Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 02/04/2011

Ética e respeito

 

Um rapaz dando descarga na privada (somos descartados assim?

 

Essa merece e deve virar um texto, pois acredito que pode até servir de alerta o que passamos no meio da dita democrácia. Eu e minha noiva Marley, demos uma entrevista numa feira cultural da inclusão promovida pela secretaria municipal da pessoas com deficiência e o conselho municipal das pessoas com defiiência daqui de SP,  para a radio CBN onde dissemos o que faziamos e nossa vida de casal. Lógico que nem tudo é aproveitavél dentro do jornalismo – que por mim, nada é aproveitavel e deveriam fazer novamente o curso – mas a partir do momento que fazemos uma entrevista, temos que respeitar o entrevistado dizendo se vai ao ar ou não. Eis a resposta da jornalista chefe da rádio:

 

Olá,

 

Recebi informação da repórter que não foi possível utilizar a entrevista na matéria e não temos mais esta gravação.

 

Atenciosamente,

 

Lilian Ribeiro

 

Será que a Senhora Lilian Ribeiro está fazendo jus a ética que tanto cobram do governo e seus governantes? Isso para mim é uma falta de educação e de respeito as pessoas que de boa vontade, dão entrevista e respondem a reporte em questão, e dizem o que acham e pensam. Infelizmente é muito comum no meio da comunicação esse descaso, porque não  honram é ética nesse país, não se dá o devido valor as pessoas deficientes como se deveriam dar. Não acho errado essa vigilância homossexual e dos negros sobre os meios de comunicação, e acho, que os movimentos das pessoas deficientes deveriam fazer o mesmo, pois somos discriminados e descartados. Pouco me importa uma entrevista pra uma rádio que por mim (já era ignorada) e agora mais ainda, o problema é a falta de educação tanto da rádio como da jornalista.

 

Lembro que estava conversando com a Marley e ela me contou que a Sonia Abrãao ignorou o advogado cadeirante porque estava atrasada para apresentar um personagem do bbb sei lá que número, que queria ser homem. Um amigo meu queria muito montar um programa de televisão e uma revista sobre deficiência e uma amiga dele o ajudou, ou tentou, e todos recusaram e anos mais tarde aparece a Sentidos. O que demonstra isso? Por que o meu amigo não deu certo e a Sentidos deu? Dêem uma olhada na direção da Sentidos, quase todos de sua direção não tem deficiência, somente dois jornalistas tem. Quem apóia são entidades de porte grande como a AACD, assim, vemos que ainda temos uma certa caracterização de conceito de paternalismo, que deficiente não pode dirigir nada e não pode falar nada. Meu amigo é cadeirante, é funcionário de uma empresa de cartão, lá do fundo do Walmart do Aricanduva.

 

Infelizmente não darei mais entrevistas e se der, tem que me garantir que não vou ser descartado como fizeram nesse caso, onde faltou ética e respeito. A liberdade e deficiência são dois caminhos em oculto que pregam alguns demagogos.

Aonde está a nova era do defiiente?

Comprem nosso livro Liberdade e Deficiência

Escrevam para mim amaurijuniorbr@ig.com.br

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