Ser um Deficiente

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O QUE APRENDI NO SEGMENTO

Hoje eu acordei de bom humor e calmo, abri meu facebook e resolvi testar aquele aplicativo para ver minha vida passada e deu que fui um filosofo grego, ai fiquei feliz pra caramba (risos). Mesmo gostando muito de filosofia, principalmente os clássicos gregos como a trina Sócrates, Platão e Aristóteles, sei que se tivesse nascido naqueles tempos teria sido morto pela minha deficiência física (até onde isso é verdadeiro não sei, não sei se por minha família ser classe media baixa isso iria acontecer). Na verdade gostei da definição, mesmo sabendo igual mestre Sócrates (não o jogador bêbado medico que virou espírita ficou santo), que nada sei, estou em constante aprendizado e sempre humildemente estou aprendendo.

O que aprendi dentro do segmento foi que estamos aprendendo sempre, essa cadeira de rodas onde estou sentado é minha mais bela professora e não só ela, o preconceito e a negação de sermos humanos nos fazem mais humanos ainda. Vendo o blog da colega Fabiana, Experiências de Fabiana, lendo seus textos simples e ao mesmo tempo sinceros, estou vendo outra maneira de escrever. No meu texto sobre minha decisão de ir à festa de aniversario de minha futura cunhada, falo da minha experiência mística da escolha, minha experiência de ir além do que vou; a quebra do medo e surgimento da cautela, os inúmeros processos para eu ser o Senhor do Fogo e saber olhar além dessa realidade aparente. Nossa experiência mística não é ir na missa todo dia de manhã (no caso dos protestantes, ir ao culto toda as noites), é para mim encontrar nosso lado místico das escolhas que temos que fazer, olhar para si e descobrir que só vamos encontrar Deus, se encontrarmos a nós mesmos.

E o que podemos fazer para encontrar a nós mesmos? Aceitar nossas limitações e ficar de “bem” consigo mesmo, pois o “reino dos “céus” cristão é somente isso, tem a consciência que temos nossas limitações. Não quero aqui fazer nostalgia de coisas que já passaram, coisas que me trouxeram para a vida, viver é muito mais do que conviver com os outros seres humanos, viver é um encontro de si e um aprendizado de espírito que temos que passar. Tive também experiências boas dentro da AACD, onde aprendi minhas primeiras letras, a ter condições de sentar e de ter um pouco de equilíbrio, mas teve coisas ruins como operações desnecessárias e erradas, sonhos e amizades interrompidas por regras que nada tem a ver com a inclusão; esse texto não é para falar de inclusão, fica uma coisa muito comum, muito embasada no dia a dia de pessoas que ainda não se encontraram e não aprenderam a se juntar com sua cadeira de rodas, muletas ou aparelhos, ter dentro de si que são extensões de nosso corpo, extensões de nossa alma. Ser deficiente físico é olhar para as pessoas de baixo para cima, ter a humildade de poder com um sorriso pedir algo a alguém, sem medo, sem ilusões e preparados para qualquer resposta.

Aprendi dentro do segmento que o ser humano é marcado por fatos, não são marcados por coisas, fatos que passam dentro da vida que fazem a diferença. Aprendi que não é por ser um deficiente físico, não posso ter desejo, não posso fazer uma vida digna de ser vivida, olhar a vida como ela é. Porque não somos de cristal, não somos seres que morreremos se ser virarmos, não vamos nos perder porque não quisermos seguir uma religião, não vamos “sarar” para sermos aceitos, somos o que somos e não fará diferença se nos olharmos intimamente e encontrarmos potencialidade para quebrarmos barreiras. Mas esse texto é muito mais sobre inclusão, é muito mais sobre rampas e transportes adaptados, é sobre o que fazer para adaptar e mesclar essas filosofias e teorias com nosso segmento é para dizer os inúmeros aprendizados que tive na historia de minha vida dentro dos movimentos.

Eu entrei no segmento em 1992 quando ingressei no movimento FCD (Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência), onde com apenas 16 anos, entrei num outro mundo que não tinha vivido. Aqueles mesmos deficientes que ficavam sorrindo para as voluntarias da AACD, na verdade bem esculachada, eram verdadeiros marginalizados pelas mesmas “tias” que nos cuidavam. Não posso deixar de dizer que o maior culpado disso tudo é o próprio deficiente, que não luta para mudar sua realidade enquanto recebe tudo de “mão beijada” o que a família nos dá e não vai atrás daquilo que tanto quer. Claro que demorei muito para entender que muitas vezes fazemos guerra com nossos próprios companheiros, que mesmo tendo um numero considerado de deficientes dentro do movimento, nenhum entende que devemos ter união. Mas é um assunto que voltarei mais tarde, onde relatarei mais coisas. No momento tenho que dizer que demorei muito para me encontrar, demorei muito para saber que aquele monte de deficiente tinha muito a ensinar e eu a aprender com isso.

Na verdade, não houve nenhum fracasso ou perda que não trouxe em minha vida, algo que não fizesse aprender. Mas tudo começou no movimento e dentro da Oficina Abrigada de Trabalho que ficava na unidade da Mooca da AACD, onde eram jogados (sem exageros), deficientes que a entidade classificava como sem condições de aprendizado. A Associação além de ter um Marketing ruim, que na minha visão de publicitário formado é péssimo, tem uma pedagogia arcaica, paternalista ao cubo, e não tenho como falar que essa pedagogia não existe como tal, é apenas uma tentativa de “abocanhar” pacientes e falar que eles são os melhores da America- latina, mas tenho minhas duvidas no qual os critérios que fizeram essa associação ser eleita. Tudo nos leva ao “bem” ocidental que temos que olhar o próximo e cuidar dessas crianças “defeituosas” que tiveram azar de nascer assim, nos enxergam como “coitadinhos” e nunca como seres humanos capazes de mudar a realidade. Ai que o “bicho” pega, o que será a realidade a não ser aquela que somos condicionados a acreditar? Não somos levados a ver a verdade e sim, a verdade aparente. Naquele tempo isso para mim era realidade, era destinado a trabalhar muito em serviços que nada me agregavam meu pai pagando para nós temos que trabalhar e nada sabia que tinha um mundo lá fora, ainda estava no mundo de Matrix. A caverna platônica estava na minha frente, nos mostravam sombras e acreditávamos que aquilo era verdade, que aquilo era o único destino que tínhamos pela frente.

Minha caverna de Platão durou até minha grande desilusão amorosa que foi muito traumatizante, tanto, que me senti inseguro por muito tempo para ter uma relação e mais uma vez me mostrou a falta de amadurecimento das pessoas com deficiência. Mas sabe de uma coisa? As desilusões são boas para temos acesso ao que as pessoas são e não o que idealizamos que elas deveriam ser para suprir as nossas necessidades, ou seja, as desilusões são fatos que não suprem o que realmente queremos. Mas graças a isso se teve meu “Big Bang” intelectual (digamos assim), porque comecei a me interessar da onde vim, da onde veio minha duas famílias; graças ao filme Coração Valente me despertar para algo como “onde” e o “porque” da Idade Média, o que veio antes e o que veio depois. O mundo despertou em minha frente como se tivesse saído mesmo de uma caverna, saído da escuridão de ilusões que a cultura ocidental nos mostra e nos põem. De Paulo Coelho até J.R.R. Tolkien (onde li o Senhor dos Anéis em duas semanas e detalhe, os três livros). Podemos até pegar a analogia do livro Senhor dos Anéis, e por tudo isso como o anel que temos se temos coisas boas no coração, ele desperta em nós essas coisas boas, se temos algo ruim, desperta essa coisa ruim; também se trata de ver as coisas como a natureza de cada coisa.

Aconteceu que Sócrates foi parar em minhas mãos, meu pai comprou essa coleção para deixar para meus irmãos estudarem na faculdade, mas a coleção acabou sendo minha e as devidas faculdades de meus irmãos não pediram esse tipo de leitura. Vocês acham que faculdades no Brasil pedem para os alunos lerem filosofia? Nem para saber quem são ou o que fizeram, dão o básico e olhe lá. Ler filosofia é uma arte de entrar no Logos (razão) universal, graças a ela, aprendi a equilibrar e amadurecer minhas idéias dentro da minha sensibilidade e minha razão. Hoje sou um cara resolvido, mas antes do meu “Big Bang” não era e para ser sincero, não era a pouco tempo atrás. Como percebi nos últimos tempos, eu era uma “Amélia” versão masculina porque queria me sentir amado, pois era um engano terrível e foi a pior coisa que poderia ter sido na minha vida. a melhor é ter chegado na filosofia e em outro mundo que desconhecia, a “Amélia” versão masculina morreu e no lugar vive um carinha que assumiu o jogo e começou a se cuidar; depois que li muitos autores bons, minhas idéias começaram a “ferver”.

Muito porem não concorde com muitos, eles abriram minha cabeça para uma coisa: ter idéias minhas e idealize comigo; todos que pensam pensar por si mesmos sempre nunca pensaram por si mesmos, sempre trataram as coisas como normal. Um ser humano que gosta de onze homens correndo atrás de uma bola é “normal”? Isso é divertimento e alienação da massa, nada menos e nada mais, pois quem paga mais é campeão. Quantas copas o Brasil com um grande time perdeu? Comecei a não torcer mais para o Brasil depois da copa de 1986 onde entregaram o jogo, vi que é tudo arranjado, vi que o mundo é feito de perdedores que se vendem por mixarias. Eles são felizes por ter feito isso? Claro que não, tanto que alguns foram jogar e ser treinadores muito longe daqui por não suportar a consciência latejando. Outra coisa que me jogou longe desse tipo de coisa foi a morte do Ayrton Senna, daí nunca mais na F1 o Brasil não foi campeão e o esquema sempre correu bem; ai me veio na mente: era mesmo para a barra de direção quebrar? Não sei. Só sei que não assisto mais nada que me faça de trouxa.

Politicamente sou um sujeito critico e cético, não acredito das “boas” intenções de nenhum político e de nenhuma ideologia política. Por quê? Porque todas as boas ações desse pessoal têm algo por trás, nas vans adaptadas paulistas claro que tem esquema, como tem nos ônibus adaptados; um serviço muito caro e muito pouco bem servido, onde as adaptações são erradas e pouco eficazes. Mas por que isso? Porque eles fazem teste com pessoas que não precisam, pessoas que no seu intimo estão pouco ligando para esse tipo de situação em questão, eles tem carro e não precisam; a diretoria dos transportes daqui sabe e é esperta, pois ouvem o que querem ouvir. Na política sou a favor de pegar pesado, ser duro e fazer cumprir as leis e isso são obrigação do cidadão cobrar e tudo isso é culpa da massa. Quem elege os governantes? O cara do bar não trabalha no governo para o povo reclamar para ele. Estamos ou não estamos numa democracia? A indecência popular é engraçada ao extremo de eleger cidadãos e depois reclamar culpando eles, mas estamos numa democracia e ninguém lhe obriga a votar em ninguém. Então, num resumo bem declarado e sincero, não existe nada de esquerda ou direita e sim interesses. Olha os governos de esquerda que estão fazendo iguaiszinhos os da direita. O mais engraçado de todos foi o Obama. Por que será? (risos)

Na verdade muitas coisas são feitas para dominar a mente do povo e ele – por ser ingênuo e alienado – acredita em tudo que possa nos dar autonomia mais fácil. As religiões são provas cabais do que estou falando, ninguém no mundo vai numa religião – pelo menos as cristãs que são o platonismo para o povo – sem ao menos com o intuito de pedir alguma coisa para o criador. Caro leitor, para analisarmos as varias facetas da inclusão e seu hino hipócrita de igualdade não poderia ser analisado fora do cristianismo que nada mais é do que um pequeno, ou mínimo, dos ensinamentos de Jesus que foi o único cristão da Terra. Poderia afirmar que todas as religiões são derivadas dos egípcios, são derivações dos herméticos, pelo menos vimos no cristianismo e no judaísmo mosaico. Não houve nada de diferente do que aconteceu no antigo Egito, onde a civilização ocidental começou culturalmente, mas deve ser outra coisa que pode ser que tratarei em outro texto. Por hora vamos aos fatos, o ser humano é um ser que não sabe conviver com seus medos e com o diferente; tudo que é diferente é tratado com preconceito, são fantasmas que nossa mente fabrica para explicar a anomalia cultural.

Mas vocês devem esta me perguntando: o que seria uma anomalia cultural?u uma bíblia). Tudo que o povo não reconhece como normal, seria uma anomalia dentro da cultura que ele está acostumado; muitos universitários não vêem o curso como uma extensão daquilo que vai ter pela vida afora, então passam só a estudar aquilo sem ler e pesquisar além daquilo e tudo que foge disso é uma anomalia cultural. O CDF é uma anomalia, o deficiente é uma anomalia cultural do meio estético perfeito, o negro é uma anomalia cultural onde por vários séculos, predominou a cultura de pele branca; até mesmo a democracia legítima (não essa copia barata representativa que nada tem a ver com a grega), é uma anomalia cultural até mesmo biológica.

Tudo isso trabalha a culpa, a culpa de termos pecado, a culpa de sermos passivos políticos e a culpa que não somos bons no esporte. Não acredito na inclusão pelo esporte, não acredito na inclusão na religião, não acredito na política da inclusão; sou um cético que não vê resoluções bonitinhas que possam resolver isso, ou redenções dentro da religião que possam nos curar. Não há cura sem mudarmos a nós e isso não tem e não existe contestação, tudo é feito para sermos dominados, tudo é feito como se fossemos culpados de tudo, para nos enfraquecer.

Daí começa a entrar nos movimentos que dizem lutar pela inclusão das pessoas com deficiência. Uns são presos em conceitos religiosos e outros são presos em conceitos ideológicos políticos, tanto a religião, quanto o socialismo é uma maneira niilista passiva de ver o modo social, de não acreditar em nada e não fazer nada para mudar essa realidade. Os que agem com seriedade são aqueles que não estão presos em nada disso e sim, presos na causa da inclusão das pessoas deficientes, não tem o “rabo” preso em nenhuma religião e não tem nenhum “rabo” preso em ideologias políticas. E ao longo de minha vida, nos muitos sofrimentos e alegrias que eu tive, nada me fez desprezar tanto a moral ocidental do que o conceito que tenho que ter uma posição religiosa, uma posição política, uma posição futebolística e por ai vai. Não há verdades absolutas, mudamos a cada dia, não há fatos eternos, porque nenhum fato dura para sempre. E neste contexto que nego, com veemência, o conceito que fazemos dentro da inclusão que todo o povo nos põe como “coitadinhos” ou como inúteis.

A maioria dos deficientes não podem nada porque se limitaram a não serem nada, se contentam em ir em escolas que nada agregam em suas vidas e acham que esse mundinho é o verdadeiro. Como idealizou Platão em sua Caverna, são seres humanos acorrentados virados em uma parede onde há uma fogueira que humanos produzem sombras onde esses acorrentados ficam vendo e ficam deslumbrados pensando ser a verdade; um deles escapa dessas correntes e corre até a entrada dessa caverna e após acostumar com a luz do sol, viu outro mundo e quis soltar os outros, quis que todos vissem que aquele mundo das sombras era mentira. Talvez esse homem é aquele que não acredita aquilo que chamamos de “sombras” que seria as ideologias e a religião, porque tudo aquilo é uma “mentira” para dominar o ser humano. Na verdade o deficiente é um niilista passivo, ou seja, ele não acredita em nada e não faz nada para mudar essa realidade. O niilista ativo é aquele que não acredita em nada e temos a coragem de mudar, podemos até ver o mundo como ele é, mas não aceitar ele passivamente como se fosse o fato incontestável.

Posso dizer que os movimentos morreram, porque não se tem mais aquela força de luta como tinham anos atrás, não tem aquela força que tínhamos quando ao auge da luta, íamos reivindicar as coisas para uma inclusão. A tragédia é tanta que nos negamos a fazer as coisas pelos medos de pessoas serem violentas, de ignorância pelas leis, pela amarras sentimentais e religiosas. Quando fui a Brasília no 1º Congresso sobre os jovens, vi que temos força sim, só querer e demonstrar interesse de mudar as coisas em sua volta. Mas quando fui coordenador em uns dos núcleos da Fraternidade Cristã das Pessoas com Deficiência, vi que as pessoas não querem seguir coisas boas e sim coisas ruins, porque as pessoas são pessoas e não assumem o fraco delas e não fazem por merecer. Então, morreu porque não tem força para assumi o que tem que fazer, assumiu só as ideologias políticas e as religiões que nada podem fazer para nos ajudar e sim, mudarmos internamente. Mentiras contadas para nos seduzir, mentiras contadas para comandar a massa que é manobrável e ignorante até de seu próprio “eu”. A verdade sempre estará no nosso próprio espírito e não em ideologias mentirosas e manipuladoras. Esses movimentos não fecham ou pelo menos não pressionam a fechar essas escolas especiais que são depósitos de pessoas com deficiência, como aqui em São Paulo temos a Estação Especial da Lapa onde deficientes físicos são tratados como deficientes mentais e o Cantinho da Esperança que nada faz a não ser dar uma atividade ao deficiente parado. Onde está os movimentos nessas horas? Com toda certeza ou rezando para Deus (das religiões católicas/protestante), ou no bar bebendo igual um porco para se sentir uma Alice no país das maravilhas; mas as “Alice´s” não estão no país das maravilhas.

Como o nome de uma banda de minha adolescência, Alice in Chains, as Alices estão acorrentadas em um mundo que não é verdadeiro. É certo que o mundo não pode ser levado a “Ferro e fogo”, mas achar que tudo são flores não é uma maneira de encarar o mundo como ele é. O que é a verdade? O que é a mentira? Não sei e não vou ensinar lideranças de tanto tempo como agir, mas um movimento tem que lutar para “Zé” da esquina que é acorrentado e fica todo cagado num quartinho nos fundos e não ir confabular com os petistas ou esquerdistas (que são muito mais religiosos dos que os religiosos), a fazer uma inclusão que não existe. Todo esquerdista e toda a esquerda é “burra”, são muito mais alienados do que os que defendem o capitalismo, que a meu ver, só muda a mosca. Lógico que sou esquerdista, lógico que sou extremista e defendo uma inclusão efetiva e única sem acordos ou conchavos, como a esquerda brasileira sempre faz. Será que eles sabem que o Comunismo soviético matou milhares de pessoas com deficiência por não poderem trabalhar? Mataram as chamadas “raças” que não poderiam progredir? Não acredito que o ser humano se aliena tanto como as pessoas com deficiência que luta, ou dizem lutar, nesses movimentos que são copias paraguaias dos partidos da esquadra vermelha (o poder partidário e militar soviético), saiba ao menos o que é comunismo e socialismo. Se quer ser socialista, tenha a dignidade de ler Karl Marx e aprenda a nata da coisa, não siga os que os “outros” dizem senão virara fantoche do mentecaptos da esquerda brasileira. Só lamento a morte de todos esses conceitos, só peço que enterrem o “defunto” porque ele esta fedendo.

Outra coisa, quando fui coordenador desse núcleo me deparei com o meio podre do ser humano, o ser que tem alguma deficiência também tem preconceitos, também tem inveja, são o pior da raça humana. Ficam orando e ao invés de agradecer a vida que vivem, ficam pedindo e ficam usando isso como ‘muletas’ de apoio para ter alguma esperança. O que é esperança? Isso vou deixar o Arquiteto da Matrix responder: “Esperança. É a ilusão humana quintessencial… Simultaneamente a fonte de sua maior força e de sua maior fraqueza.” Captaram? Então não vai ter nada que nos salvara daquilo que nossos antepassados construíram, nós podemos mudar para pior ou para melhor, mas é uma escolha nossa. Simultaneamente usamos a esperança para termos força, mas ela ao mesmo tempo não nos deixa ver a realidade, não nos deixa ver que tudo que acontece conosco é derivado daquilo que escolhemos, o problema são nossas escolhas. O que escolhemos? Vamos acreditar em nossa própria força ou botar ela em religiões ou meios ideológicos inúteis?

Insisto que a inclusão é algo muito abrangente, não é construir somente rampas, não é fazer acessos para o deficiente atravessar a rua somente, não é fazer transporte adaptado (diga de passagem, muito mal adaptado); é captar a essência da coisa, é captar o que a palavra significa para uma vida digna para as pessoas com deficiência. Quantas pessoas com deficiência são trancadas, são acorrentadas, são levadas a morte pelo preconceito familiar? Onde estava os movimentos que não denunciam esse tipo de coisa? Tomando cerveja e comemorando aniversario de núcleos falidos, idealizando e ‘brincando’ de política nos inúmeros congressos que temos por ai. Ainda vejo o Zé da esquina todo cagado e morrendo de inanição e nenhum movimento vai lá ajudar, por que o pai dele é violento? Por isso que concordo com Max Weber, quando pensamos em países que tiveram a educação protestante (não esse protestantismo brasileiro piegas que mais é uma derivação do catolicismo, que alias, toda religião parece), tem um viés mais duro, mais decisivo em cumprir as leis e a serem cidadãos. Não vimos que os alemães, os norte- americanos, os suíços, os dinamarqueses e etc, são mais rigorosos em questões sociais? Lá, para temos uma idéia, não tem calçadas personalizadas como aqui (que cada um faz de um jeito), é um padrão que facilite para o cidadão trafegar. Mas ai lhe pergunto: é o governo que faz ou é o cidadão que exige?

O que aprendi no segmento foi que os inúmeros movimentos são “muros” de lamentações, são baladas disfarçadas, são consolos para mergulharem sua pequenez de uma educação medievo (que vimos no episodio da universidade dos moldes teológicas católicas), a liberdade mentirosa de uma vida medíocre. Aprendi que a virtude, como bem ressaltou Kant, vem do colo da mãe e, portanto, tudo que aprendemos ao longo de nossas vidas é aquilo que nossos pais passaram nos primeiros anos de vida, é o exemplo deles que vamos seguir. Se eles são ignorantes ou não estudaram o problema não é nosso, o que quero dizer é: o mundo é feito de escolhas, escolhas essas que podemos ou não acatar de nossos pais, podemos ou não fazer igual eles e fazermos dramas intermináveis ou fazemos a diferença, vamos lutar para evoluir e melhorar a sociedade.

Vamos imaginar um fósforo que se acende sozinho. Se ele só acender, só vai queimar e se apagar sem que a chama se propague; mas se acendermos um fósforo e pusermos dentro de uma caixinha acendera os outros e ficara uma chama maior. A chama é nossas idéias e o fósforo é o cidadão, se cada cidadão só ter a idéia e não passar para frente , não vai aumentar a chama e ela vai se apagar. Não deveria acontecer isso dentro dos movimentos? Não acontece porque a formação é errada, não se pode querer a quantidade e sim a qualidade, não se podem querer mil pessoas e não pensar nada e sim ter meia dúzia e pensar.

Acho que como Machado de Assis escreveu no conto O Espelho, temos duas almas que nos encontram dentro do nosso âmago, uma para ver de fora para dentro e uma para ver de dentro para fora. A solidão nada mais é do que o desencontro do nosso próprio eu, quantas pessoas não conhecem a si mesmos e se sentem assim? Todos nós somos assim de alguma maneira especifica, todos nós devemos nos conhecer e nos encontrar dentro das inúmeras facetas do mundo, ser conduzidos a idéia que somos parte de tudo isso, somos partes do pó da terra. Somos como disse um dia Carl Sagan, pó de estrelas mortas, somos parte do universo, somos parte da criação da vida e quando nos deparamos com isso, deparamos conosco e nosso Cristo interir. O sábio da Grécia antiga, Sócrates, não reafirmou o que dizia o Oráculo de Delfos? Apolo o deus sol disse para conhecermos a nós mesmos porque assim, conhecemos os deuses e o universo; só conectamos a força criadora quando conhecemos e encontramos em cada um o “deus” oculto. Os deficientes são diferentes de todo ser humano? Acredito e tenho certeza que não. Só temos certa limitação, qual ser humano não a tem? Jesus reafirmou o salmo 82 onde diz que somos “deuses”, por que duvidar?

Devemos nos rebelar contra a dominação e não conchavar com ela, não devemos nos “vender” por esmolas conceituais, não devemos nunca achar que somos iguais nos conceitos, porque devemos superar todos eles. Essa é a diferença entre um ser humano que lê a bíblia literalmente e um ser humano que lê os símbolos, o ser humano que vê algo literalmente e um que vê algo além daquilo que é mostrado tem a superação do ser. O alem-do-homem (Übermensch), são aqueles que superam as fraquezas e as ilusões humanas, são aqueles que fazem da vida um aprendizado e não vão no caminho que os outros seguem. Está difícil esse texto? Não olhe ele como uma ofensa a bandeira que defende, veja como um desafio para mostrar que estou errado…vamos! Me mostre que estou errado! Vai lá no Zé da esquina, todo cagado, morrendo de inanição e denunciam e botam portão abaixo…não basta olhar desafios políticos, não adianta ter a moral humana do senso comum, o pai do Zezinho pode até ser violento, mas ele é um e somos milhões para defende-lo. Me provam que estou errado?

Por hora é só…no outro texto minha filosofa favorita, vai expressar o que ela pensa da sociedade num texto ótimo.

26 26UTC Novembro 26UTC 2009 Publicado por eu23 | Uncategorized | | Sem comentários ainda

TAXI, LIBERDADE E…

Umas das coisas que aprendi com as palestras do professor e filosofo Paulo Guiraldelli Jr é que filosofia se faz no cotidiano e nada mais do que isso. É o que tento passar em meus textos, sempre relato minhas experiências para quem sabe, sirva de exemplo para alguém. O titulo pode parecer que estou falando daquele filme Taxi Driver com Robert De Niro, onde ele faz um veterano que participou da Guerra do Vietnã e se revolta com os inúmeros vícios que tem que conviver quando trabalha de taxista. Não, não estou escrevendo sobre.

Minha aventura (digamos assim), começa quando minha noiva disse que a irmã dela me convidou para ir a festa de aniversario. Bom, meu pai viajou e voltou naquele dia e estava cansado; sempre tive curiosidade de saber como funciona esse tipo de serviço e resolvi pedir um taxi e fui à festa de taxi, voltei também de taxi. O mais importante é eu ter ido e voltado sozinho e mostrado que as pessoas com deficiência podem e devem sair sozinhas, não como uma coisa externa, mas as coisas internas. Não podemos fazer nada para nós se não conhecemos e não fortalecemos nós mesmos, pôr dentro de nós as almas tem e existem, para serem descobertas; seria como dentro da psicologia o nosso lado sombra. Não sombra como algo maligno, mas sombras como algo que possa reverter em nós como algo que pensamos ser bom, mas a bondade e a maldade são um só, resta nos escolhermos.

Quando fiz a escolha de ir de taxi não tive medo, tive perseverança que iria conseguir, meu espírito se encheu de fogo, pois o fogo pode destruir e ao mesmo tempo, regenerar as coisas. Todos os meus temores foram queimados para existirem outras forças e outros sentimentos, talvez dominando meu fogo interior, me tornando o Senhor do Fogo. Mas por que o fogo? Porque dês de quando o ser humano dominou a arte do fogo, ele dominou a arte de se purificar interiormente; quem tem medo, não sabe dominar seu fogo interior e não sabe que todo ser humano é parte de Deus. Não somos puros ainda, como crianças que estão aprendendo a andar, mas podemos purificar através do viés do fogo. Mas estamos falando de inclusão, então podemos fazer a seguinte pergunta: o que tem a ver isso com a questão da inclusão? Muito fácil responder, pois a inclusão é algo muito mais profundo do que construir vagas em estacionamentos, colocar transporte adaptado, meras rampas e acessos diversos, é uma mudança de atitude com sua alma; as pessoas com deficiência seja ela qual for, tem que se purificarem no fogo, tem que nos basear em nós para fazermos as mudanças.

Por que estou dizendo isso? Não se reivindica nada se não fomos fortes o bastante para impor nossa posição, não recuar com meras chantagens emocionais, mas se for preciso, até reivindicar na justiça. Mas para isso tem que ter força e vontade e fazer o que tem que fazer, se as pessoas gostam, ótimo; se as pessoas não gostarem, não podemos fazer nada. Isso deve ser entendido na lei de nossa consciência, se temos necessidade de se impor perante algo que nós queremos temos que impor nossa vontade e não deixar que as pessoas nos vençam com chantagens emocionais. Nós pessoas com deficiência não podemos nos render aos caprichos de sonhos e ilusões feitos de estereótipos montados a séculos, porque não, a milênios. Como podemos destruir esse estereótipo que foi montado a milênios? Ascendendo essa chama que consome tudo aquilo que não nos serve mais. Dominar nosso fogo interior, nossa chama espiritual que é preciso para entender além da realidade.

O meu poder de mudar minha realidade não está no telefone, não está no carro que nos transporta, está em nossas escolhas que estão em nossa frente. Mas quem poderá ajudar nessas escolhas? Se não encontrarmos nossa força ninguém poderá conter essa força, mesmo dentro de inúmeros movimentos no seguimento, não vamos conseguir levados pelo medo e inseguranças desmedidas. Não podemos ajudar as pessoas se não ajudarmos a nós mesmo, mudar aquilo que mais está entranhado no senso comum, porque estas coisas que nos condenam ao exílio dessa sociedade e é que mais temos que queimar. Como que querem que as sociedades nos aceitem se o próprio deficiente se isola da sociedade? Não venha dizer que a culpa é da família, pois essa sem trocadilho, é uma “muleta” para os aleijões se apoiarem, mas o pior aleijão é aquele da alma, que fica inventando desculpas (muletas), para não reagirem e não tiverem o trabalho de sair da “saia” das suas mães.

Muitos movimentos não preparam suas lideranças com as leis e com os deveres que as pessoas com deficiência devem pensar, não preparam suas lideranças para comandar e dar o exemplo para as outras lutarem, não beber até cair e entregar tudo a Jesus, mas entender que temos que fazer aqui, agora. Muitos desses movimentos são extensões da igreja apostólica romana, são mais teológicas do que propriamente, luta para os direitos das pessoas com deficiência. Mas por que isso? Porque não estão preparados, não ascendeu o fogo da alma deles, não acenderam a chama de purificação e força que cada espírito onde Deus colocou para tomarmos nossas escolhas (acredito que daí vem nossa semelhança com o Criador). Não podemos mudar nenhuma política, não podemos mudar nenhuma religião e não vai ter jeito se o ser humano não mudar interiormente, pois a verdadeira inclusão está dentro de nós mesmos e temos sim que destruir, temos sim que guerrear e mostrar que mesmo em Hiroshima, onde houve tantas mortes e contaminação radioativa, nasceu uma rosa, a rosa radioativa de Hiroshima.

Minha atitude não é de exemplo, é uma atitude que me senti bem, é uma atitude para mostrar minha vontade perante as pessoas, é uma atitude de garra e vontade. Como se tivéssemos que tirar do próprio “inferno” (a incapacidade), energia para construir nosso próprio céu (a consciência limpa e em paz). No filme Matrix, Neo tem que fazer as escolhas e se fizesse errado (que julga por si como certo), poderia afetar na luta, na guerra entre as maquinas e os humanos. Nós deficientes, intimamente temos que travar uma batalha entre nós (nosso espírito “eu sou”), e o que nós somos moldados (a mascara social “o eu social”), com essa batalha intima devemos ascender essa chama, temos que ser Senhores do Fogo intimo, senhores de nossa capacidade de mudar uma realidade ilusória que a sociedade tanto quer acreditar. Quem poderá denunciar um buraco no ponto do ônibus? Quem tem o pleno interesse moral e ético de denunciar que alguém parou na vaga das pessoas com deficiência nos estacionamentos? Quem tem a obrigação moral de respeitar a liberdade de cada um?

Outra coisa, quem é vitima de preconceito nunca poderia ter o mesmo em seu coração, nunca poderá apoiar isso. Quem tem preconceito é porque tem medo, o medo nunca é sapiência de ser o que se é, o medo trava o “sentir” do nosso verdadeiro “eu”. Cautela é a sabedoria de saber quando e como agir, mas o medo não é cautela, o medo é a ilusão de que aquilo não vai dar certo, que o que mostram é a realidade e nem mesmo sabemos o que é realidade. A realidade tem a ver com a verdade que tanto Cristo nos mostrou, se conhecemos a verdade de nosso espírito acendendo a chama de nossa realidade, as mil realidades que temos só vão ser construídas com força e garra. Então quando temos o preconceito, somos envolvidos com medos que só são realidades ilusórias que só existem em nossa mente condicionada a criar sempre problemas, nunca soluções. As verdades não são descobertas com missas, não são descobertas com livros, não são descobertas com filmes, são descobertas com nosso conhecimento de nós mesmos e de nossa capacidade de escolhas.

Não se conhece lendo livros, se conhece tendo a capacidade de escolher que ninguém me deu, seja no movimento, seja em qualquer um. Essa capacidade foi adquirida por mim pelo poder que minha mente despertou e a chama que em mim acendeu, essa chama faz de mim o Senhor do Fogo, faz de mim o fazedor de escolhas. O que você vai escolher?

20 20UTC Novembro 20UTC 2009 Publicado por eu23 | Uncategorized | | Sem comentários ainda

canção do amor

 

Mil palavras em uma

Que com seu sorriso sinto

Com seu amor eternamente

Vou vivendo

***

Sua primeira palavra foi um sorriso

A letra que ficou foi seu M

O caos se instalou em mim

E tudo se iluminou

***

Foi amor iluminado

Foi o que ficou

Que a cada dia que passa maior fica

Como o Sol iluminado

***

O M e o A contem em nossos nomes

Iluminado fica nosso amor

O céu ilumina com o fogo

E o amor se mistifica

***

Oh! Canção de amor

Com saudade estou

De minha bela amada

Oh! Canção do Amor

Dei-me ela aos meus braços

***

O cântico se renova

A cada flor vejo seu olhar

O paraíso se criar

No véu do luar

***

Esse mesmo luar

Cantiga de roda

Que o M e o A

Faz envolta do amor

***

Durma para amanha despertar

Ais seus ouvidos sempre direi

Eu te amo meu amor

Para sempre te amarei

***

Ao luar linda canção lhe cantarei

Ao luar sempre te amarei

E nosso amor

Em nossos corações sempre estarei

20 20UTC Novembro 20UTC 2009 Publicado por eu23 | Uncategorized | | Sem comentários ainda

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20 20UTC Outubro 20UTC 2009 Publicado por eu23 | Uncategorized | | Sem comentários ainda

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20 20UTC Outubro 20UTC 2009 Publicado por eu23 | Uncategorized | | Sem comentários ainda

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20 20UTC Outubro 20UTC 2009 Publicado por eu23 | Uncategorized | | Sem comentários ainda

a verdadeira face do teleton

Por muito tempo não tive nada a dizer no caso desse programa e a que ele é destinado e por muito tempo não tive a menor vontade de expressar nenhum comentário sobre isso tudo. Não tenho o que reclamar sobre a entidade em questão e nem seu tratamento, pois graças aos médicos dessa mesma entidade em questão. Sua administração falta com a verdade e não é certo que eles digam que tudo é gratuito que não é, tudo é classificado com a renda do atendido (ou paciente), ou seja, mesmo que se tenha um salário relativamente baixo, se a assistente social achar que pode pagar e se você não chorar, pagará contas exorbitantes.

Não é exagero meu e sim uma constatação de fatos que vivi durante vinte e três anos de minha vida (de 1983 a 2000). Aliás, só sai da entidade porque por motivos financeiros eles (os diretores humanitários), fecharam a oficina para aumentar a unidade em questão, ou seja, visão um lucro maior, sempre diziam que a oficina dava prejuízo (não é uma entidade sem fins lucrativos?). eu sempre tratei a entidade como apenas uma empresa que meu pai pagava e muito (oitenta reais), para que tivesse relativamente, na medida do possível, uma vida dentro da deficiência física confortável.

Não quero agradecer por um serviço pago e nem gosto de jogar confete em paternalismo, isso mesmo, não se pode dizer que a entidade em questão gosta que seus pacientes sejam independentes por um motivo bem simples, eles precisam desses pacientes para sustentar as inúmeras industrias da inclusão. Não tem a industria cultural, a industria da fé, a industria do holocausto e etc? O mesmo se dá com a industria da inclusão que sensibiliza muitos e sustentam milhões dentro do preconceito e da má fé, não são muito diferente quando éramos jogados abismo abaixo, que não morremos fisicamente, mas muito mais, ideologicamente. Quando as pessoas vêem aqueles rostos pedindo dinheiro, como se só há aquela possibilidade de um deficiente ter uma felicidade digna, e não há só aquela possibilidade.

Erros dentro desse porte se vê em todo o site e principalmente dentro da cartilha que tem o nome de Manual da pessoa portadora de deficiência. Primeiro vamos analisar o nome que achei estranho, porque temos manual de boas condutas, manual para montar um barquinho e até um manual de guerrilha no site dos Direitos Humanos (matar pela causa comunista é valido e justo), mas manual para ser portador de deficiência física é novo para mim. Já no termo portador já erra e um erro grave, pois se você porta algo em outro momento pode não portar e no nosso caso, é uma coisa permanente, mesmo se a entidade venda a idéia de melhora; não há meios de melhora, há um alivio dentro das possibilidades da deficiência física, como sentar e ficar em pé, mas melhorar não tem jeito de tal milagre. Em outro momento erra totalmente nas estimativas e é claro, vende seu peixe dizendo que nenhum hospital tem o equipamento para a reabilitação a não ser eles, só que eles têm os equipamentos até aos quatorze anos, quando eles nos desligam, ai os outros hospitais tem equipamento.

O fato não é eles serem ou não lideres de reabilitação, temos que reconhecer que são lideres na America Latina, mas achar que são os únicos é pretensão em demasia. Toda pretensão e vaidade um dia acaba e a mascara vai cair. Na verdade já somos tratados como eternas crianças, que não podemos amar, casar, ter uma vida como muitas pessoas tem mas inúmeras pessoas com deficiência, tem mostrado que podemos sim, que todo esse preconceito é fruto do paternalismo que impera e é muito forte; também em alguns casos, existe a vergonha e o ressentimento familiar de ter um filho com deficiência física e em algum lugar do passado houve um pecado. Isso é a cultura de nosso povo crédulo e ignorante. Ora, se já temos que enfrentar o preconceito social e o familiar (alimentado pelo conceito religioso e o da perfeição Greco- romana), ainda temos que agüentar a Industria da Inclusão.

Não é um ignorante que vem falar para vocês sobre isso, pois estive lá dentro e sei o modo paternalista e que existem regras que não deixam as pessoas com deficiência física terem uma vida independente. Não estou dizendo em abotoar a camisa, ou amarrar os sapatos, mas ter uma vida como uma pessoa comum e essa é a meta de todo centro de reabilitação tem que ter. Quando essas metas forem atingidas e quando a entidade parar com essa propaganda paternalista patética (porque não dizer desumana), ai sim a campanha do Teleton é valida e até destinada a uma boa causa, mas está longe essa realidade. Mas também o que deva ser realidade onde só vimos sombras daquilo que realmente é, o que somos levados a acreditar e não aquilo que é verdadeiro, porque não nos querem que pensamos, que percebemos.

Segundo a ONU, uma pessoa com deficiência tem o direito de ter uma vida digna e que desfrute de todos os direitos e deveres que todo mundo devem viver, porque se existe direito é claro que existe os deveres. Mas se os direitos não são respeitados e claro que não temos obrigação nenhuma de exercer os deveres, porque se fomos ver a teoria rousseauniana do contrato social, se um contrato é quebrado em alguma parte, não será possível uma linha de raciocínio que um ser social tenha que fazer seu dever se o direito que esse individuo tinha que ter, não se tem. Como posso exercer os deveres de um cidadão se tenho que me submeter a ordem social que não assegura meu direito de ir e vir e de também, ser um cidadão que posso ter uma vida como todo mundo, se isso não me é assegurado como bem vimos? Não é mais possível ter resoluções que mais sub protegem a pessoa com deficiência física do que fazem de nós, pessoas totalmente independentes e autônomas. Onde poderemos parar?

20 20UTC Outubro 20UTC 2009 Publicado por eu23 | Uncategorized | | Sem comentários ainda

DEFICIENTES, UNI-VOS!

eagle_incictusNo Manifesto Comunista, Karl Marx, fecha com a frase “trabalhadores, uni-vos” (coisa que nem os marxistas brasileiros sabem), mas que achei interessante por no nome de meu texto. Por quê? Porque em tempos de união de todo o mundo pela internet, seria importante por igual, termos uma união entre as pessoas deficientes perante as atitudes viciadas da sociedade “démodé” brasileira ou seria melhor chamarmos de decadente?  Por que chegamos a decadência social e humana em tratar pessoas deficientes como crianças?

Estou lendo o livro Os Deficientes e Seus Pais do psicólogo Leo Buscaglia, que diz que vários pesquisadores norte-americanos constataram que as crianças com deficiência que não está sendo estimulada não desenvolvem um comportamento “positivo” dentro do meio, sendo estimulados vários fatores “negativos”. Quem estimula esse lado negativo ou positivo dentro da sociedade? Segundo os pesquisadores, a própria família do deficiente. Pelo simples fato que as pessoas deficientes terem, em toda sua vida, mais contato com a família do que as outras alas da sociedade, como a escola que tanto aqui no Brasil, precisa ser reformada no conceito tanto moral, quanto no conceito de se reformar a maneira educadora que ainda é arcaica. Tanto é que as universidades e faculdades de medicina ainda não têm um treinamento sério quando uma criança nasce com deficiência, assim criando inúmeras lendas que a pessoa vai depender da família pelo resto da vida que é uma coisa determinista e não sabemos se ou não vai ter essa dependência. Isso cria e sempre irá criar um conceito errado dentro da família e principalmente, os pais vão criar um medo e sub-proteger esse filho, fechando ele em “seu” próprio mundo. Por que isso? Porque o mundo deles é seguro, não fará que as pessoas machuquem seu pobre filho deficiente e amarra essa idéia, mas no mesmo livro diz o psicólogo que vários pesquisadores também concluíram que tratamentos em grupo são importantes para o contato com outras pessoas.

Mas acontece que aqui são distorcidas muitas coisas, não se pode retrair a parte intelectual fazendo com que ele só supere com o físico, não podemos, na maneira que se faz aqui, basear que a pessoa com deficiência física não sabe pensar. Para a maioria é assim que se procede, ou o deficiente supera seuscomplexos (que muitas vezes nem são superados), para ficar fazendo trabalhos manuais que pouco irão lhe educar e sim, aumentar sua ansiedade e dar a ele um sentimento que nada irá ajudar a sociedade e nada irá fazer no qual a sociedade não quer que ele faça; ele tem de ser a alegria que essa sociedade não tem, a lembrança meio que malévola, que somos fracos. Há uma questão muito interessante lendo um dicionário de simbologismo, vejam:

“O aleijão nos mitos era visto como sendo um ser de sabedoria ctônica e sua deformidade aparecia como sinal de iniciação. A sua imagem encontra-se vinculada a dos heróis e a das pessoas que possuem um destino incomum, a exemplo dos cabiros, os filhos de Hefesto. Essa característica parece ser o resultado de uma necessidade de sobrepujar a deformidade física. Os ferreiros, assim como os carpinteiros nos mitos, quase sempre aparecem retratados na imagem de aleijões.”

Uma inteligência ctônica é uma inteligência subterrânea, misteriosa que só restava aos deuses que viviam no mundo dos mortos as pessoas deficientes têm uma inteligência misteriosa que só os iniciados o têm. Uma inteligência que está entre os dois mundos, porque para os gregos antigos, os deficientes eram filhos de Hefesto o deus coxo, o deus rejeitado pela mãe, o deus imperfeito e ao mesmo tempo, um deus que tem sua importância já que faz as armas dos deuses; ele apenas fica no vulcão Etna e forja o que eles precisarem, até fabricou o trono do seu pai Zeus e a coruja mecânica da inteligência de sua irmã Palas Atenas. Ora, ele um deus coxo, forjou o símbolo do reino do Olimpo de seu pai, forjou o trono que Zeus ostenta sua soberana aos deuses e aos homens, forjou a inteligência que era tão peculiar em sua irmã querida Atenas, que não se casou, porque Palas Atenas não quis a ninguém.

A imagem da deficiência é veiculada na do herói, aquele que foi iniciado e pode lutar com a vida, ele forja suas armas e forja as armas dos outros; é veiculado como um destino incomum do dito “imperfeito”, então os deuses castigam com um destino de imperfeições, não mais és humano, és um castigo que caiu em nossa família, assim diz toda família de deficientes. Mas os heróis superam as provas, como Hercules, que para encontrar sua família no mundo de Hades, tem que superar sua agonia de ter matado seu lado feminino e seu lado criança; o deficiente não tem esses dois lados, porque ainda é um oráculo para a humanidade ver que está exposta a fatalidades, a uma imperfeição que lhe remete a dependência, é o lado cruel dos deuses. Essas características servem para sobrepujar a deficiência, ir além para não barrar na imperfeição, ir no âmago do medo de sermos imperfeitos e de sermos limitados. Os ferreiros e os carpinteiros mitológicos, eram deformes, eram sem anatomia de locomoção, mas podiam formar armas e armaduras aos heróis.

Hoje não é muito diferente, onde os deficientes eram isolados e mortos, somos trancados em locais para “forjar” as armas que os heróis lutam, dá força para a humanidade lutar e não desistir, mas, ao mesmo tempo somos mortos nos nossos conceitos e nossas vontades de vencer e termos um futuro bom. Parafraseando o orador e senador romano Cícero, até quando devemos agüentar isso? Até quando devemos sentar numa cadeira e nos contentarmos em fazer trabalhos que não remetem ao nosso crescimento? Ate quando vamos trabalhar por esmolas e ainda sim, sermos trancados em depósitos que mais nos fazem ter lavagem cerebral e nos fazem regredir? Não sei…povos

arcaicos merecem tiranos e não governos democráticos, povos que se dizem cristãos que na verdade são hipócritas. Quem somos nós para condenar os espartanos e os nazistas se fazemos igual?

Não evoluímos o bastante para respeitarmos as diferenças e para não causarmos sofrimentos desnecessários, sofrimentos que as pessoas deficientes passam por não haverem em nossas almas a liberdade que tanto o ser humano buscou e busca em suas idéias, muitas vezes, demagogas que não fazem e não faz a realidade. No que se diz a cultura, segundo o filosofo Foucault, antes de ver as idéias, as ciências ou as crenças, devemos buscar os excluídos dessa mesma sociedade. Os gregos exterminavam porque não éramos eficientes para as guerras, mas construíram ao longo desse processo, uma mitologia dentro da deficiência e limitação; na verdade, não éramos tão exterminados, pois os cegos e os surdos eram criados para serem oráculos e ser útil dentro das crenças populares. Como hoje somos úteis, hora como oráculos que passamos uma idéia da crença que se não for “bonzinho” nessa vida, na outra ou nessa vida mesmo, ficara aleijado. Não deficiente, nunca pessoa com deficiência, aleijado mesmo.  Só vestimos uma roupagem bonitinha cristã, mas quantos de nós somos ou fomos condenados por sermos castigo divino? Quantos morreram por maus tratos e foram abandonados nos conventos? Não esquecemos que segundo os Gêneses, Caim matou Abel e os filhos de Caim foram condenados por essa “heresia” de ter matado o irmão por ciúmes, então, quantos os cristãos e os judeus mataram por imperfeições e era irmãos a mesma coisa? Fora que tantos pais ou irmãos não falam com as pessoas deficientes por causa de suas deficiências, não respeitam sua vontade e não vêem neles, verdadeiros seres humanos? Onde vamos parar com isso? Se fossem tão tementes a Deus não matariam ou deixariam essas pessoas progredirem em espírito, sem importar com a limitação corporal e ver a inteligência que temos na realidade. Os gregos antigos, que não eram cristãos, poderia ter exterminado as pessoas deficientes, mas criaram alternativas para passar que se pode criar condição para superar tal limitação, eram tidos com um sentimento de superação.

Hefesto era o legado da imperfeição divina, mostrar que mesmo que o deus da forja, o deus dos ferreiros, era limitado. Ele era a figura da superação e a capacidade de superar a limitação de ser rejeitado num mundo que não gosta da imperfeição, somos animais que buscamos a perfeição e não a temos. Quantos marcharam para exterminar outros clãs ou outras nações por que não suportaram a diferença? Hefesto não fez guerra contra sua mãe Hera e nem seu pai Zeus, muito menos com seus irmãos, superou para ser aceito e mostrou que mesmo coxo, poderia produzir coisas úteis que seus irmãos poderiam usar. A religião cristã contra a vontade de Jesus de Nazaré, forjou a idéia e perfeição, a idéia que só podemos vencer pelo movimento e a perfeição (será que herdaram dos gregos?), que muitos pastores querem nos “curar” contrariando as leis divinas. Não é atoa que Nietzsche vai dizer que a religião cristã é decadente, porque forjou uma falsa igualdade e fez com que todos os mais fracos fossem ditos como “coitados”, mas os que eram fracos e não cristãos na verdade, eram os fortes e superavam, mostravam isso em seus mitos.

Os cristãos são os ressentidos de não ser superiores e terem dentro de si a Vontade da Potencia, cada célula nossa em vontade de superar, vontade de superar conceitos tão fracos e estúpidos. Então diante do fato de sermos ainda de uma cultura decadente, devo dizer que perdemos a essência de união e botamos no lugar a fé egoísta de só devo ser ajudado porque rezo mais alto. Será que nós deficientes quebraremos nossas correntes diante dessa decadência? A cultura em vez de evoluir ele desegenera, em vez de sermos tratados melhores, somos tratados igual ou muito piores, pois mesmo que culturas não cristãs matam os deficientes num ato de rejeição explicita, eles não são demagogos em não matar para usá-los em campanhas ou em indústrias de órteses e próteses. Como dizem, é a minoria com sentimento de maioria, uma minoria que joga idéias para alienar o ser humano.

O cristianismo pôs em nosso inconsciente a apologia da beleza, a beleza para o povo cristão é uma vaidade, é errado porque o povo cristão é ressentido. Mas não é o belo mais agradável? Mesmo quando somos deficientes, só os mais resolvidos vencem porque há uma confiança naquilo que fazemos, mas fazer o que nosso espírito pede e não receber esmolinhas de uma sociedade trágica e demasiada humana. Onde está a humanidade e igualdade cristã, onde nós nos encaixamos numa sociedade que valoriza a beleza e os bons costumes e rejeita os imperfeitos? Somos feitos para sermos o showzinho humano de competir e não progredir em espírito e conhecimento e sempre começar como um “ninguém” e se contentar de estar com os menos?

9 09UTC Agosto 09UTC 2009 Publicado por eu23 | Uncategorized | | Sem comentários ainda

Cadeiras de banho e os movimentos

Afinidades entre cadeiras

Estava aqui pensando em minha cadeira de banho, que é toda feita em PVC, aquele plástico que eles fazem canos para o transporte de água. Muito boa e muito resistente, o melhor de tudo é que não tenho que me preocupar com ferrugem a parte; sinto que tive que me adaptar a ela, pois não foi feita para um deficiente com Paralisia Cerebral. Todo teste dela, com toda certeza, foi feita com um paraplégico, que alias, a maioria dos aparelhos são feitos testes por eles. Mas esse é uns dos muitos probleminhas que enfrentam os deficientes, pois nem mesmos os aparelhos tem um certo nível de igualdade; se estamos fazendo aparelhos para deficientes, tem e devem ser adaptados para deficientes em geral e não para uma parcela agregada de uma especifica deficiência.

Mas o caso é que pessoas não são de PVC, pessoas são de carne e osso  tem sentimentos, tem esperanças e em algum lugar deve encontrar uma saída. Não estou vendo em nenhum movimento, só escuto dizer que há uma desorganização dentro do próprio segmento e isso me deixa preocupado. Por que essa desorganização? Em primeiro, existe uma covardia inata dentro dos próprios movimentos; pois se temos que lutar pelos direitos das pessoas deficientes, temos que ver e conhecer tudo e não “achar” que temos dependência; então quer dizer que somente a sociedade tem que aceitar o deficiente e não sua própria família? A inclusão é um ato supremo familiar e não tem jeito, alguns movimentos até desperdiçam argumentos invocando uma condição de ignorância, mas se a aceitação não vier da própria família não se pode exigir da sociedade. Posso falar de um grande erro dos movimentos, o erro de deixar as próprias pessoas lutarem, as próprias pessoas se virarem; então, por que se fundam movimentos se não temos nenhuma estrutura emocional para esses? Eu estive em um movimento e sei como eles procedem em sua grande maioria.

Por dezoito anos estive engajado dentro de uns dos maiores movimentos que já vi em termos de luta da pessoa deficiente, talvez por tamanho, talvez pela ideologia arraigada de evangelismo e sonhos poéticos; na verdade é uma visão muito recente que faço dentro de tudo que passei, pois nos últimos anos desse engajamento que pude ver o que era verdadeiramente. Nos primeiros tempos nada sabia dessa luta, era um mundo a ser descoberto por mim, a ser descoberto e a ser explorado. Minha vida era só criticar e bagunçar sem preocupações, sem me importar o que o mundo pensava, só criticar e bagunçar sem preocupações, sem me importar o que o mundo pensava de mim e de minha deficiência. Esse movimento tinha o nome o seu ideal, o ideal de uma fraternidade de pessoas doentes e deficientes que lutaria por uma melhor igualdade dentro da luta e dentro do seguimento. Como todo movimento, partido político, religião institucional, há pessoas que levam a serio e seguem sua filosofia e há pessoas que vão só para tumultuar o coreto e nada contribuem. Mas a essência jamais deveria se perder, mas em alguns casos, perdem os ideais e ficam os interesses. Nos últimos oito anos, me identifiquei com seu ideal e comecei a lutar, indo no conselho municipal levando uma van (aqui em são Paulo existe um conselho municipal de deficientes que funciona dês do governo da Erundina, também existe um serviço municipal de vans que se chama ATENDE, são adaptadas e pegam de porta em porta, que foi instituída muito mais por pressão internacional do que por boa vontade política), onde acreditava em um ideal e poderíamos mudar alguma coisa. Dentro desse movimento há separações regionais geográficas, se moro na zona leste de São Paulo, por exemplo, irei participar no núcleo mais próximo e por ai vai; eu participava de um próximo meu bairro e por muito tempo lutei por esse núcleo. Fui primeiro adjunto (uma espécie de vice coordenador) e a um ano e dois meses fui eleito coordenador. Só que é assim, não gosto que as pessoas não me dê espaço para fazer meu trabalho e isso é inato dentro da minha natureza, então misturaram minha vida pessoal com minha vida de coordenador e ficou insuportável tal cargo.

Na minha visão existem muitas pessoas imaturas que ainda não entenderam o que é real democracia, pois não se fala em democracia sem ter ordem e sem essa ordem não existe progresso, como está em nossa bandeira. Nosso povo ficou mais de vinte anos num regime totalitário sem tomar decisões, também tem o fator que não há uma cultura de ler, então tudo que sabemos de democracia é de outros dizerem e assim fica uma visão distorcida do que realmente se é. Muitos nem sequer sabem ou leram obras socialistas, quem realmente formulou a teoria socialista em sua essência, que são Marx e Engel. Mas numa analise profunda, nem sempre um líder pode e deve trazer aos que lhe elegeram, uma assembléia para votar, pois não haveria necessidade para isso. Foi explicado por algumas lideranças bem mais antigas, pois se o coordenador acreditar que não haveria modo de uma festa, por exemplo, não precisariam levar e assembléia por falta de tempo. Bom, minha posição política e de vida é totalmente democrática, só que nem tudo a maioria está preparada para decidir, como ouve muitas pessoas que complicaram minha coordenação por imaturidade e não entenderam a maioria das minhas posições, eu decidi me retirar e não mais me sacrificar e nem a quem eu amo. Talvez a maioria não entenderam o que eu fiz, mas tomei uma decisão madura, pois antes de sacrificar minha saúde e minha vida pessoal (família e namoro), tive que recuar e não mais lutar por uma causa que já não era a causa em si mesma, mas uma gama de interesses de poder e ideológicos. O ser humano, como bem disse Aristóteles, é um animal político e age conforme seu próprio interesse.

Ao meu ver sobre o segmento, há muita divergências dentro dele, isso não vimos dentro dos movimentos de negros, das mulheres, e etc. O intuito também de todo movimento é ajudar as pessoas a e encontrar e ela decidir onde caminhos trilhar, mas tem que se apoiar tal caminho e tal decisão. O movimento de mulheres não vai de maneira nenhuma só apoiar a mulher se ela apanhar de um desconhecido ou se ela, procurando esses movimentos ou ONGs, vai ouvir que não poderão fazer nada e que o próprio individuo é agente de sua própria vida. Até reconheço que é bem da verdade que é isso mesmo, mas há um ponto a se refletir sobre, se é assim para que temos esse tipo de movimento? Para começar a grande maioria não sabe, ou não quer saber, de estudar as leis e os deveres que temos direitos. O principio do direito é, acredito, seja de todo ser humano dês da concepção até sua morte e então, no mínimo temos que conhecer quais os princípios que regem esse direito.

Esta é uma questão também de interpretação sistemática do que vivemos, podemos interpretar a vida difícil ou não, depende do que interpretamos. A questão de amadurecimento é muito mais psicológica do que uma questão de ordem pratica, porque existe pessoas que casam e tal e não são maduras ou que são mestres daquilo que fazem. Eu confesso que muitas vezes não tenho amadurecimento o bastante para levar a questão adiante, porque tudo que fizemos ou fazemos vão ter “frutos” mais adiante; é o tão famoso ação e reação que tanto é evidente.  Então talvez não deveríamos como se fazem por ai, fazer com os outros o que não queremos que façamos conosco, porque com toda certeza, voltará para você em dobro. Seria místico isso? Não sei não. Muitas pessoas ao longo de nossa história deram violência receberam também, deram amor e receberam amor, pois só recebemos o que estamos prontos a dar e isso vem sendo cogitado a séculos a fio. Também podemos afirmar que se trate de algo do tipo de linguagem que se pratica, pois se vamos tratar de escolher “maçãs” para um bolo, por exemplo, temos que associar o nome (apenas um signo) ao objeto que se é tratado, sem mais e sem menos. Ideologias também não seria um signo sistemático que a grande maioria segue? Resta a duvida e esta nos faz racionais a declarar que podemos sair de nossas próprias “cavernas” ideológicas e fazer esse tipo de comentário, fazer esse tipo de indagação.

Conclusão: podemos afirmar que nunca haverá e nunca houve nenhum ser humano que possa afirmar verdades e possa resolver todas as mazelas do mundo, pois as ideologias estão ai e nunca resolveram nada. Como disse acima, pessoas não são feitas de PVC, mas são feitas de sentimento e acredito que temos e somos a essência do criador. Portanto não podemos nos render aos “medos”, pois esses levam ao ódio e assim, brigas intermináveis acontecem. Não devemos nos render ao individualismo, mas reconhecer e exigir que os outros movimentos nos aceite, afinal existe negros com deficiência, mulheres com deficiência, homossexuais com deficiência e etc. pois fui no encontro da juventude no ano passado e muitos movimentos não puseram em suas pautas a deficiência, nós apesar de muitas discussões individualistas, pusemos algumas resoluções universais; onde está a verdadeira adesão a inclusão dos deficientes? Muito raro vejo nos olhos sinceridade e muito vejo “pena”, com raras exceções. Também não acredito nas cotas, essas são uma mentira, porque 5% pode ser muito bem contratado por deficiências que andam e não precisem de adaptações no local de trabalho; ou lhe dão um emprego fajuto só para ao pagar multas.

Outra farsa é entidades usarem o nome dos deficientes para pedir “esmolas” milionárias na TV e dizer que luta pela causa, pois não luta e sei muito bem que dizem essas coisas só para arrecadar dinheiro. Onde estão elas na questão familiar, onde bem sei, não fazem um acompanhamento psicológico ao desligarem? Onde está os movimentos que se esqueceram da verdadeira luta? Com toda certeza estão mais preocupados com a Avenida Paulista, do que outra coisa, como algumas vereadoras por ai.

30 30UTC Junho 30UTC 2009 Publicado por eu23 | Uncategorized | | Sem comentários ainda

Pensamento que enganam o homem

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Pensamento que enganam o homem
Por Marley Christina Felix Rodrigues
10/06/2009

Hoje se pensa que o mundo está evoluído, mas infelizmente essa não é a realidade. Hoje se fala que o mundo está mais fácil de se viver, que as mentes estão mais abertas para seu desenvolvimento.

Hoje diz que o mundo está mais aberto para discutir vários assuntos, como a deficiência. Isso é mentira, hoje muitos deficientes não tem autonomia em sua própria casa, não tem o direito de falar o que pensa, sente etc. E quando ele procura falar entre a família é crucificado. No mundo onde vivemos, sinto na pele como o deficiente que sou o mundo está regredindo. Muito se falou sobre o nazismo em especial em Hitler, pela sua crueldade, mas acredito que todo ser humano tem um pouco de Hitler.

Pois no mundo todos pregam o amor, mas não tem amor por ninguém, nem por ela própria. Hoje se ama pelo que você tem e não pelo que você é.

Nós temos visto nos jornais que a violência tem aumentado, onde está o amor? Hoje se mata por prazer de ver o outro sofrer, morrer a míngua.

Hoje a questão da deficiência também não está bem resolvida em nosso país. Eu digo por que vivo essa realidade e sinto um peso para minha família, somente uma forma de prover dinheiro. Eu me sinto um nada, e as vezes desejo até a morte! Porque sinto uma morta viva; porque sinto que morria a cada dia.

Eu preferia levar um tapa a sofrer a pressão que sofro dia após dia. Eu diria que entre os animais existe mais amor e são mais sinceros do que o ser humano. Nós temos no meio dos animais que cuidam de sua cria. Já o ser humano tem se mostrado totalmente sua imagem irracional que faz o que for preciso para consegui o que quer! Independente de quem seja.

Não se engane, seja realista, o mundo está voltando a ser primitivo onde valia tudo para conquistar o poder.

Comentário:

Esse texto foi escrito por minha namorada que tem o mesmo dom que eu e gosta de escrever. Dois aspectos muito interessantes desse texto, são de maior relevância que pode deixar mais fácil o entendimento sobre o entendimento a idéia do tema sobre a inclusão sem o discursinho hipócrita de movimentos que se dizem fraternos.

Primeiro aspecto: podemos observar um caráter sociológico que contem o texto e que ela tem as mesmas idéias que eu. Comprova o que sempre disse sobre o intimo do ser humano, todos dizem serem liberais e democráticos, mas isso é a pior mentira que se pode contar a alguém. Como ela disse: “Muito se falou sobre o nazismo em especial em Hitler, pela sua crueldade, mas acredito que todo ser humano tem um pouco de Hitler.” É mentira? Quando olhamos uma pessoa com problemas de pele ou um amputado, no primeiro momento não sentimos asco? A um tempo atrás, uma juíza e hoje é deputada (não me lembro o nome), disse que tudo que é diferente nos dá “asco” de se ver, todos disseram que ela exagerava. Não, está…todos que vê um deficiente nas ruas as pessoas tem um ar de pena, de impaciência pela pressa de uma vida vazia.

O tema é muito amplo e nos remete até o ponto que tanto chego o problema não é a sociedade e sim a própria família. Neste simples texto comprova que a maioria das fraternidades mais esconde em sua intima formação.

Segundo aspecto: quando ela diz: “Hoje a questão da deficiência também não está bem resolvida em nosso país. Eu digo por que vivo essa realidade e sinto um peso para minha família, somente uma forma de prover dinheiro. Eu me sinto um nada, e as vezes desejo até a morte! Porque sinto uma morta viva; porque sinto que morria a cada dia.”

Ela diz que sente ser uma morta viva, porque sua família faz o que a maioria das famílias fazem, prendem o deficiente. Agora vamos mais a fundo em minha explanação, essa família em particular é evangélica e se diz seguidora de Jesus. Será que eles realmente seguem? É só eles terem lido Mateus 23 que Jesus chama todos os escribas de hipócritas, não só esses escribas ou senhores das leis, mas toda pessoa que usa a palavra das escrituras para comandar e não para esclarecer a obra do Criador. Muitas pessoas tem uma visão ou de interesse ou de distorção a palavra, querem que o Criador façam nas suas vidas o que elas próprias deveriam fazer e ficam com a idéia errada que beijar e pecado, que fazer sexo é pecado, que fazer aquilo ou aquilo outro o é. O que é pecado está nesse parágrafo, aprisionar e acometer uma pessoa a ser e a se sentir culpada se sentindo uma “morta viva”.

Se pensarmos direito, ninguém tem o direito de aprisionar ou de obrigar ninguém a fazer ou não fazer é um direito que é assegurado dentro da constituição federal. O que acontece que a maioria das pessoas mais velhas não mudam o foco de suas crenças e de seus conceitos e atrapalha o progresso humano nos amarrado em tradições muito pouco viáveis, ou em vícios que nada ajudam no progresso de si mesmos. Nesse caso, o que se pode fazer senão os movimentos se unirem como os outros movimentos das “minorias” que tem até articulações políticas e fazem e acontecem? Porque o medo de perder nossa dependência é muito maior, pois é muito mais fácil sai pregando que a pessoa é o agente do seu próprio meio, do que apoiar pelo menos a pessoa que tanto a religião e quanto ideologias estragam e aniquilam o diretos civis das pessoas com deficiência.

É muito pouco provável que o ser humano faça por si mesmo, é muito pouco provável que ele deixe suas amarras paternalistas para apoiar em si e sua força de vontade. Isso é prova que todo ser humano é perverso, desumano e hipócrita até a ultima gota de sangue.

30 30UTC Junho 30UTC 2009 Publicado por eu23 | Uncategorized | | Sem comentários ainda