de tratamento. Delegados que deveriam assegurar a lei de acessibilidade que além de não assegurar, derrespeitar, ainda batem em cadeirante e ainda, a imprensa nem toma o caso como sério. Que liberdade temos quando olhamos por esses prismas? Muito se tem para melhora, mas que temos liberdade e autonomia, isso não temos não.

 

A democracia popular do Brasil consiste em trazer algum beneficio para si mesmo, por exemplo, tem cara que é contra a pena de morte porque tem medo de ir a prisão e ser julgado culpado, terá que cumprir a pena de morte. O que nos parece isso? Quer dizer que o sujeito não está preocupado com os inocentes, ele está preocupado com ele mesmo e nada mais. Médicos que fazem “cagada” em sua profissão está nesse patamar, simplesmente, eles não estão preocupados com o paciente e sim, seu horário de saida do hospital. Assim vão “fodendo” o país e ainda mais, pessoas deficientes como nós que já é “malacabado” (como diz o Jairo Marques) que já tem uma adaptação de terceira e tem que sofrer por causa do descaso. Aconteceu no dia 4 de fevereiro de 2011, a Marley anda sofrendo fortes dores na região da barriga e o clinico geral do posto da região que mora (no Santa Madalena), disse que pelo raio X é inflamação do estomago e a parede da visicula biliar (onde ela já operou) colou na parede do intestino e obstrui a passagem das fezes. Horrivel, né? Então imagina você sabendo disso e num belo dia de céu nublado (como foi no dia 4 aqui em Sampa), ir ao gastro e ele dizer a você que não iria fazer nada porque não adiantaria, todo esse problema é decorrente a sua deficiencia? Fora que usa termos que não são de um médico que fez faculdade e deveria ter um vocabulario exemplar, usar o termo “entupida”, uma “rolha” e mais ainda, que só operaria em caso de está na emergência. É caso de perder a licença médica, ou não? Tudo isso aconteceu com a Marley no ambulatório do Sapopemba aqui na região leste de nossa cidade (onde moramos) e é normalzissimo ter esse tipo de ocorrencia.

 

Geraldo Vandré um dia cantou: “caminhando e cantando, seguindo a canção”, tento seguir a canção e acreditar que somos iguais, mas não somos, somos excluidos e massacrados psicilógicamente, por patifes que deveriam cuidar de nossa saúde seja deficiente ou não. Sejam em governos militares, sejam em governos democraticos, pois somos tratados como “lixo” literalmente. Então qual a diferença? Qual a diferença de estarmos em um governo democrático ou não se somos tratado desse jeito? Mas tudo bem, estamos tudo bem, tudo está muito maravilhoso. A esbornia institucionalizada faz de nosso país um arroto de besteiras e futilidades. Quer mais fultilidade do que ficar preocupado com ao que as pessoas leem na internet como conceito médico de saúde? Lógico que elas vão procurar na internet, os médicos dizem que não precisa fazer exame, então, para que existe médico?

 

O problema, talvez, seria nesse caso o processo de linguagem que faz o processo de se expor como todo mundo se expóe. Como disse o filósofo Wittgenstein, o mundo fazemos graças a nossa linguagem, ele é o que falamos, então, quando um médico diz pra você que esta “entupida” podemos até duvidar se esse mesmo médico tem o diploma, porque ele não faz da linguagem o que ele é. Aliás, quem tem essa linguagem é o senso comum que não tem conhecimento e as vezes, como é o caso, ignora certas maneiras de se falar. Um médico, não está falando com a mãe dele, ou com amigos de bar (de repente ele até gosta de encher a cara), mas com um paciente que está sofrendo com uma doença e ainda mais, com uma deficiência, seja lá qual for. Essa liberdade forjada simplesmente, fabrica pessoas que não contem a menor educação, uma certa erudição para falar. Tem outra coisa, o que faria um funcionário que não poderia ser mandado embora, por causa de leis que proibem que ele seja, por motivos como esse?

 

Então de repente podemos afirmar que não existe uma verdade sem definirmos a liberdade de cada um. Minha liberdade depende do direito que me cabe a partir do direito do outro terminar, no caso em questão, não cabe a minha noiva dizer que está com pena do agressor porque ele tem familia, isso não existe. O direito dela começa quando a do médico termina, porque as palavras deram a ela o direito de reclamar contra a má conduta do médico. A verdade do médico é feita do senso comum, porque fez ele enxergar minha noiva como uma deficiente que está “entupida” por causa da deficiência. Onde cabe cobrarmos nosso direitos? Onde poderemos reclamar fatos assim, se na maoria das vezes, se a maioria dos movimentos não se unem para um bem comum? E os conselhos que não funcionam mais?

 

Bom, para terminar que não aguento mais escrever esse texto, porque é uma coisa que deveria funcionar e não funciona, quero dizer que a sociedade é um incognita, ou se faz algo, ou não se faz algo. Enquanto as “Alices” do mundo fraterno estão em seus paises das maravilhas, nós que já vimos que não é bem assim, que ficamos na realidade dos fatos (mesmo eles não sendo eternos, mas são realidade agora). Onde e por quem chamar? Essa é a questão, gostou ou não, o cadeirante vive isso.

 

 

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