Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 13 de junho de 2010

publicitário ou telemarketing?

Sistema capitalista

Eu estava me perguntando o que deveria escrever, daí me veio um “clic” bem nos “Dia dos Namorados” que deveria me posicionar na minha opinião sobre a Lei de Cotas que obriga as empresas contratem nós deficientes fisicos e intelectuais. Bom, dia 12 é dia de comprar presente para a namorada, comprar precisa de dinheiro e dinheiro se ganha ou sendo pensionista do INSS (sei lá se mudou essa birosca), ou você trabalha dignamente (assim deveria ser). Daí duas coisas me fizeram ter essa idéia de escrever sobre, uma é ler o Meio & Mensagem online que é um jornal sobre publicidade, outra é o artigo do blog Mão na Roda chamado Dia de Fúria.

Para começarmos eu sou formado em publicidade com 10 em todas as provas. isso mesmo, sou formado em publicdade e tenho o diploma para provar. Sendo um mercado muito regulado e muito desigual onde existem agências que tem em seus quadros de funcionários, mais de 1000 pessoas. Será que essa Lei de Cotas são só para as empresas que contratam com menor salário? Pensem comigo! O cara estuda um bom tempo, faz um monte de provas, estuda liguas e ainda passa…pela lógica do mercado, se a pessoa tem um diploma e isso é provado, ela é um profissional e tem todo o direito de ganhar o salário que é compativel a aquela área. Só que muitos não querem nos pagar mais, não querem contratar o deficiente na área que é compativel com seu diploma. Sinceramente, não vou trabalhar numa empresa de telemarketing ganhando R$ 700,00, se na minha área só pra começar ganho R$ 1. 500,00 (chutando, pois é um pouco mais), isso é um absurdo imenso. E outra, não vou perder meu beneficio do INSS que é um salário minimo (calculem crianças), para ganhar cem ou duzentos reais a mais, se é assim, prefiro viver com o beneficio.

Essa mesmas empresas que querem nos contratar, ou dizem querer, estão reclamando que não há profissionais para as funções e por isso não contratam. Ora, se há tantos profissionais na área, por que então dizem não ter? E ao analisarmos, podemos ver que até a lei de cotas está errada, pois se você disser que a empresa tem que contratar 5% de pessoas com deficiência sem expecificar quantos de cada deficiência, será lógico que será mais facil eles contratarem com menos deficiencia possivel. E mesmo assim é uma lei desigual, já que algumas empresas são obrigadas a cumpri-las e outras não, que cairmos no caso das agência de publicidade. Ao ler o artigo do blog Mão da Roda, podemos ver que o escritor citou o I.Social que é uma consultoria na área da inclusão em empresas e a mesma comentou por um de seus consultores o artigo do colega, que não é atacando as empresas que iremos conseguir algo nessa área e que temos que agradecer, como se fizessem um favor para nós todos. Só que não é um favor, as leis devem ser cumpridas dentro das normas que estão dentro de cada paragrafo e não fazer “adaptações” para caber em cada empresa.

Agora, pensam que no meio publico é muito diferente? Não é não, pois a pouco tempo atrás , fui tentar fazer um concurso publico dentro do COREN (Conselho Regional de Enfermagem-SP) para a área de ajudante administrativo. Só que duas coisas ocorreram, dentro do edital estava que deveriamos mandar um exame médico para lá (xeroz do mesmo), e logo após se o candidato fosse aprovado, ele passaria por uma pericia com um conjunto de profissionais da áea que iriam avaliar se esse profissional era habilitado para o cargo. Outra coisa, perto de minha casa existe um posto que tem meu prontuário que é municipal que passou a ser administrado pelo AMA, só que está sem médico e não tinha jeito de fazer um laudo. A AACD (a senhora entidade do Teleton) demora mais de um mês para fazer um e não daria tempo, pois o prazo era em uma semana, sendo que mesmo que visse antes, não daria tempo. Minha duvida é: será que se nós vamos passar por uma pericia médica, ou de profissionais desta área (vamos acreditar no ser humano), por que “raios” tenho que mandar um laudo antes para provar minha deficiência? Mesmo se há uma avaliação, pode mesmo assim acontecer fraudes, pois se o médico reprovar o candidato com deficiência, sua vaga será dada para outro candidato que pode ser parente ou amigo de alguém de lá, como somos acostumados a ver sempre. Será que é tão diferente assim das empreesas privadas? Digo ser muito pior e muito mais nocivo para nós com deficiência.

Será que devemos festejar leis que não temos? Não é problema ter ou não Cotas, o problema maior é as atitudes diante de tudo isso, pois sempre bati nessa tecla, não adianta termos milhões de rampas, ter milhões de prédios acessiveis, se a postura social e familiar é de total conceito errado diante a deficiência. Sempre quando mandava curriculos, a empresa me ligava e quando dizia ser cadeirante, eles vinham com uma desculpa que não havia nenhuma vaga e que a empresa no momento, não disponibilisava acessibilidade para nós. Diante disso eu como cadeirante, devo acreditar na solução dessa lei, que por vários motivos, pode ser burlada como quiserem e podem? Por que algumas empresas são obrigadas a contratarem e outras não devem?

O slogan da lei de inclusão está errado, pois não vejo mais democrátização diante do deficiente, vejo muito mais desigualdade diante da questão. Como podemos ter inclusão, por exemplo, se ainda temos escolas especiais (como aqui em São Paulo, temos a Estação Especial da Lapa que são depósitos de deficientes que são excluidos da sociedade e tratados como se fossem diferentes), que acabam excluindo muito mais do que incluindo dentro do meio profissionalizante e social? Muito facil achar um lugar seguro para seu filho deficiente do que ensinar o mesmo a enfrentar o mundo, muito mais facil pôr seus filhos ou parentes nessas escolas especiais do que exigir o Estado a incluir e adaptar as escolas para todos. E não na base do sorteio, como é feito, para reformas e adaptações, isso é sim inclusão. É exigi cotas nas universidades (já que a UNIP – Universidade Paulista, me negou bolsa de estudos dando pro jogador Vampeta que nem terminou), onde as empresas seriam o ultimo estagio de alcançar vida independente.

Unica coisa que avalio dessa lei é a inultilidade dela e é só uma faxada para nos conformarmos com “esmolas” e se contentar com pouquissimo. Será que vivemos em uma democrácia? Tenho minhas dúvidas!

Para saber mais minha opnião e da Marley, comprem nosso livro do Clube de Autores, só online>> Liberdade e Deficiência

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Responses

  1. Muito bom este texto Amauri,
    Parabéns.

    • obrigado Sandra…:-)


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