Ser um Deficiente

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Mara Gabrilli e a Inclusão social


As vezes as pessoas dizem que tenho criticas “acidas” com relação a Mara Gabrilli, mas ninguém sabe que acompanho o trabalho dela dês do começo e me encheu de alegria que mesmo com deficiência podemos muita coisa. O leitor deve está perguntando: – O quê?! O Amauri falando em alegria sendo que só critica as coisas, como é isso?

Minhas criticas não são para acabar com as pessoas e seus devidos trabalhos, mas sempre melhora-los e até pôr eles em seu devido lugar, senão, fica rodando igual os cãozinhos que correm atrás do próprio rabo. Mas o que todos não sabe é que tenho uma enorme admiração de pessoas com deficiência como ela, que não ficam vendo a vida passar não, vão a luta e não ficam achando pêlo em ovo. Por que pêlo em ovo? Porque muitos de nós, as vezes, mascaramos uma VERDADE como um PRECONCEITO e não é. Verdades são relativas ao que as pessoas pensam sem nenhuma POMPOSIDADE, se temos uma “limitação”, temos que encarar essa “limitação” sem as mascaras que muitos põem para nos tratar como “coitadinhos”, mas que as vezes nos faz necessário para haver uma ruptura com as ilusões que nos cercam. Os mestres zen sabem muito bem disso entoando um coan (que são perguntas e atitudes, que muitas vezes, são violentas), para o discipulo acordar do seu sono (digamos assim) das ilusões que a vida nos leva. Pré-conceito é um conceito pré estabelecido das imagens coletivas de uma sociedade, ou seja, são imagens que fazemos de uma etnia ou de uma pessoa, que são generalizações de estereótipos que fazemos com inúmeras propagandas ou escritos, sobre determinado assunto. Dizem que nós não podemos nos mexer em geral, no entanto é uma imagem pré estabelecida de apenas alguns (que são acometidos de tetraplegia e distrofia muscular entre outras), que passam essa imagem. Minha deficiência é paralisia cerebral (falta de oxigênação no cérebro na hora do parto, ou em alguns casos, por minigite que não é meu caso e da grande maioria, que por falta de pediatra na hora do parto, costuma-se nascer assim), em grande parte se mexem, sentem as pernas e até tem desejos sexuais (sim PC tem tesão!).

Acho que cometi o pecado de falar de sexualidade, mas sexualidade envolve todo e qualquer ser humano que vive. Mas volto depois, por hora quero entrar em outra questão. O que não concordo com a Mara e outros do segmento que defendem a “inclusão social, é que para mim ter uma condição melhor dentro da vida que levamos, é necessário me incluir na idéia de PERFEIÇÃO que a maioria acredita. Onde e por que eu faria isso? Daí vamos cair num conceito falso e pré-estabelecido de alguns que nos vendem tal idéia, que é só a falsa, porque a verdadeira INCLUSÃO é muito mais profunda do que isso. Ouso até afirmar que essa idéia que tentam pôr em minha cabeça é apenas um MITO, criaram um MITO para justificar as milhões de reinvidicações que as pessoas com deficiência fazem diariamente. Uma coisa eu concordo com a vereadora, temos umas das melhores legislações do mundo, mas não cumprimos rigorosamente. Aliás, temos o hábito de não cumprir as leis sempre pondo em questão, o “jeitinho” brasileiro de ser. Em NENHUM lugar do mundo uma emenda da ONU é lei como é no Brasil, então não é por falta de leis e sim, por falta de CARATER mesmo.

Estou estudando a questão a fundo para não ser injusto, tanto que comprei um livro “Os Deficientes e Seus Pais” do Dr Leo Buscaglia que é professor da Universidade no Sul da Califórnia nos EUA e especializado em educação especial. Ele mostra um fato interessantissimo que o problema começa lá no médico, sim leitor, aquele cara que dá a vida para você ter a vida, quando nasce uma pessoa com deficiência, ele olha com cara de “bunda” e dá a noticia como se a desgraça caisse no colo daquela mãe. Não precisa nem nascer assim, se sofrer um acidente e você não morrer e ficou “chumbado”, morreu a esperança de ter uma vida digna. Ora, se nos Estados Unidos é assim, imagine um país do terceiro mundo que há além de casos de regeição ao imperfeito, também a maioria da população, não está preparada nem para ter filhos sem deficiência, quem dirá, com deficiência. Não é só conceito estereotipados, somos partes de um bem maior, mas a sociedade ainda insiste em nos colocar nas imagens que passam em novelas e seriados. Não podemos ser essa sociedade, não podemos (acho eu) ter esse tipo de pensamento e preconceitos, porque somos atacados e regeitados por causa deles. Tudo o que nos causam danos, teve uma causa, começa lá no médico e termina na sociedade; porque as pessoas tem idéias construidas em torno do que elas veêm, na midia, e o que elas ouvem falar.

Não podemos muita coisa porque essa mesma sociedade cobra, não faz nada por ela mesma e não segue sua conduta moral (cristianismo), porque assim que suas mentes foram condicionadas e por vezes, criando recalques, mas cobram que a familia tem que ser a melhor possivel, tem que ser todos perfeitos, indo nas festas e se comportando bem (lógico o que a sociedade “acha” ser etiqueta). Esta não faz por ai não, pois jogam lixo na rua, jogam entulho nas praças, que dão enchentes (coisa que a imprensa não diz) e ainda querem que nós façamos e somos perfeitos, que façamos o que eles dizer ser “certo” criando muitos recalques que no ano passado, a imagem desse moralismo demagogo, foi os alunos na UNIBAN que deveriam dar o exemplo. Mas como vimos no caso dos médicos que tem esses mesmos preconceitos, o aluno universitário não perde esses preconceitos sociais, por causa da insuficiência e a conduta errada do ensino aqui no Brasil. Então a “inclusão social” é um MITO que criaram para mascarar esse mesmo SIMBOLISMO de igualdade que é uma mera ilusão, essa mesma ilusão é criada na imagem passada por vários veiculos e culturalmente, já que somos herdeiros da cultura greco-romana, enraizada.

Se a cultura greco-romana cultua a beleza e herdamos isso, o moralismo fica por conta da cultura judaico-cristã, que cultua o controle e não dizer ou fazer aulas e mencionar a sexualidade. Segundo algumas vertentes cristãs, principalmente a católica, a sexualidade serve para o único fim a procriação. Os imperfeitos eram (ainda é?) vistos como não contendo alma, vendo nós deficientes, como algo que contêm o caos dentro de nós, assim sendo, um corpo harmonioso é o perfeito. Hoje isso não é tão exposto por causa que seria caracterizado como preconceito e também, com o advento do nazismo, isso ficou meio levado como uma regeição ao mais fraco e imperfeito criando uma sociedade perfeita (que vimos em Esparta e na maioria dos Estados gregos). Estamos vivendo um Estado cristão-espartano? São perguntas que as vezes, choca, mas são necessárias para uma reflexão mais aprofundada. Os deficientes não tem sexualidade, não podem ter sexo e não devem ter a imagem de seres sensuais, isso é regra dizer, não tem jeito. Quando tocamos no assuinto namoro, lógico, que tocamos na sexualidade e isso é um TABU imenso e não só por questões religiosas, é uma questão da imagem que a pessoa com deficiencia é passada, como eternas crianças. Não estou exagerando, pois vivo isso, sei disso e não escondo pra ninguém que o deficiente tem sim uma sexualidade.

Portanto, a Mara Gabrilli está de parabéns o exemplo de superação e garra por tudo que passou e deu a volta por cima, mas ela e outros erram em afirmar só uma parte disso tudo, uma parte muito pequena de algo muito maior e profundo que não envolve só nós, mas a maioria que vive ainda em uma misera ilusão muito parecida com o filme Matrix. Muitos poucos sabem, isso é descrito nas religiões hindu, que tudo que vimos são conceitos feitos por outros que querem nos manipular e a idéia dessa inclusão, é uma manipulação porque o erro é na raiz do poder vigente, tudo é ilusão e a verdade é que todos nós somos iguais e humanos. Eles podem ter uma sexualidade resolvida, ter uma vida social plena, um trabalho digno, mas são apenas uma minima minoria de pessoas que tem influência no meio. A grande maioria ainda é oprimida, não só na questão socio-familiar, mas na questão de suas duvidas, medos, vontades e desejos que não realizam. Peço a vereadora, descer um pouco e olhar os pobres mortais.

4 04UTC Fevereiro 04UTC 2010 Publicado por eu23 | Uncategorized | | Sem comentários ainda

Abaixo a Hipocrisia cristã!!Cap2

Estava aqui querendo escrever e não sabia se escrevia sobre deficiencia e “inclusão” (onde meu pensamento está mais do que mostrado), e um de filosofia social que também gosto, afinal, filosofia se faz com o cotidiano. Porque não mostrar minha opinião geral sobre tudo isso numa ótica mais abrangente e menos hipocrita, pois para mim, quanto mais mostrarmos a verdade, mais ela libertará as pessoas.

Quando falamos em inclusão, por exemplo, dizemos que as pessoas com deficiência (não gosto desse termo, é muito pomposo), dizemos que nós temos que ser incluidos, porque existe uma idéia de que as pessoas deficientes só serão seres humanos “se” forem incluidas dentro da sociedade vigente. Mas eu (Amauri) não concordo com essa sociedade, onde a maioria diz ter uma conduta moral impecável, que por sinal, é a conduta moral que Cristo propagou ao longo de três anos (do seu batismo com João, até a sua morte na cruz). Todos nós sabemos que não é verdade, se não é verdade, por que tenho que me “incluir” nessa sociedade onde eles não fazem e não seguem essa conduta moral verdadeiramente?

Lógico que no meio dessa conduta moral que modificou o mundo, modificou a conduta de pensamento da sociedade ocidental, tem muito preconceito velado e muito “falsos” profetas que ensinam essas condutas num modo de enganar e dizer que tudo é do “demônio”. Ora, o demônio não seria tão ingenuo e burro, se ele existisse, de tentar pessoas infimas que são meras peças do tabuleiro de xadrez dos “poderosos”; sendo muito mais vantajoso para ele (o demônio) atentar quem detem maior responsabilidade social. O que é melhor, atentar um presidente de um poder bélico enorme, ou um misero morador da Zona Leste de São Paulo que paga aluguel? Não precisamos nem dizer nada, os fatos dizem por si mesmo.

Isso até dá um Tratado enorme teologico, que para falar a verdade, não estou com a minima vontade de especular. As pessoas não entendem mesmo, ainda por cima, vão ainda dizer que estou com o demônio e tentarão tira-lo de mim. Como posso me fazer um “cristãos” se os próprios “cristãos” me vê como um diferente? Ai entra meu pensamento, digamos, meio ortodoxo: se você é de uma conduta moral, sua conduta diante dessa conduta moral deve ser impecavél e não é isso que vejo. Muitos cidadãos que se dizem cristãos, trazem dentro de si um grande preconceito não só no que somos no fisico, mas no que somos verdadeiramente, no jeito de vestir e no jeito de se portar e até no nosso seguimento religioso. Isso é verdadeiramente o que Jesus pregou em toda suas andanças? Quem lê verdadeiramente o evangelho, sabe muito bem, que Jesus sempre recebeu as pessoas não se importanto o que elas TEM, nem com o quê elas se vestiam, mas que elas eram e precisavam de um guia para o caminho para a luz maior. Mas o que seria essa “luz” maior? O conhecimento é nossa luz, afinal, quando lemos as cartas de Paulo de Tarso, vimos que quando Paulo foi pregar lá na Grécia, os primeiros a se converterem foram os filósofos, os amantes do saber e eram seguidores de Sócrates. Então a sabedoria é pecado? Por que a sabedoria é pecado?

Mas o que venho nesse texto dizer é muito simples, é a conduta moral do povo (senso comum) e a moral cristã (uma conduta moral que envergou o mundo antigo). Porque muito simples, o povo só aceita aquilo que lhe convêm, aquilo que é claro em sua vida; muitos ditos cristãos não vão a igreja para louvar a Deus aquilo que já tem, vai pedir mais, cada vez mais eles querem e ficam frustrados. Daí que entra a pregação de não se abalar, porque a fé remove montanhas, mas não as montanhas materiais, mas as montanhas ilusórias que as vezes nos cegam diante de uma dificuldade. Mas diante da dificuldade aparente, blasfemam contra a “lei” divina e até vão contra ela, desrespeitando o próximo e falando “mal” dos outros como fossem “senhores” das condutas perfeitas, mas não são, são apenas o povo que no seu senso comum, distorcem tudo ao seu bel prazer.

Mas vamos voltar a “dificuldades aparentes” que mencionei, pois um povo que viaja tanto, que solta tantos fogos em datas comemorativas (festas juninas, natais e ano novos da vida), não está tanto com dificuldade assim. Além do mais, a sociedade cristã, não tem tanta fé assim para reclamar tanto e com medo do futuro. Fora o Carnaval que se todo mundo tem dificuldade, não poderia pagar entrada em Sambodramo e nem pagar fantasias para uma noite só. Ora, para isso, nós servimos, nós servimos para temos uma ala nas escolas de samba (ensinam o que mesmo?) para ficarem mais bonitas, para pagarmos os “alugueis”, assim sobrando mais dinheiro e a viajem e o fogos estão garantidos. Esse é o povo dito ”cristão”? Esse é o povo que gasta o que não tem para assistir futebol, onde onze de cada time corre em uma bola, sendo que quem dirige esses times, enchem o bolso de dinheiro? Essa é a sociedade que me julga por eu se vestir como eu quero e como eu sou, porque não tenho os mesmos gostos e tenho coragem de ter os meus? Essa é a mesma sociedade que julga minha deficiência, que se julga por serem de uma igreja, senhores do bem e do mal.

Não seria o caso daquela passagem que Jesus ao falar com os escribas disse, que eles egoliam moscas e arrontam porcos? Ora, esse povo aprende muito pouco e ainda tem a “moral” de querer ensinar o que eles mesmos não sabem, só dizem bobagem. Sempre me ensinaram que orgulho e vaidade eram pecado, por que então, minha roupa encomoda tanto? Por que ao falar de outra religião, sou de outra religião? As vezes um bom cristão tem que respeitar as outras religiões e deixarem as pessoas decidirem, mas os nazi-fascistas (ah sim, evangelicos e católicos apoiaram Hitler), devem dominar o mundo inteiro e não estão satisfeito com os fiéis que tem. Ai se você diz o contrario para eles, até dizem que somos endemoniados.

Só que preconceito é crime, todo e qualquer preconceito é crime, então cuidaremos o que dizemos e o que fazemos para a lei não nos encontrar. Nós deficientes somos discriminados, porque não somos perfeitos, não somos os filhos que as pessoas esperam, não somos seres que transitam com plasticidade. A mulher deficiente não é aquela “gostosona” que aparece na televisão, no maximo é aquela bobinha para mim tirar uma “casquinha”; o homem deficiente não é aquele fortão gostosão que pode tudo (o Gerson Brener que o diga), afinal, a sociedade dita cristã é seguidora da perfeição. Somos macaquinhos de auditório onde temos que dar esperança ao ser humano, mas não em casar e ter nossa vida, isso é um crime ao conceito da perfeição, mas no esporte que é o que servimos. Como um dia, servirmos como Oráculos (não em Esparta que eramos descartados), como servirmos ontem (no passado) como hoje (no presente), na sociedade cristã.

Depois de tudo isso que mostrei, eu (Amauri), um amante do saber, tenho condições psicologicas de aderir a neurose da sociedade dita cristã? Que além de esmigalhar os ensinamentos de Jesus, ainda subverteu ensinamentos de dois gigantes da filosofia (Platão e Aristóteles) em miseros conceitinhos teologicos, como vou seguir isso? Temos que superar essas conceitos, igual Nietzsche disse em subir a montanha, ou seja, subir além daqueles que são iludidos, aqueles que precisam de pastores para seguir, aqueles que fazem ideais nas suas infimas ilusões. Que liberdade democrática é esta que tenho e sou obrigado a aderir uma religião ou um conceito? Se isso é liberdade democratica, não vejo nenhuma diferença na Ditadura Militar, não é?

2 02UTC Fevereiro 02UTC 2010 Publicado por eu23 | Uncategorized | | Sem comentários ainda

Abaixo a Hipocrisia cristã!!!

se os próprios cristãos me discriminam, então que vai nos defender?Eu estou sendo discriminado pelo meu jeito de vestir e pela minha deficiencia e pasmem, são membros da igreja de cristo, Não podemos casar porque somos deficientes e não sou de “Jesus, isso é uma atitude nazi-fascista. Vamos nos unir para parar essa podridão das igrejas e seus membros com a hipocrisia cristã, com os maus cristãos que usam a palavra de Jesus para diceminar a “sem-vegonhice” e tudo que um cristão não é, além do pré-conceito

Estou sendo discriminado (não sou eu, mas minha noiva que recebe pressão psicológica), não podemos namorar em paz, não podemos se falar em paz, não podemos ir nos eventos juntos que somos discriminados e ela não pode ir na minha casa…como pessoas que se dizem da Assembléia de Deus podem dizer que são de “Jesus”?

2 02UTC Fevereiro 02UTC 2010 Publicado por eu23 | Uncategorized | | Sem comentários ainda

Povo bonzinho da UFRJ

Vou deixar o pessoal da UFRJ falar depois comento:

Caros,

Estamos enviando esta carta com o intuito de solicitar vosso auxílio numa pesquisa acerca da acessibilidade de pessoas com necessidades especiais a eventos esportivos, em particular envolvendo jogos de futebol. Por meio de um questionário, o qual se encontra em anexo, visamos diagnosticar as principais dificuldades encontradas por essas pessoas no tocante à locomoção e acomodação, no deslocamento e dentro do local onde se realiza o evento esportivo.

Desde já agradecemos a sua participação, e nos colocamos à disposição para qualquer esclarecimento adicional sobre este estudo.”

Tal pesquisa é desenvolvida pelo Programa de Engenharia dos Transportes (PET-COPPE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e conta com o financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e da FAPERJ.

A partir da sistematização e análise dos principais problemas relativos à acessibilidade das pessoas com necessidades especiais, pode-se contribuir para realização de propostas para melhorias nesta questão.

Por fim, para alcançar os objetivos pretendidos, é essencial contar com a colaboração e o seu apoio no preenchimento do questionário em anexo. Gostaríamos de destacar que será mantido o sigilo das informações a nós fornecidas, e os resultados alcançados serão disponibilizados para futuras consultas.

Em breve submeteremos uma nova consulta sobre este tema, mas vinculado ao acesso aos shoppings centers.

Bom, podemos começar dizendo que nem leram as regras do grupo CIADEF de não poder mandar anexo, depois vem dizer que QUEREM fazer um projeto para adaptar as inumeras arenas de “pão e circo” que existe no nosso país para agradar o povo. Como vamos a essas arenas? Lógicamente, para ter acesso a esse determinado showzinho, temos que ter transporte e ai depois podemos assistir uma partida de futebol.

Estou aqui refletindo como o pessoal é “bonzinho” e ainda com financiamento de tal importante orgão ficam muito mais. Mérito a esse tipo de coisa não dou, não tem jeito, não há nada a se fazer nesse aspecto de achar que eu – Amauri – devo somente assistir uma partida de futebo, ficar feliz e ainda pedir um autografo dos jogadores…ora, isso é coisa de fã clube de novelinha de adolescente! Mas isso é bem feito para as pessoas com deficiencia que insistem em aceitar “esmolas”, pois qualquer lugarzinho que possamos ir, para as pessoas está muito bom, mas não é assim. Se queremos respeito e aceitação, temos que primeiro, afirmar nossas vontades e nessas vontades sermos aceitos perante a sociedade. Não é incluir, é aceitar nossa condição e vontade.

Por que TENHO que me incluir numa sociedade que eu não concordo? Por que tenho que ser o que não sou para agradar aqueles que me regeitam? São questões que o deficiente tem que fazer para si mesmo e olhar a sua volta, olhar a vida que leva e dizer se aquilo tudo vale a pena. Não podemos muitas coisas por causa de nossas atitudes, não por causa muitas vezes, de nossas deficiências e sim o que fazemos delas. Isso que vimos nessa carta, muitas vezes, são reflexos de nossas atitudes perante o segmento. Quem vai colaborar para uma coisa dessas sem antes refletir o “porque” de tudo isso sem ao menos se indignar?

Não tenho nada contra o futebol em si – cada um perde seu tempo como quiser – mas há muito mais prioridades para alegarmos que isso é importante ou não e isso não vai incluir o deficiente dentro da sociedade. A inclusão não está num lado externo, mas no lado interno de cada um em se aceitar como se é e se isso não for entendido, milhares de rampas podem ser construidas e nada vai adiantar. Por outro lado, podemos ver que não podemos ir em nenhum teatro, nenhum cinema, nenhum outro lugar além daquilo que INTERESSA que nós vamos.

Quando em inúmeras vezes digo que o Zezinho da Esquina todo cagado e mijado está largado dentro de sua casa, não estou brincando não, estou falando sério. Não adianta montar acessibilidades enormes e bonitas se um médico com cara de “bunda” dá a terrivel noticia que a mãe – que por razões sociais espera um filho “perfeito” – teve um filho deficiente e esse filho vai depender dela por toda vida. Isso é um crime! Tinha que se avaliar essas escolas de medicina e se fechar essas universidades, não prestam para tirar do médico os preconceitos sociais, então tratar de doentes jamais.

Vou terminar com um final de um e-mail que respondi num desses grupos de deficientes:

O Confronto só vai acontecer quando pararmos de ver novela, parar de idealizar Lucianas da vida, ou sonhar com uma Avenida Paulista mais adaptada como quer a Mara Gabrilli e fazer algo o que falei acima. É escrever pro ministro da saude enquanto movimento e cobrar dele uma atitude, é escrever para o politico que você votou e cobrar uma posição dele enquanto isso. Só vejo ações assim, quando os PARAPLÉGICOS tem que pagar IPVA, ou quando os PARAPLÉGICOS não tem financiamentos para ir na paraolimpiadas. TODOS nós SOMOS deficientes, andamos numa cadeira de rodas, andamos de muletas, com bengalas, e as vezes, DEPENDEMOS dos outros para algumas tarefas, mas a INCLUSÃO é para TODOS e não para alguns “bonitinhos” do segmento. “

Preciso dizer mais alguma coisa?

Se tiver perguntas sobre o texto ou outras acesse >http://www.formspring.me/Amaurinolascosj

29 29UTC Janeiro 29UTC 2010 Publicado por eu23 | Uncategorized | | Sem comentários ainda

O QUE APRENDI NO SEGMENTO

Hoje eu acordei de bom humor e calmo, abri meu facebook e resolvi testar aquele aplicativo para ver minha vida passada e deu que fui um filosofo grego, ai fiquei feliz pra caramba (risos). Mesmo gostando muito de filosofia, principalmente os clássicos gregos como a trina Sócrates, Platão e Aristóteles, sei que se tivesse nascido naqueles tempos teria sido morto pela minha deficiência física (até onde isso é verdadeiro não sei, não sei se por minha família ser classe media baixa isso iria acontecer). Na verdade gostei da definição, mesmo sabendo igual mestre Sócrates (não o jogador bêbado medico que virou espírita ficou santo), que nada sei, estou em constante aprendizado e sempre humildemente estou aprendendo.

O que aprendi dentro do segmento foi que estamos aprendendo sempre, essa cadeira de rodas onde estou sentado é minha mais bela professora e não só ela, o preconceito e a negação de sermos humanos nos fazem mais humanos ainda. Vendo o blog da colega Fabiana, Experiências de Fabiana, lendo seus textos simples e ao mesmo tempo sinceros, estou vendo outra maneira de escrever. No meu texto sobre minha decisão de ir à festa de aniversario de minha futura cunhada, falo da minha experiência mística da escolha, minha experiência de ir além do que vou; a quebra do medo e surgimento da cautela, os inúmeros processos para eu ser o Senhor do Fogo e saber olhar além dessa realidade aparente. Nossa experiência mística não é ir na missa todo dia de manhã (no caso dos protestantes, ir ao culto toda as noites), é para mim encontrar nosso lado místico das escolhas que temos que fazer, olhar para si e descobrir que só vamos encontrar Deus, se encontrarmos a nós mesmos.

E o que podemos fazer para encontrar a nós mesmos? Aceitar nossas limitações e ficar de “bem” consigo mesmo, pois o “reino dos “céus” cristão é somente isso, tem a consciência que temos nossas limitações. Não quero aqui fazer nostalgia de coisas que já passaram, coisas que me trouxeram para a vida, viver é muito mais do que conviver com os outros seres humanos, viver é um encontro de si e um aprendizado de espírito que temos que passar. Tive também experiências boas dentro da AACD, onde aprendi minhas primeiras letras, a ter condições de sentar e de ter um pouco de equilíbrio, mas teve coisas ruins como operações desnecessárias e erradas, sonhos e amizades interrompidas por regras que nada tem a ver com a inclusão; esse texto não é para falar de inclusão, fica uma coisa muito comum, muito embasada no dia a dia de pessoas que ainda não se encontraram e não aprenderam a se juntar com sua cadeira de rodas, muletas ou aparelhos, ter dentro de si que são extensões de nosso corpo, extensões de nossa alma. Ser deficiente físico é olhar para as pessoas de baixo para cima, ter a humildade de poder com um sorriso pedir algo a alguém, sem medo, sem ilusões e preparados para qualquer resposta.

Aprendi dentro do segmento que o ser humano é marcado por fatos, não são marcados por coisas, fatos que passam dentro da vida que fazem a diferença. Aprendi que não é por ser um deficiente físico, não posso ter desejo, não posso fazer uma vida digna de ser vivida, olhar a vida como ela é. Porque não somos de cristal, não somos seres que morreremos se ser virarmos, não vamos nos perder porque não quisermos seguir uma religião, não vamos “sarar” para sermos aceitos, somos o que somos e não fará diferença se nos olharmos intimamente e encontrarmos potencialidade para quebrarmos barreiras. Mas esse texto é muito mais sobre inclusão, é muito mais sobre rampas e transportes adaptados, é sobre o que fazer para adaptar e mesclar essas filosofias e teorias com nosso segmento é para dizer os inúmeros aprendizados que tive na historia de minha vida dentro dos movimentos.

Eu entrei no segmento em 1992 quando ingressei no movimento FCD (Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência), onde com apenas 16 anos, entrei num outro mundo que não tinha vivido. Aqueles mesmos deficientes que ficavam sorrindo para as voluntarias da AACD, na verdade bem esculachada, eram verdadeiros marginalizados pelas mesmas “tias” que nos cuidavam. Não posso deixar de dizer que o maior culpado disso tudo é o próprio deficiente, que não luta para mudar sua realidade enquanto recebe tudo de “mão beijada” o que a família nos dá e não vai atrás daquilo que tanto quer. Claro que demorei muito para entender que muitas vezes fazemos guerra com nossos próprios companheiros, que mesmo tendo um numero considerado de deficientes dentro do movimento, nenhum entende que devemos ter união. Mas é um assunto que voltarei mais tarde, onde relatarei mais coisas. No momento tenho que dizer que demorei muito para me encontrar, demorei muito para saber que aquele monte de deficiente tinha muito a ensinar e eu a aprender com isso.

Na verdade, não houve nenhum fracasso ou perda que não trouxe em minha vida, algo que não fizesse aprender. Mas tudo começou no movimento e dentro da Oficina Abrigada de Trabalho que ficava na unidade da Mooca da AACD, onde eram jogados (sem exageros), deficientes que a entidade classificava como sem condições de aprendizado. A Associação além de ter um Marketing ruim, que na minha visão de publicitário formado é péssimo, tem uma pedagogia arcaica, paternalista ao cubo, e não tenho como falar que essa pedagogia não existe como tal, é apenas uma tentativa de “abocanhar” pacientes e falar que eles são os melhores da America- latina, mas tenho minhas duvidas no qual os critérios que fizeram essa associação ser eleita. Tudo nos leva ao “bem” ocidental que temos que olhar o próximo e cuidar dessas crianças “defeituosas” que tiveram azar de nascer assim, nos enxergam como “coitadinhos” e nunca como seres humanos capazes de mudar a realidade. Ai que o “bicho” pega, o que será a realidade a não ser aquela que somos condicionados a acreditar? Não somos levados a ver a verdade e sim, a verdade aparente. Naquele tempo isso para mim era realidade, era destinado a trabalhar muito em serviços que nada me agregavam meu pai pagando para nós temos que trabalhar e nada sabia que tinha um mundo lá fora, ainda estava no mundo de Matrix. A caverna platônica estava na minha frente, nos mostravam sombras e acreditávamos que aquilo era verdade, que aquilo era o único destino que tínhamos pela frente.

Minha caverna de Platão durou até minha grande desilusão amorosa que foi muito traumatizante, tanto, que me senti inseguro por muito tempo para ter uma relação e mais uma vez me mostrou a falta de amadurecimento das pessoas com deficiência. Mas sabe de uma coisa? As desilusões são boas para temos acesso ao que as pessoas são e não o que idealizamos que elas deveriam ser para suprir as nossas necessidades, ou seja, as desilusões são fatos que não suprem o que realmente queremos. Mas graças a isso se teve meu “Big Bang” intelectual (digamos assim), porque comecei a me interessar da onde vim, da onde veio minha duas famílias; graças ao filme Coração Valente me despertar para algo como “onde” e o “porque” da Idade Média, o que veio antes e o que veio depois. O mundo despertou em minha frente como se tivesse saído mesmo de uma caverna, saído da escuridão de ilusões que a cultura ocidental nos mostra e nos põem. De Paulo Coelho até J.R.R. Tolkien (onde li o Senhor dos Anéis em duas semanas e detalhe, os três livros). Podemos até pegar a analogia do livro Senhor dos Anéis, e por tudo isso como o anel que temos se temos coisas boas no coração, ele desperta em nós essas coisas boas, se temos algo ruim, desperta essa coisa ruim; também se trata de ver as coisas como a natureza de cada coisa.

Aconteceu que Sócrates foi parar em minhas mãos, meu pai comprou essa coleção para deixar para meus irmãos estudarem na faculdade, mas a coleção acabou sendo minha e as devidas faculdades de meus irmãos não pediram esse tipo de leitura. Vocês acham que faculdades no Brasil pedem para os alunos lerem filosofia? Nem para saber quem são ou o que fizeram, dão o básico e olhe lá. Ler filosofia é uma arte de entrar no Logos (razão) universal, graças a ela, aprendi a equilibrar e amadurecer minhas idéias dentro da minha sensibilidade e minha razão. Hoje sou um cara resolvido, mas antes do meu “Big Bang” não era e para ser sincero, não era a pouco tempo atrás. Como percebi nos últimos tempos, eu era uma “Amélia” versão masculina porque queria me sentir amado, pois era um engano terrível e foi a pior coisa que poderia ter sido na minha vida. a melhor é ter chegado na filosofia e em outro mundo que desconhecia, a “Amélia” versão masculina morreu e no lugar vive um carinha que assumiu o jogo e começou a se cuidar; depois que li muitos autores bons, minhas idéias começaram a “ferver”.

Muito porem não concorde com muitos, eles abriram minha cabeça para uma coisa: ter idéias minhas e idealize comigo; todos que pensam pensar por si mesmos sempre nunca pensaram por si mesmos, sempre trataram as coisas como normal. Um ser humano que gosta de onze homens correndo atrás de uma bola é “normal”? Isso é divertimento e alienação da massa, nada menos e nada mais, pois quem paga mais é campeão. Quantas copas o Brasil com um grande time perdeu? Comecei a não torcer mais para o Brasil depois da copa de 1986 onde entregaram o jogo, vi que é tudo arranjado, vi que o mundo é feito de perdedores que se vendem por mixarias. Eles são felizes por ter feito isso? Claro que não, tanto que alguns foram jogar e ser treinadores muito longe daqui por não suportar a consciência latejando. Outra coisa que me jogou longe desse tipo de coisa foi a morte do Ayrton Senna, daí nunca mais na F1 o Brasil não foi campeão e o esquema sempre correu bem; ai me veio na mente: era mesmo para a barra de direção quebrar? Não sei. Só sei que não assisto mais nada que me faça de trouxa.

Politicamente sou um sujeito critico e cético, não acredito das “boas” intenções de nenhum político e de nenhuma ideologia política. Por quê? Porque todas as boas ações desse pessoal têm algo por trás, nas vans adaptadas paulistas claro que tem esquema, como tem nos ônibus adaptados; um serviço muito caro e muito pouco bem servido, onde as adaptações são erradas e pouco eficazes. Mas por que isso? Porque eles fazem teste com pessoas que não precisam, pessoas que no seu intimo estão pouco ligando para esse tipo de situação em questão, eles tem carro e não precisam; a diretoria dos transportes daqui sabe e é esperta, pois ouvem o que querem ouvir. Na política sou a favor de pegar pesado, ser duro e fazer cumprir as leis e isso são obrigação do cidadão cobrar e tudo isso é culpa da massa. Quem elege os governantes? O cara do bar não trabalha no governo para o povo reclamar para ele. Estamos ou não estamos numa democracia? A indecência popular é engraçada ao extremo de eleger cidadãos e depois reclamar culpando eles, mas estamos numa democracia e ninguém lhe obriga a votar em ninguém. Então, num resumo bem declarado e sincero, não existe nada de esquerda ou direita e sim interesses. Olha os governos de esquerda que estão fazendo iguaiszinhos os da direita. O mais engraçado de todos foi o Obama. Por que será? (risos)

Na verdade muitas coisas são feitas para dominar a mente do povo e ele – por ser ingênuo e alienado – acredita em tudo que possa nos dar autonomia mais fácil. As religiões são provas cabais do que estou falando, ninguém no mundo vai numa religião – pelo menos as cristãs que são o platonismo para o povo – sem ao menos com o intuito de pedir alguma coisa para o criador. Caro leitor, para analisarmos as varias facetas da inclusão e seu hino hipócrita de igualdade não poderia ser analisado fora do cristianismo que nada mais é do que um pequeno, ou mínimo, dos ensinamentos de Jesus que foi o único cristão da Terra. Poderia afirmar que todas as religiões são derivadas dos egípcios, são derivações dos herméticos, pelo menos vimos no cristianismo e no judaísmo mosaico. Não houve nada de diferente do que aconteceu no antigo Egito, onde a civilização ocidental começou culturalmente, mas deve ser outra coisa que pode ser que tratarei em outro texto. Por hora vamos aos fatos, o ser humano é um ser que não sabe conviver com seus medos e com o diferente; tudo que é diferente é tratado com preconceito, são fantasmas que nossa mente fabrica para explicar a anomalia cultural.

Mas vocês devem esta me perguntando: o que seria uma anomalia cultural?u uma bíblia). Tudo que o povo não reconhece como normal, seria uma anomalia dentro da cultura que ele está acostumado; muitos universitários não vêem o curso como uma extensão daquilo que vai ter pela vida afora, então passam só a estudar aquilo sem ler e pesquisar além daquilo e tudo que foge disso é uma anomalia cultural. O CDF é uma anomalia, o deficiente é uma anomalia cultural do meio estético perfeito, o negro é uma anomalia cultural onde por vários séculos, predominou a cultura de pele branca; até mesmo a democracia legítima (não essa copia barata representativa que nada tem a ver com a grega), é uma anomalia cultural até mesmo biológica.

Tudo isso trabalha a culpa, a culpa de termos pecado, a culpa de sermos passivos políticos e a culpa que não somos bons no esporte. Não acredito na inclusão pelo esporte, não acredito na inclusão na religião, não acredito na política da inclusão; sou um cético que não vê resoluções bonitinhas que possam resolver isso, ou redenções dentro da religião que possam nos curar. Não há cura sem mudarmos a nós e isso não tem e não existe contestação, tudo é feito para sermos dominados, tudo é feito como se fossemos culpados de tudo, para nos enfraquecer.

Daí começa a entrar nos movimentos que dizem lutar pela inclusão das pessoas com deficiência. Uns são presos em conceitos religiosos e outros são presos em conceitos ideológicos políticos, tanto a religião, quanto o socialismo é uma maneira niilista passiva de ver o modo social, de não acreditar em nada e não fazer nada para mudar essa realidade. Os que agem com seriedade são aqueles que não estão presos em nada disso e sim, presos na causa da inclusão das pessoas deficientes, não tem o “rabo” preso em nenhuma religião e não tem nenhum “rabo” preso em ideologias políticas. E ao longo de minha vida, nos muitos sofrimentos e alegrias que eu tive, nada me fez desprezar tanto a moral ocidental do que o conceito que tenho que ter uma posição religiosa, uma posição política, uma posição futebolística e por ai vai. Não há verdades absolutas, mudamos a cada dia, não há fatos eternos, porque nenhum fato dura para sempre. E neste contexto que nego, com veemência, o conceito que fazemos dentro da inclusão que todo o povo nos põe como “coitadinhos” ou como inúteis.

A maioria dos deficientes não podem nada porque se limitaram a não serem nada, se contentam em ir em escolas que nada agregam em suas vidas e acham que esse mundinho é o verdadeiro. Como idealizou Platão em sua Caverna, são seres humanos acorrentados virados em uma parede onde há uma fogueira que humanos produzem sombras onde esses acorrentados ficam vendo e ficam deslumbrados pensando ser a verdade; um deles escapa dessas correntes e corre até a entrada dessa caverna e após acostumar com a luz do sol, viu outro mundo e quis soltar os outros, quis que todos vissem que aquele mundo das sombras era mentira. Talvez esse homem é aquele que não acredita aquilo que chamamos de “sombras” que seria as ideologias e a religião, porque tudo aquilo é uma “mentira” para dominar o ser humano. Na verdade o deficiente é um niilista passivo, ou seja, ele não acredita em nada e não faz nada para mudar essa realidade. O niilista ativo é aquele que não acredita em nada e temos a coragem de mudar, podemos até ver o mundo como ele é, mas não aceitar ele passivamente como se fosse o fato incontestável.

Posso dizer que os movimentos morreram, porque não se tem mais aquela força de luta como tinham anos atrás, não tem aquela força que tínhamos quando ao auge da luta, íamos reivindicar as coisas para uma inclusão. A tragédia é tanta que nos negamos a fazer as coisas pelos medos de pessoas serem violentas, de ignorância pelas leis, pela amarras sentimentais e religiosas. Quando fui a Brasília no 1º Congresso sobre os jovens, vi que temos força sim, só querer e demonstrar interesse de mudar as coisas em sua volta. Mas quando fui coordenador em uns dos núcleos da Fraternidade Cristã das Pessoas com Deficiência, vi que as pessoas não querem seguir coisas boas e sim coisas ruins, porque as pessoas são pessoas e não assumem o fraco delas e não fazem por merecer. Então, morreu porque não tem força para assumi o que tem que fazer, assumiu só as ideologias políticas e as religiões que nada podem fazer para nos ajudar e sim, mudarmos internamente. Mentiras contadas para nos seduzir, mentiras contadas para comandar a massa que é manobrável e ignorante até de seu próprio “eu”. A verdade sempre estará no nosso próprio espírito e não em ideologias mentirosas e manipuladoras. Esses movimentos não fecham ou pelo menos não pressionam a fechar essas escolas especiais que são depósitos de pessoas com deficiência, como aqui em São Paulo temos a Estação Especial da Lapa onde deficientes físicos são tratados como deficientes mentais e o Cantinho da Esperança que nada faz a não ser dar uma atividade ao deficiente parado. Onde está os movimentos nessas horas? Com toda certeza ou rezando para Deus (das religiões católicas/protestante), ou no bar bebendo igual um porco para se sentir uma Alice no país das maravilhas; mas as “Alice´s” não estão no país das maravilhas.

Como o nome de uma banda de minha adolescência, Alice in Chains, as Alices estão acorrentadas em um mundo que não é verdadeiro. É certo que o mundo não pode ser levado a “Ferro e fogo”, mas achar que tudo são flores não é uma maneira de encarar o mundo como ele é. O que é a verdade? O que é a mentira? Não sei e não vou ensinar lideranças de tanto tempo como agir, mas um movimento tem que lutar para “Zé” da esquina que é acorrentado e fica todo cagado num quartinho nos fundos e não ir confabular com os petistas ou esquerdistas (que são muito mais religiosos dos que os religiosos), a fazer uma inclusão que não existe. Todo esquerdista e toda a esquerda é “burra”, são muito mais alienados do que os que defendem o capitalismo, que a meu ver, só muda a mosca. Lógico que sou esquerdista, lógico que sou extremista e defendo uma inclusão efetiva e única sem acordos ou conchavos, como a esquerda brasileira sempre faz. Será que eles sabem que o Comunismo soviético matou milhares de pessoas com deficiência por não poderem trabalhar? Mataram as chamadas “raças” que não poderiam progredir? Não acredito que o ser humano se aliena tanto como as pessoas com deficiência que luta, ou dizem lutar, nesses movimentos que são copias paraguaias dos partidos da esquadra vermelha (o poder partidário e militar soviético), saiba ao menos o que é comunismo e socialismo. Se quer ser socialista, tenha a dignidade de ler Karl Marx e aprenda a nata da coisa, não siga os que os “outros” dizem senão virara fantoche do mentecaptos da esquerda brasileira. Só lamento a morte de todos esses conceitos, só peço que enterrem o “defunto” porque ele esta fedendo.

Outra coisa, quando fui coordenador desse núcleo me deparei com o meio podre do ser humano, o ser que tem alguma deficiência também tem preconceitos, também tem inveja, são o pior da raça humana. Ficam orando e ao invés de agradecer a vida que vivem, ficam pedindo e ficam usando isso como ‘muletas’ de apoio para ter alguma esperança. O que é esperança? Isso vou deixar o Arquiteto da Matrix responder: “Esperança. É a ilusão humana quintessencial… Simultaneamente a fonte de sua maior força e de sua maior fraqueza.” Captaram? Então não vai ter nada que nos salvara daquilo que nossos antepassados construíram, nós podemos mudar para pior ou para melhor, mas é uma escolha nossa. Simultaneamente usamos a esperança para termos força, mas ela ao mesmo tempo não nos deixa ver a realidade, não nos deixa ver que tudo que acontece conosco é derivado daquilo que escolhemos, o problema são nossas escolhas. O que escolhemos? Vamos acreditar em nossa própria força ou botar ela em religiões ou meios ideológicos inúteis?

Insisto que a inclusão é algo muito abrangente, não é construir somente rampas, não é fazer acessos para o deficiente atravessar a rua somente, não é fazer transporte adaptado (diga de passagem, muito mal adaptado); é captar a essência da coisa, é captar o que a palavra significa para uma vida digna para as pessoas com deficiência. Quantas pessoas com deficiência são trancadas, são acorrentadas, são levadas a morte pelo preconceito familiar? Onde estava os movimentos que não denunciam esse tipo de coisa? Tomando cerveja e comemorando aniversario de núcleos falidos, idealizando e ‘brincando’ de política nos inúmeros congressos que temos por ai. Ainda vejo o Zé da esquina todo cagado e morrendo de inanição e nenhum movimento vai lá ajudar, por que o pai dele é violento? Por isso que concordo com Max Weber, quando pensamos em países que tiveram a educação protestante (não esse protestantismo brasileiro piegas que mais é uma derivação do catolicismo, que alias, toda religião parece), tem um viés mais duro, mais decisivo em cumprir as leis e a serem cidadãos. Não vimos que os alemães, os norte- americanos, os suíços, os dinamarqueses e etc, são mais rigorosos em questões sociais? Lá, para temos uma idéia, não tem calçadas personalizadas como aqui (que cada um faz de um jeito), é um padrão que facilite para o cidadão trafegar. Mas ai lhe pergunto: é o governo que faz ou é o cidadão que exige?

O que aprendi no segmento foi que os inúmeros movimentos são “muros” de lamentações, são baladas disfarçadas, são consolos para mergulharem sua pequenez de uma educação medievo (que vimos no episodio da universidade dos moldes teológicas católicas), a liberdade mentirosa de uma vida medíocre. Aprendi que a virtude, como bem ressaltou Kant, vem do colo da mãe e, portanto, tudo que aprendemos ao longo de nossas vidas é aquilo que nossos pais passaram nos primeiros anos de vida, é o exemplo deles que vamos seguir. Se eles são ignorantes ou não estudaram o problema não é nosso, o que quero dizer é: o mundo é feito de escolhas, escolhas essas que podemos ou não acatar de nossos pais, podemos ou não fazer igual eles e fazermos dramas intermináveis ou fazemos a diferença, vamos lutar para evoluir e melhorar a sociedade.

Vamos imaginar um fósforo que se acende sozinho. Se ele só acender, só vai queimar e se apagar sem que a chama se propague; mas se acendermos um fósforo e pusermos dentro de uma caixinha acendera os outros e ficara uma chama maior. A chama é nossas idéias e o fósforo é o cidadão, se cada cidadão só ter a idéia e não passar para frente , não vai aumentar a chama e ela vai se apagar. Não deveria acontecer isso dentro dos movimentos? Não acontece porque a formação é errada, não se pode querer a quantidade e sim a qualidade, não se podem querer mil pessoas e não pensar nada e sim ter meia dúzia e pensar.

Acho que como Machado de Assis escreveu no conto O Espelho, temos duas almas que nos encontram dentro do nosso âmago, uma para ver de fora para dentro e uma para ver de dentro para fora. A solidão nada mais é do que o desencontro do nosso próprio eu, quantas pessoas não conhecem a si mesmos e se sentem assim? Todos nós somos assim de alguma maneira especifica, todos nós devemos nos conhecer e nos encontrar dentro das inúmeras facetas do mundo, ser conduzidos a idéia que somos parte de tudo isso, somos partes do pó da terra. Somos como disse um dia Carl Sagan, pó de estrelas mortas, somos parte do universo, somos parte da criação da vida e quando nos deparamos com isso, deparamos conosco e nosso Cristo interir. O sábio da Grécia antiga, Sócrates, não reafirmou o que dizia o Oráculo de Delfos? Apolo o deus sol disse para conhecermos a nós mesmos porque assim, conhecemos os deuses e o universo; só conectamos a força criadora quando conhecemos e encontramos em cada um o “deus” oculto. Os deficientes são diferentes de todo ser humano? Acredito e tenho certeza que não. Só temos certa limitação, qual ser humano não a tem? Jesus reafirmou o salmo 82 onde diz que somos “deuses”, por que duvidar?

Devemos nos rebelar contra a dominação e não conchavar com ela, não devemos nos “vender” por esmolas conceituais, não devemos nunca achar que somos iguais nos conceitos, porque devemos superar todos eles. Essa é a diferença entre um ser humano que lê a bíblia literalmente e um ser humano que lê os símbolos, o ser humano que vê algo literalmente e um que vê algo além daquilo que é mostrado tem a superação do ser. O alem-do-homem (Übermensch), são aqueles que superam as fraquezas e as ilusões humanas, são aqueles que fazem da vida um aprendizado e não vão no caminho que os outros seguem. Está difícil esse texto? Não olhe ele como uma ofensa a bandeira que defende, veja como um desafio para mostrar que estou errado…vamos! Me mostre que estou errado! Vai lá no Zé da esquina, todo cagado, morrendo de inanição e denunciam e botam portão abaixo…não basta olhar desafios políticos, não adianta ter a moral humana do senso comum, o pai do Zezinho pode até ser violento, mas ele é um e somos milhões para defende-lo. Me provam que estou errado?

Por hora é só…no outro texto minha filosofa favorita, vai expressar o que ela pensa da sociedade num texto ótimo.

26 26UTC Novembro 26UTC 2009 Publicado por eu23 | Uncategorized | | Sem comentários ainda

TAXI, LIBERDADE E…

Umas das coisas que aprendi com as palestras do professor e filosofo Paulo Guiraldelli Jr é que filosofia se faz no cotidiano e nada mais do que isso. É o que tento passar em meus textos, sempre relato minhas experiências para quem sabe, sirva de exemplo para alguém. O titulo pode parecer que estou falando daquele filme Taxi Driver com Robert De Niro, onde ele faz um veterano que participou da Guerra do Vietnã e se revolta com os inúmeros vícios que tem que conviver quando trabalha de taxista. Não, não estou escrevendo sobre.

Minha aventura (digamos assim), começa quando minha noiva disse que a irmã dela me convidou para ir a festa de aniversario. Bom, meu pai viajou e voltou naquele dia e estava cansado; sempre tive curiosidade de saber como funciona esse tipo de serviço e resolvi pedir um taxi e fui à festa de taxi, voltei também de taxi. O mais importante é eu ter ido e voltado sozinho e mostrado que as pessoas com deficiência podem e devem sair sozinhas, não como uma coisa externa, mas as coisas internas. Não podemos fazer nada para nós se não conhecemos e não fortalecemos nós mesmos, pôr dentro de nós as almas tem e existem, para serem descobertas; seria como dentro da psicologia o nosso lado sombra. Não sombra como algo maligno, mas sombras como algo que possa reverter em nós como algo que pensamos ser bom, mas a bondade e a maldade são um só, resta nos escolhermos.

Quando fiz a escolha de ir de taxi não tive medo, tive perseverança que iria conseguir, meu espírito se encheu de fogo, pois o fogo pode destruir e ao mesmo tempo, regenerar as coisas. Todos os meus temores foram queimados para existirem outras forças e outros sentimentos, talvez dominando meu fogo interior, me tornando o Senhor do Fogo. Mas por que o fogo? Porque dês de quando o ser humano dominou a arte do fogo, ele dominou a arte de se purificar interiormente; quem tem medo, não sabe dominar seu fogo interior e não sabe que todo ser humano é parte de Deus. Não somos puros ainda, como crianças que estão aprendendo a andar, mas podemos purificar através do viés do fogo. Mas estamos falando de inclusão, então podemos fazer a seguinte pergunta: o que tem a ver isso com a questão da inclusão? Muito fácil responder, pois a inclusão é algo muito mais profundo do que construir vagas em estacionamentos, colocar transporte adaptado, meras rampas e acessos diversos, é uma mudança de atitude com sua alma; as pessoas com deficiência seja ela qual for, tem que se purificarem no fogo, tem que nos basear em nós para fazermos as mudanças.

Por que estou dizendo isso? Não se reivindica nada se não fomos fortes o bastante para impor nossa posição, não recuar com meras chantagens emocionais, mas se for preciso, até reivindicar na justiça. Mas para isso tem que ter força e vontade e fazer o que tem que fazer, se as pessoas gostam, ótimo; se as pessoas não gostarem, não podemos fazer nada. Isso deve ser entendido na lei de nossa consciência, se temos necessidade de se impor perante algo que nós queremos temos que impor nossa vontade e não deixar que as pessoas nos vençam com chantagens emocionais. Nós pessoas com deficiência não podemos nos render aos caprichos de sonhos e ilusões feitos de estereótipos montados a séculos, porque não, a milênios. Como podemos destruir esse estereótipo que foi montado a milênios? Ascendendo essa chama que consome tudo aquilo que não nos serve mais. Dominar nosso fogo interior, nossa chama espiritual que é preciso para entender além da realidade.

O meu poder de mudar minha realidade não está no telefone, não está no carro que nos transporta, está em nossas escolhas que estão em nossa frente. Mas quem poderá ajudar nessas escolhas? Se não encontrarmos nossa força ninguém poderá conter essa força, mesmo dentro de inúmeros movimentos no seguimento, não vamos conseguir levados pelo medo e inseguranças desmedidas. Não podemos ajudar as pessoas se não ajudarmos a nós mesmo, mudar aquilo que mais está entranhado no senso comum, porque estas coisas que nos condenam ao exílio dessa sociedade e é que mais temos que queimar. Como que querem que as sociedades nos aceitem se o próprio deficiente se isola da sociedade? Não venha dizer que a culpa é da família, pois essa sem trocadilho, é uma “muleta” para os aleijões se apoiarem, mas o pior aleijão é aquele da alma, que fica inventando desculpas (muletas), para não reagirem e não tiverem o trabalho de sair da “saia” das suas mães.

Muitos movimentos não preparam suas lideranças com as leis e com os deveres que as pessoas com deficiência devem pensar, não preparam suas lideranças para comandar e dar o exemplo para as outras lutarem, não beber até cair e entregar tudo a Jesus, mas entender que temos que fazer aqui, agora. Muitos desses movimentos são extensões da igreja apostólica romana, são mais teológicas do que propriamente, luta para os direitos das pessoas com deficiência. Mas por que isso? Porque não estão preparados, não ascendeu o fogo da alma deles, não acenderam a chama de purificação e força que cada espírito onde Deus colocou para tomarmos nossas escolhas (acredito que daí vem nossa semelhança com o Criador). Não podemos mudar nenhuma política, não podemos mudar nenhuma religião e não vai ter jeito se o ser humano não mudar interiormente, pois a verdadeira inclusão está dentro de nós mesmos e temos sim que destruir, temos sim que guerrear e mostrar que mesmo em Hiroshima, onde houve tantas mortes e contaminação radioativa, nasceu uma rosa, a rosa radioativa de Hiroshima.

Minha atitude não é de exemplo, é uma atitude que me senti bem, é uma atitude para mostrar minha vontade perante as pessoas, é uma atitude de garra e vontade. Como se tivéssemos que tirar do próprio “inferno” (a incapacidade), energia para construir nosso próprio céu (a consciência limpa e em paz). No filme Matrix, Neo tem que fazer as escolhas e se fizesse errado (que julga por si como certo), poderia afetar na luta, na guerra entre as maquinas e os humanos. Nós deficientes, intimamente temos que travar uma batalha entre nós (nosso espírito “eu sou”), e o que nós somos moldados (a mascara social “o eu social”), com essa batalha intima devemos ascender essa chama, temos que ser Senhores do Fogo intimo, senhores de nossa capacidade de mudar uma realidade ilusória que a sociedade tanto quer acreditar. Quem poderá denunciar um buraco no ponto do ônibus? Quem tem o pleno interesse moral e ético de denunciar que alguém parou na vaga das pessoas com deficiência nos estacionamentos? Quem tem a obrigação moral de respeitar a liberdade de cada um?

Outra coisa, quem é vitima de preconceito nunca poderia ter o mesmo em seu coração, nunca poderá apoiar isso. Quem tem preconceito é porque tem medo, o medo nunca é sapiência de ser o que se é, o medo trava o “sentir” do nosso verdadeiro “eu”. Cautela é a sabedoria de saber quando e como agir, mas o medo não é cautela, o medo é a ilusão de que aquilo não vai dar certo, que o que mostram é a realidade e nem mesmo sabemos o que é realidade. A realidade tem a ver com a verdade que tanto Cristo nos mostrou, se conhecemos a verdade de nosso espírito acendendo a chama de nossa realidade, as mil realidades que temos só vão ser construídas com força e garra. Então quando temos o preconceito, somos envolvidos com medos que só são realidades ilusórias que só existem em nossa mente condicionada a criar sempre problemas, nunca soluções. As verdades não são descobertas com missas, não são descobertas com livros, não são descobertas com filmes, são descobertas com nosso conhecimento de nós mesmos e de nossa capacidade de escolhas.

Não se conhece lendo livros, se conhece tendo a capacidade de escolher que ninguém me deu, seja no movimento, seja em qualquer um. Essa capacidade foi adquirida por mim pelo poder que minha mente despertou e a chama que em mim acendeu, essa chama faz de mim o Senhor do Fogo, faz de mim o fazedor de escolhas. O que você vai escolher?

20 20UTC Novembro 20UTC 2009 Publicado por eu23 | Uncategorized | | Sem comentários ainda

canção do amor

 

Mil palavras em uma

Que com seu sorriso sinto

Com seu amor eternamente

Vou vivendo

***

Sua primeira palavra foi um sorriso

A letra que ficou foi seu M

O caos se instalou em mim

E tudo se iluminou

***

Foi amor iluminado

Foi o que ficou

Que a cada dia que passa maior fica

Como o Sol iluminado

***

O M e o A contem em nossos nomes

Iluminado fica nosso amor

O céu ilumina com o fogo

E o amor se mistifica

***

Oh! Canção de amor

Com saudade estou

De minha bela amada

Oh! Canção do Amor

Dei-me ela aos meus braços

***

O cântico se renova

A cada flor vejo seu olhar

O paraíso se criar

No véu do luar

***

Esse mesmo luar

Cantiga de roda

Que o M e o A

Faz envolta do amor

***

Durma para amanha despertar

Ais seus ouvidos sempre direi

Eu te amo meu amor

Para sempre te amarei

***

Ao luar linda canção lhe cantarei

Ao luar sempre te amarei

E nosso amor

Em nossos corações sempre estarei

20 20UTC Novembro 20UTC 2009 Publicado por eu23 | Uncategorized | | Sem comentários ainda

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20 20UTC Outubro 20UTC 2009 Publicado por eu23 | Uncategorized | | Sem comentários ainda

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20 20UTC Outubro 20UTC 2009 Publicado por eu23 | Uncategorized | | Sem comentários ainda

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20 20UTC Outubro 20UTC 2009 Publicado por eu23 | Uncategorized | | Sem comentários ainda