Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 2 de fevereiro de 2010

Abaixo a Hipocrisia cristã!!Cap2

Estava aqui querendo escrever e não sabia se escrevia sobre deficiencia e “inclusão” (onde meu pensamento está mais do que mostrado), e um de filosofia social que também gosto, afinal, filosofia se faz com o cotidiano. Porque não mostrar minha opinião geral sobre tudo isso numa ótica mais abrangente e menos hipocrita, pois para mim, quanto mais mostrarmos a verdade, mais ela libertará as pessoas.

Quando falamos em inclusão, por exemplo, dizemos que as pessoas com deficiência (não gosto desse termo, é muito pomposo), dizemos que nós temos que ser incluidos, porque existe uma idéia de que as pessoas deficientes só serão seres humanos “se” forem incluidas dentro da sociedade vigente. Mas eu (Amauri) não concordo com essa sociedade, onde a maioria diz ter uma conduta moral impecável, que por sinal, é a conduta moral que Cristo propagou ao longo de três anos (do seu batismo com João, até a sua morte na cruz). Todos nós sabemos que não é verdade, se não é verdade, por que tenho que me “incluir” nessa sociedade onde eles não fazem e não seguem essa conduta moral verdadeiramente?

Lógico que no meio dessa conduta moral que modificou o mundo, modificou a conduta de pensamento da sociedade ocidental, tem muito preconceito velado e muito “falsos” profetas que ensinam essas condutas num modo de enganar e dizer que tudo é do “demônio”. Ora, o demônio não seria tão ingenuo e burro, se ele existisse, de tentar pessoas infimas que são meras peças do tabuleiro de xadrez dos “poderosos”; sendo muito mais vantajoso para ele (o demônio) atentar quem detem maior responsabilidade social. O que é melhor, atentar um presidente de um poder bélico enorme, ou um misero morador da Zona Leste de São Paulo que paga aluguel? Não precisamos nem dizer nada, os fatos dizem por si mesmo.

Isso até dá um Tratado enorme teologico, que para falar a verdade, não estou com a minima vontade de especular. As pessoas não entendem mesmo, ainda por cima, vão ainda dizer que estou com o demônio e tentarão tira-lo de mim. Como posso me fazer um “cristãos” se os próprios “cristãos” me vê como um diferente? Ai entra meu pensamento, digamos, meio ortodoxo: se você é de uma conduta moral, sua conduta diante dessa conduta moral deve ser impecavél e não é isso que vejo. Muitos cidadãos que se dizem cristãos, trazem dentro de si um grande preconceito não só no que somos no fisico, mas no que somos verdadeiramente, no jeito de vestir e no jeito de se portar e até no nosso seguimento religioso. Isso é verdadeiramente o que Jesus pregou em toda suas andanças? Quem lê verdadeiramente o evangelho, sabe muito bem, que Jesus sempre recebeu as pessoas não se importanto o que elas TEM, nem com o quê elas se vestiam, mas que elas eram e precisavam de um guia para o caminho para a luz maior. Mas o que seria essa “luz” maior? O conhecimento é nossa luz, afinal, quando lemos as cartas de Paulo de Tarso, vimos que quando Paulo foi pregar lá na Grécia, os primeiros a se converterem foram os filósofos, os amantes do saber e eram seguidores de Sócrates. Então a sabedoria é pecado? Por que a sabedoria é pecado?

Mas o que venho nesse texto dizer é muito simples, é a conduta moral do povo (senso comum) e a moral cristã (uma conduta moral que envergou o mundo antigo). Porque muito simples, o povo só aceita aquilo que lhe convêm, aquilo que é claro em sua vida; muitos ditos cristãos não vão a igreja para louvar a Deus aquilo que já tem, vai pedir mais, cada vez mais eles querem e ficam frustrados. Daí que entra a pregação de não se abalar, porque a fé remove montanhas, mas não as montanhas materiais, mas as montanhas ilusórias que as vezes nos cegam diante de uma dificuldade. Mas diante da dificuldade aparente, blasfemam contra a “lei” divina e até vão contra ela, desrespeitando o próximo e falando “mal” dos outros como fossem “senhores” das condutas perfeitas, mas não são, são apenas o povo que no seu senso comum, distorcem tudo ao seu bel prazer.

Mas vamos voltar a “dificuldades aparentes” que mencionei, pois um povo que viaja tanto, que solta tantos fogos em datas comemorativas (festas juninas, natais e ano novos da vida), não está tanto com dificuldade assim. Além do mais, a sociedade cristã, não tem tanta fé assim para reclamar tanto e com medo do futuro. Fora o Carnaval que se todo mundo tem dificuldade, não poderia pagar entrada em Sambodramo e nem pagar fantasias para uma noite só. Ora, para isso, nós servimos, nós servimos para temos uma ala nas escolas de samba (ensinam o que mesmo?) para ficarem mais bonitas, para pagarmos os “alugueis”, assim sobrando mais dinheiro e a viajem e o fogos estão garantidos. Esse é o povo dito “cristão”? Esse é o povo que gasta o que não tem para assistir futebol, onde onze de cada time corre em uma bola, sendo que quem dirige esses times, enchem o bolso de dinheiro? Essa é a sociedade que me julga por eu se vestir como eu quero e como eu sou, porque não tenho os mesmos gostos e tenho coragem de ter os meus? Essa é a mesma sociedade que julga minha deficiência, que se julga por serem de uma igreja, senhores do bem e do mal.

Não seria o caso daquela passagem que Jesus ao falar com os escribas disse, que eles egoliam moscas e arrontam porcos? Ora, esse povo aprende muito pouco e ainda tem a “moral” de querer ensinar o que eles mesmos não sabem, só dizem bobagem. Sempre me ensinaram que orgulho e vaidade eram pecado, por que então, minha roupa encomoda tanto? Por que ao falar de outra religião, sou de outra religião? As vezes um bom cristão tem que respeitar as outras religiões e deixarem as pessoas decidirem, mas os nazi-fascistas (ah sim, evangelicos e católicos apoiaram Hitler), devem dominar o mundo inteiro e não estão satisfeito com os fiéis que tem. Ai se você diz o contrario para eles, até dizem que somos endemoniados.

Só que preconceito é crime, todo e qualquer preconceito é crime, então cuidaremos o que dizemos e o que fazemos para a lei não nos encontrar. Nós deficientes somos discriminados, porque não somos perfeitos, não somos os filhos que as pessoas esperam, não somos seres que transitam com plasticidade. A mulher deficiente não é aquela “gostosona” que aparece na televisão, no maximo é aquela bobinha para mim tirar uma “casquinha”; o homem deficiente não é aquele fortão gostosão que pode tudo (o Gerson Brener que o diga), afinal, a sociedade dita cristã é seguidora da perfeição. Somos macaquinhos de auditório onde temos que dar esperança ao ser humano, mas não em casar e ter nossa vida, isso é um crime ao conceito da perfeição, mas no esporte que é o que servimos. Como um dia, servirmos como Oráculos (não em Esparta que eramos descartados), como servirmos ontem (no passado) como hoje (no presente), na sociedade cristã.

Depois de tudo isso que mostrei, eu (Amauri), um amante do saber, tenho condições psicologicas de aderir a neurose da sociedade dita cristã? Que além de esmigalhar os ensinamentos de Jesus, ainda subverteu ensinamentos de dois gigantes da filosofia (Platão e Aristóteles) em miseros conceitinhos teologicos, como vou seguir isso? Temos que superar essas conceitos, igual Nietzsche disse em subir a montanha, ou seja, subir além daqueles que são iludidos, aqueles que precisam de pastores para seguir, aqueles que fazem ideais nas suas infimas ilusões. Que liberdade democrática é esta que tenho e sou obrigado a aderir uma religião ou um conceito? Se isso é liberdade democratica, não vejo nenhuma diferença na Ditadura Militar, não é?

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