Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 5 de julho de 2010

Educação Inclusiva

Vendo muitos artigos sobre inclusão no meio da educação me fez pensar no artigo que venho escrever nesse momento, onde me preocupa o rumo errado onde tudo isso rumará. Uma educação inclusiva não tem – pelo menos nos meus conceitos que são diferentes da maioria – que ser pensada somente no ambito fisico, pois se não mudarmos a visão social no que se diz a cultura, nunca iremos ir além do que, erros lamentaveis.

Temos que fazer a seguinte distinção para fazer uma analise sobre, pois existe a pedagogia (educação ética e civia) e a educação familiar (moral e convivio). Para adentrarmos sobre isso vamos analisar os dois termos, que são: pedagogia e educação. Pedagogia vem do termo grego paidagogo designado aos escravos que levavam as crianças para as escolas. Por sua vez, esse termo era dado porque o ensino grego era chamado de paidéia que era, segundo alguns historiadores, como natural e muito mais humana. O termo latino educare é um termo que designou as escolas a darem o direito a se formar como cidadão, pois se na Grécia foi a filosofia sua maior forma de educar, em Roma, foi a educação familiar o maior pilar. O pai – ou chefe da familia – era o educador e ao mesmo tempo o sacerdote, pois ele que dava toda a formação para desenvolver algo para formar os “civitas”.

Vale lembrar que algumas cidades-estados gregas, eliminavam os “deformes” segundo sua filosofia, num ato que era comum da época, sendo que, o mais famoso era os espartanos a fazer isso. Mas, só a elite descendente dos dórios, faziam isso, o povo mais pobres haviam todo tipo de pessoas. Duas coisas podemos ver, uma é que a população mais pobres não eram uma preocupação entre a elite e os que governavam, eram para serem “perfeitos” e não demostrar faqueza. A idéia de “perfeição” era, na maioria das vezes, um pensamento que dominava todos os outros, porque tanto em Esparta, quanto em Atenas, com os jogos olimpicos e com o pensamento do “belo” como estado corporal. Tanto que Platão, o principal filósofo socratico, dizia em sua Republica que um cidadão tem que ter a perfeição corporal e moral perante a coisa publica. A educação nesses dois Estados principais gregos, eram de total rigor, pois se no começo era um dever familiar (que volta com o surgimento romano). no segundo momento, passa esse dever uma obrigação do Estado como forma de conscientizar o dever dessa pessoa com as cidades estados. Tanto em Atenas, que nesse momento, faz surgir a democracia onde o Estado faz com que cidadãos tomem as decisões da cidade e tome resoluções, é muito diferente o que hoje temos como democracia. Em Esparta, o regime era monarquico que continha dois reis, enquanto um iria a guerra o outro cuidava da cidade, mas que sua educação era rigida e no meio das florestas onde o mais abio, era tido como o comandante.

Mas como todos sabem e como deixei bem claro, o pensamento grego era de total idolatria com a beleza, pois para o grego, ter o corpo são e perfeito era sinonimo de perfeição mental. Platão diz isso muito claramente na Republica e seu discipulo Aristóteles, também faz referencia a esta questão em seu livro resposta Politica. Mas, a questão de educação inclusiva é muito recente, provavelmente, essa idéia veio com a Declaração dos Direitos do Homem que foi o pilar para muito direitos que hoje muitos tem. A perfeição é vista ainda hoje como um fato a ser visto, mesmo com todo o avanço tecnologico e acessibilidade, ainda somos vistos como uma especie de “deformes” como os gregos antigos viam. Se na antiguidade eramos eliminados porque não se tinha um estudo e nem aparelhos para aixiliar nossa locomoção, hoje temos como ter essa locomoção com vários recursos. Mas, junto com esse avanço tecnológico, não houve um avanço na área do pensamento perante a imperfeição.

Daí entra a parte da educação familiar (que no meio academico fica como senso-comum), que forma a moral dentro de uma cultura ou dentro de um pensamento socio-religioso-politico. A familia define a “indole” do individuo e forma seu carater, mesmo que alguns estudiosos neguem isso. Do nascimento até aos 7 anos de idade, a criança fica com sua familia tendo muito pouco contato com o mundo exterior, pois daí que sai seus conceitos e preconceitos que podem ser reforçados quando vão a escola ou mudados com o passar do tempo. A visão das pessoas deficientes, são variadas conforme a visão familiar, como nas outras questões das parcelas sociais discriminatórias e excluidas. Quando algum rapaz joga ovo na cabeça de pessoas no ponto do onibus, humilhando e destratando, é ou não uma questão familiar? Concordo com o filosofo prussiano Immanuel Kant (1724-1804), onde ele diz que a educação vem do colo da mãe e é uma verdade. Tanto a educação grega antiga, quanto a romana arcaica (que são os pilares do pensamento ocidental), são baseados na questão da estrutura familiar e neste contexto, o Estado de direito, formula o que essa cultura precisa e o que os vários tipos de cidadão necessitam para formar esses cidadãos excluidos. Mas será que educação é sinônimo de conhecimento?

O termo vem da palavra latina educare que significa “alimentar”, “criar”. Portanto, educar e alimentar um conceito ou criar ele dentro de uma cultura, sendo ele aceitavel ou não, mas que reforça tudo que a maioria pensa. Um exemplo bem simples é a leitura, pois ao invés de os país darem livros de presente aos filhos, eles dão coisas surpérfluas. Quantos menos as pessoas com deficiência fisica, tida como sinal de deficiência mental também, onde somos trancados em instituições que nada agregam em nossa vida. Se para uma criança que anda e se locomove facilmente muitas vezes é dificil ir e encontrar uma escola adequada, como fazer para colocar uma pessoa deficiente fisica nelas sem acessibilidade?

No Brasil, a educação é precaria e atrasada, não se progrediu diante a nova visão de mundo. Aqui, com a desculpa que o professor ganha pouco, não há uma aula verdadeira ficando o jovem ou a criança, sem saber nada nas matérias. E no mais estranho é a tratação previlégiada daqueles que não seguem a lei (convivência social), e aqueles que seguem e fazem de tudo para não prejudicar o próximo, fica a margem desse processo de inclusão. Será que não era uma boa vingança, fazer com que esses jovens sejam cidadãos conscientes e acabe com esse ciclo vicioso de deixar o povo ignorante para previlegiar a currupção? Não houve, ao meu ver, nenhum processo de inclusão no meio da educação, pois só vejo empresários reclamando de falta de profissionais e também só vejo dizerem não poder acessibilisar todas as escolas. Onde está a inclusão?

Nem eu e a Marley fundamos direito a Irmandade da Pessoa Deficiente, e já tivemos que denunciar algumas escolas não adaptadas e não edificadas como se deveria já que a meta é de todas as escolas – segundo o programa de acessibilidade do governo – serem acessiveis. Olha a resposta a nossa solicitação de adaptação do colégio José Chediak (zona leste de São Paulo) da Coordenadoria de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo:

“O Setor de Planejamento desta Coordenadoria informa que o processo de adequação de edifícios da rede pública escolar estadual para pessoas com deficiência, denominado Plano de Acessibilidade, está em andamento pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação. O Plano está sendo executado gradativamente, de forma a garantir uma uniformização do atendimento e otimizar a distribuição dos recursos disponibilizados para esse tipo de obra. Considerando os critérios estabelecidos pelo Plano de Acessibilidade, existem prédios públicos que apresentam grande nível de dificuldade, médio nível de dificuldade e fácil nível de dificuldade para ser adequado, levando-se em conta desníveis, situação do terreno, localização, entre outros.

Para permitir que toda região tenha pelo menos uma escola em condições de atender esta clientela específica, esta Pasta organizou um cronograma de reformas que prioriza regiões sem nenhuma escola com este atendimento, criando-se “pólos de atendimento”, até que todas as escolas estejam adaptadas convenientemente.

Atenciosamente Gabinete da COGSP/SEE”

Ora, este plano dês de muito tempo está sendo levado gradativamente e muita lentidão pois as pessoas ainda não entenderam que além de uma acessibilidade, existe a segurança e a localidade. Todas as escolas que foram contempladas com essa “bondade” governamental, não contem uma linha de transporte adaptado e nem um horario bom para supletivos. Onde pessoas adultas podem estudar na zona leste de São Paulo? Mas vão dizer para mim: Mas Amauri, tem o ATENDE que pode levar essa pessoa até a escola e trazer de volta para casa não tem? Não, não temos. Esse serviço municipal de transporte, segundo fui informado pela Secretária Municipal de pessoas com deficiencia e mobilidade reduzida (lindo não?), o Ministério Publico (a nossa rivelia) decletou que esse serviço não pode fazer serviços esporadicos e que não pode levar a nenhuma consulta médica ou algo do genero, que toda a utilização deve ser planejada e que não poderá fazer nada eventualmente. Só que além de fechar o serviço as 20:00 hr, sendo que todo supletivo é a noite, ainda na maioria das vezes encaixa a pessoa um dia da semana somente, como se a pessoa só estudasse um dia. As que são adaptadas não tem ponto de onibus perto, em lugar deserto onde a segurança é precária até mesmo para os andantes, onde um país completamente atrasado e sem mérito nenhum se gaba de leis que ainda não são cumpridas. Será mesmo isso uma educação inclusiva? Será que o Minitério Publico vê que esse “servicinho” de vans, que foi uma faxada para o governo ter emprestimos no exterior, faz serviços esporaticos no Teleton ou faz serviços exclusivos em algumas escolas especiais como o Cantinho da Esperança na zona leste de São Paulo?

Quando dizem conter um plano de educação inclusiva, sou muito cético e muito irônico, porque todos tem planos, executar é outra coisa. Educação inclusiva, quer dizer, uma criação de conceitos para a aceitação daquele individuo com mobilidade reduzida a margem da sociedade. Mas podemos ver que o próprio poder publico nos joga a margem da sociedade criando barreiras ideológicas e praticas, onde existe até mesmo uma proteção familiar que se nega a soltar o filho com deficiencia, por causa de resoluções sem nexo. Como podemos acreditar que há uma politica de inclusão se não tem meios para que isso se realise? Quando dizemos que antigamente eramos mortos por causa de nossas limitações, hoje não é muito diferente, pois somos mortos conceitualmente com a hipocrisia que somos aceitos. Onde mesmo somos aceitos? Incluir é aceitar todos os lugares que nos põe? Pense nisso.

Não eramos e não somos aceitos, mas queremos uma melhor perpectiva de vida e de poder fazer o que queremos. O que o mundo cristão mudou para nós? Não eramos mortos para promover “bondades” nobres em nome da ida do individuo ao reino dos céus, e em alguns casos, eramos queimados em emormes fogueiras por sermos “obra” do demônio. Mas até mesmo o demônio, de tão “deforme”, cria uma imagem que as pessoas achem que a perfeição é divina e a inperfeição é demoniaca. Outra vez, nos põe como obra do demõnio, a perfeição deve reinar e não a imperfeiição que determina o que somos, é um ato até cristõ por eles terem misericórdia.

Mas essa etermiação é muito mais profunda, e eu fiz igual o Cazuza e o conjunto Barão Vermelho, “declare guerra quem finge te amar”.

Declare Guerra

Barão Vermelho

Vivendo em tempo fechado
Correndo atrás de abrigo
Exposto a tanto ataque
Você ta perdido

Nem parece o mesmo
Tá ficando pirado
Onde você encosta dá curto
Você passa, o mundo desaba

E pra te danar
Nada mais dá certo
E pra piorar
Os falsos amigos chegam
E pra te arrasar
Quem te governa não presta

Declare guerra aos que fingem te amar
A vida anda ruim na aldeia
Chega de passar a mão na cabeça
De quem te sacaneia

Vivendo em tempo fechado
Correndo atrás de abrigo
Exposto a tanto ataque
Você ta perdido

E pra se ajudar
Você faz promessas
E pra piorar
Até o papa te esquece
E pra te arrasar

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