Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 18 de agosto de 2010

Para que secretarias?

Uma pergunta ficou no ar quando a minha noiva, a Marley, procurou a ovidoria da Secretária da Pessoa com Deficiência para denunciar a falta de respeito com os deficientes e dela, de ainda não ter o transporte para ir ao supletivo. Esse transporte para pessoas com deficiência, é garantido por lei aqui em São Paulo e o que parece, não funciona, pois pelo que li nos arquivos de jornais, dẽs do começo do ano. Se é garantido por lei, por que não estão busando as pessoas que precisam desse transporte? Se não é competencia dessa Secretária que deveria cuidar das pessoas deficientes, onde podemos procurar ajuda? O CONADE (Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiencia), não respondeu nenhum dos meus e-mails que mandei ao longo de minha luta ao segmento, não responde duvidas e até o nome é equivocado; se é assim, vou confiar numa instituição dessas? O CORDE foi elevado como uma subsecretaria que cuida das pessoas deficientes na Secretaria dos Direitos Humanos , tanto um, quanto o outro, não respondem duvidas nenhuma.

Ainda é muito pior, o CORDE chama-se Subsecretaria Nacional de Promoção aos Direitos das Pessoas com Deficiencia, agora pergunto: promoção de que direito? Se escrevo para um orgão fazendo uma denuncia ou perguntando para sanar uma duvida, espero uma resposta, espero que esses orgão façam o trabalho que foram feitos para fazer. Não existem! Essa que é a verdade, foram feitos como faxadas para mais uma vez, enganar as pessoas deficientes. Ultimamente estou duvidando até de alguns movimentos que se dizem lutar pela causa da inclusão, pois não lutam nada e são despreparados para a luta democratica replimindo seus fraternistas. Criamos a Irmandade da Pessoa Deficiente (embora alguns pensem ser de cunho religioso, não tem nenhum vinculo religioso e nem ideológico politico), pensamos em um movimento que luta em prol a pessoa deficiente sem ficar amarrado em “laços” familiares ou politicos-religiosos. A moral cristã, muçulmana, judaica etc..não nos interessa, onde houver destratamento da pessoa deficiente, iremos denunciar sim. Segundo a lei (não sou bom de numeros), o deficiente tem o direito de ficar com a familia, mas pelos anos afora que convivi com muitos amigos deficientes, existem mães despreparadas psicológicamente para cuidar dessas pessoas. Existem mães, pasmem, que já disseram que queriam caixões duplos para quando morressem levassem seus filhos juntos! Onde uma mãe dessas vai ter preparo para cuidar de um filho deficiente?

Outras pagam internet para seus filhos não terem um convivio social, pois antigamente era a televisão, hoje é a internet. Por sua vez, o deficiente não luta para sair disso, é muito cômodo ficar desse jeito, porque eles recebem tudo que querem. Então por que as secretarias e subsecretarias vão se “mexer”? Na minha visão , tenho bem claro e até pouco tempo, pensava que estamos em uma democracia, mas pelo visto, isso é uma tremenda ilusão. Não estamos não! E explico o porque: segundo o prof. Olavo de Carvalho, se um Estado tem muito mais poder do que o povo isso caracteristiza uma ditadura, um Estado autoritário. Isso que é aqui, um Estado burocrátiico e que manda mais do que o povo, é um Estado autoritário, não existe escolha popular, só escolhermos os governantes e somos ainda, induzidos a isso. Na história do Brasil, sempre o povo, foi devoto do Estado, dês de quando Dom João VI organizou aqui. Porque aqui só tinha jesuíta, proprietario rural, escravo, indio e miserável. Este português que acabou de “ferrar” o Brasil criando o funcionário publico que ao invés de ajudar, ele atrapalha o serviço legal. Nada contra os fucionários publicos, pois eles nos devolvem (deveriam devolver) em serviços o que pagamos de impostos. O nome já diz “imposto”, que é algo imposto e não existe, repito, não existe negociação do caso. Se algo é “imposto”, então é “forçado” como é “forçado” nós acreditarmos que temos algum direito garantido com esses “orgãos”, pois não temos dieitos nenhum.

Esses orgãos são iguais aquelas placas de “não pisar na grama”, se não houver nenhum fiscal para olhar se está sendo respeitada a sinalização, nunca será respeitada porque não há uma punição para tal. A placa é as secretarias e subsecretarias e os fiscais são os movimentos, pois se não houver fiscalização dos mesmos não haverá advertencia nenhuma. Muitos movimentos só são meios de convivência ou de ensinar o deficientes virtudes erroneas, não haverá libertação se o deficiente tiver os mesmos conceitos que o resto da sociedade. Homens deficientes tratando mulheres como objetos, mulheres deficientes se entregando para ter uma “migalha” de carinho, uma libertação falsa que muitas pessoas ensinam sem saber o que se trata. Os movimentos deveriam ter o esclarecimento e não tem, porque não querem ter esse esclarecimento, pois um esclarecimento não é o mesmo de conhecer. Conhecer não é o mesmo de ter o esclarecimento, muitas vezes temos o conhecimento e não temos o esclarecimento. Um exemplo claro é que já ouvi falar, muitas pessoas trancam as pessoas com deficiência para não se preocuipar com seu paradeiro, arrumam qualquer desculpa para fazer isso e existem movimentos ingenuos que ao marcar visita, ficam felizes por ver o deficiente bem tratado. Quem vai saber se esse dfeficiente só é bem tratado quando o movimento vai lá visita-lo? Isso que Lennin vai chamar de o idiota necessário, todo movimento deve ter o idiota necessário, e a “fraternidade” tem muitos idiotas necessários.

Immanuel Kant (1724-1804), vai dizer no seu artigo “O que é o Esclarecimento?” que para o ser humano sair da minoridade, tem que ter o esclarecimento e essa mesma minoridade é ele próprio o responsável. Mas o que é é essa minoria? A ignôrancia induzida do medo de ter esse esclarecimento, ou seja, é o que Lennin chamou de o “idiota” necessário, é aquele que não sabe que sua ignorância, é que alimenta a discriminação e abre as portas para o totalitarismo. Um país democratico, cada um deve ter uma posição politica, uma posição dentro de uma visão geral dentro dos seus direitos e deveres, ai sim, se deve ter o esclarecimento. Mas quem nega isso, quem nega sua própria liberdade porque o outro induze a ele a pensar aquilo, é um covarde, um covarde que não infrenta a realidade dos fatos, A realidade é que não existe secretarias, conselhos nacionais e subsecretarrias de promoções de leis, porque tudo não passa de figura de linguagem. Igual o termos usados, como Pessoa com Deficiência, Pessoa Portadora de Deficiência, Pessoa com Necessidades Especiais, não há ligação nenhuma com o que se quer dizer, portar todo mundo deixa de portar algo e é perigoso. Prefiro o termo DEFICIENTE. Os termos são figuras de linguagem porque pessoa com deficiência, por exemplo, é um termo errado. Por que errado? Pessoa com deficiência quer dizer, pessoa que está com alguma deficiência, o “com” é uma preposição que liga o sujeito e o adjetivo, pois a “deficiência” nesse caso é um adjetivo. Mas há um erro aí, pois o “com” quer dizer “está” e se alguém “está” deficiênte pode não “está” e isso não vale para pessoas que são acometidas de uma deficiência permanente. O outro termo é “Pessoa com Necessidades Especiais”. Uma “pessoa com” alguma necessidade é todos, todos contem necessidades e não tem nada de especial nisso.

Por outro lado, o termo “pessoa” vem do antigo “persona” que eram mascaras muito usadas em teatros, Será que não somos um “personagem” criado para satisfazer necessidades sociais? Daí, vimos a moral cristã (não a de Jesus), a moral que a igreja católica apostolica, construiu em cima dos mais fracos. Foucault descobriu que esse negócio de “excluido” é uma coisa que depende o discurso que vem do poder, o discurso que é diceminado para diferenciar e criar o dito “excluido”. Um exemplo é o negro, ninguém vai deixar de ser um humano por ter a cor negra e ninguém no mundo vai deixar de ser negro e ser discriminado se for chamado de afro-descendente. Muito pelo contrario, isso fará diferenciar muito mais e levará a discriminação mais acirrada, porque tudo que é imposto é regeitado com mais veemencia. O mesmo se diz a pessoa deficiente, não vamos deixar de ser “deficientes” por ser chamados de “pessoas com deficiência” ou “pessoas com necessidades especiais”. E nesses termos vimos muito a moral cristá, onde nos põe como pessoas que tem necessidades especiais, mas que no fundo, é um meio de encontrar adjetivos pomposos para nos rotular. Nem acredito em pesquisas de célula tronco pois a esperança de ser “normal” é não aceitar sua condição, não aceitar que somos deficientes sim e não vamos parar de viver por causa disso. Aliás, essa idéia de célula-tronco, me faz lembar a idéia espartana, a idéia da perfeição greco-romana que trouxemos para os dias de hoje com as filosofias de Platão e Aristóteles, onde o perfeito está mais apto a polis; e quantos os nazistas mataram em eutanásia, graças a essa idéia que somos sofredores eternos.

Mas o que eles fizeram, tanto aos deficientes, quanto as outras etnias, não foi nada inventado por Hitler ou por outra pessoa no partido nazi. A eugenia veio dos norte-americanos que tanto Max Weber elogiou em sua ética protestante, onde se matou por muitos motivos e se discriminou como ninguém. Reis Cristãos ao longo da história, fizeram matanças incalculaveis perante todas as etnias e a Igreja Apóstólica Católica Romana, dizimou povos inteiros para impor sua hegemonia perante as nações. Onde está alguma moral de dizer que os nazistas erraram? Na verdade, os nazistas são um grão de areia histórico que dizimou um punhado de “deformes”, perante milhares que foram ao longo de toda a história e pasmem, ainda estão sendo pelos indios amazonicos. A moral cristã está explicada na história do Corcunda de Notre Dame, onde o Corcunda não tem um amor sexual pela cigana Esmeralda, ele não pode amar porque não é perfeito. Então por que condenar os nazis se todos fizeram igual?

Mostro que não é uma questão nova e sim muito antiga que não houve solução, nunca haverá talvez por ignorância induzida do medo, medo esse que fecha e sempre fechará portas para a questão se não acordarmos desse sono enigmatico religioso filosófico do perfeito e de não assumir o que somos. Não quero e nem devo me apegar a curas milagrosas (não que elas não existam), mas me apegar a sempre lutar por um mundo mais acessivel e tavez, quem sabe, construir uma cultura do “deficiente”. Por que não? Por que não podemos fazer linguas ou cidades inteiras a nossa necessidades? Por que tenho que me incluir numa sociedade que não aceita e que são, na verdade, espiritos de rebanho? Minha noiva não tem o transporte e se tiver é só Outubro (mês das eleições), porque é algo provisório de encaixe. Por que panfletaram a escola que ela iria estudar se é um transporte de faxada? Não temos mais nada, só um punhado de soluções ilusórias, tipo e bem caracteristico, da Matrix da inclusão.

e-mail: amaurijuniorbr@ig.com.br

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