Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 05/01/2012

Ser ou não ser; eis a questão.

Um Peixe grande querendo engolir os pequenos e logo embaixo, os pequenos se unindo para engolir o grande.

Esse anuncio foi postado em um grupo virtual do facebook, onde uma amiga fez de boa vontade.

BANCO MULTINACIONAL contrata PESSOAS COM DEFICIÊNCIA para trabalhar como CAIXA nas cidades: Rio de Janeiro, Pouso Alegre, Varginha, Sorocaba, Salvador, São Paulo, Uberlândia, Brasília e Belo Horizonte.

ASSISTENTE COMERCIAL: Aracaju, Feira de Santana, Maceió, Recife, João Pessoa, Natal, São Luis, Teresina, São Paulo e Baixada Fluminense.

Média salarial: R$ 2.000,00 + benefícios.

Enviar CURRÍCULO e LAUDO MÉDICO para curriculo@ame-sp.org.br

Talita Oliveira

www.ame-sp.org.br

talita@ame-sp.org.br

(11) 2942-7354 Ramal: 259

Cansei pessoal! Cansei de dizer, cansei de mostrar, cansei de ver e de olhar pessoas me dizendo da minha agressividade quando digo essas coisas. Que deva ser agressividade? Eu dizer a verdade, nada mais que a verdade? Eu e a Marley mandamos o currículo para essa AME e nada mais, até teve certa empolgação com a Marley, ficou empolgada comigo (que retornei depois), mas quando soube que eu e minha noiva era cadeirante, desconversou. É uma realidade frequente com as pessoas com deficiência, mas uma coisa estranha me intriga; esse anuncio e explico logo abaixo.

Esse anuncio era para uma vaga de um banco multinacional, mas a atendente disse a mim que o meu currículo iria ficar no arquivo e para Marley, ela disse que iria retornar “depois“. Juro. Não sou mentiroso, essas coisas acontecem frequentemente no nosso meio, porque as próprias pessoas com deficiência aceitam “esmolas” como salários baixos e até, outras coisas. Juro, estou desiludido com o segmento e não vou deixar não, pode ter a absoluta certeza.

Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 29/12/2011

Nota sobre a praia acessivel

Usuários na cadeira de rodas em praia de São Sebastião

Vou escrever apenas uma nota sobre a acessibilidade das praias, recebemos cadeiras especiais para entrar no mar. Acredito que é um ótimo meio de nós, cadeirantes, de entrar no mar quando fomos ao litoral. Mas (sempre há um “mas” no meu vocábulo), existe prioritariamente, uma trindade muito importante. Estudo, trabalho e transporte. Estudo para sabemos o mundo em que vivemos e se qualificar cada vez mais como seres humanos, trabalho que seria o “fruto” desse estudo para nos sentir uteis para a sociedade e transporte para nos locomover. Sem esses três itens, não podemos de maneira nenhuma , usufruir de tal beneficio.

Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 27/12/2011

Violência silenciosa

O discurso da senadora Marta Suplicy me assustou em relação, o que ela mesma disse, no caso dos “deficientes”. Como assim que as pessoas com deficiência, não vive as mesmas violências que os homossexuais? Primeiro que está na Convenção dos Direitos das pessoas com deficiência, que não é mais “deficiente” que é uma forma pejorativa, uma forma de mostrar nossa incapacidade e sim, pessoa com deficiência. Todo ser humano tem a capacidade de se adaptar sobre as dificuldades da vida e muito bem. Mas nesse discurso para defender um argumento da bancada evangélica, a senadora disse que não sofremos nenhuma violência que sai na primeira pagina do jornal. Agora pergunto: temos culpa que a grande mídia não se interessa por esse tipo de noticia? Agora só vai se defender minorias que saem em grandes jornais, isso é um argumento pobre e sem a menor consistência.

Logico que vivemos violências muito piores, pois saiu em grandes jornais sim, que garotas de síndrome de down são estupradas, que um menino com paralisia cerebral grave, foi morto a pancada e ninguém disse nada. Como não sofremos violência? Esse é o menor das violências, tem a violência silenciosa que não aparece em noticiários, que não aparece em mídias por não dá IBOPE. Quero deixar bem claro que o discurso final dela eu apoio completamente que temos que viver em harmonia, mas defender uma classe da minoria em cima de outra, é feio no mínimo.

A senadora não sabe que existe pessoas com deficiência no nordeste que são acorrentadas, que existe pessoas com deficiência que sofrem pressão psicológica, recebemos muito bullying institucional do próprio governo e as entidades que ele insiste em sustentar. A senadora deve ter esquecido do caso da Pestalozzi do Rio de Janeiro, que seu diretor com problemas mentais, torturava crianças com deficiência graves e sem o menor meios de se defender. Fiquei indignado com o discurso da senadora que para neutralizar o discurso da bancada evangélica, que mais uma vez nos usa como se fossem nossos defensores, diz um disparate desses, como se nós não fossemos nada. Não tem um dia que nós não ficamos a mercê de preconceito, de violência verbal e de gestos de pressão, não tem um dia que temos que “matar um leão”. Se começamos a namorar, não temos paz um dia, pois a pressão e o preconceito são enormes, fora que as pessoas não abrem mão de seus compromissos para ajudar. Não abrem mão do que é mais cômodo para cada família, não podemos nos locomover, não podemos passar as datas festivas juntos, não podemos trabalhar porque os empresários ainda batem o pé dizendo que não temos qualificação. Como não sofremos violência?

Nada tenho contra os homossexuais, mas eles trabalham, podem se locomover, podem ter a escolha de seus companheiros, nós não podemos. É triste ver que eles sofrem o preconceito a mesma coisa que nós, mas nós é ainda muito pior do que isso, o preconceito silencioso, esse é o mais perigoso. Nós somos taxados de sofredores eternos a muito tempo, somos taxados de inúteis, somos taxados de sobreviventes da má sorte humana. Um dia os gregos praticavam o homossexualismo, as pessoas deficientes eram mortas das piores maneiras possíveis. Acabamos, como sempre, fazendo argumentos em cima de besteiras e mazelas que não correspondem com a verdade e fica a duvida se somos seres humanos ou não. Afinal, somos intocáveis no ver da senadora, que nem ninguém reparou que ela disse. Não é o bastante leis ridículas que dão ingressos para pessoas com deficiência irem a Copa, coisas como dar coisas, não estão incluindo, estamos sendo excluídos de toda a sociedade dando “esmolas”.

Quer maior violência? A indiferença , essa é a maior violência.

Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 09/12/2011

Do Contrato Social e Educação Inclusiva

 

Jean Jacques Rousseau em pintura

Fiquem com um texto do filosofo Rousseau depois volto:

“Sob os maus governos essa igualdade é somente aparente e ilusória; serve só para manter o pobre na sua miséria e o rico na sua usurpação. Na realidade, as leis são sempre úteis aos que possuem e prejudiciais aos que nada têm, donde se segue que o estado social só é vantajoso aos homens quando todos eles têm alguma coisa e nenhum tem demais”(Do Contrato Social, Jean Jaques Rousseau)

O filosofo genovês, disse isso a mais ou menos duzentos anos e nunca esteve tão atual. Num paragrafo bem sugestivo ele diz: “Sob os maus governos essa igualdade é somente aparente e ilusória; serve só para manter o pobre na sua miséria e o rico na sua usurpação.” Que esta claríssima a alegação, em qualquer governo democrático ou não, monárquico ou não, ditador ou não, as leis são feitas para os ricos continuarem com sua usurpação (roubo) e o pobre será sempre levado a sua total miséria. Não importa se você é negro, se você é branco, se você é deficiente, novo ou velho. As leis sempre vão beneficiar aqueles que as possuem e prejudiciais a aqueles que não possuem, pois não importa em que regime estivermos a realidade só vai ser mudada, quando a maioria descobrir que é a maioria. Ai cabe-nos uma pergunta: existe mesmo liberdade ou é uma coisa ilusória dentro da suposta democracia, onde somos obrigados a votar, somos obrigados a assistir propaganda eleitoral?

Será que Rousseau disse isso com a palavra “ilusão”? A liberdade em si é uma insuportável ilusão? O problema não é a alienação que os “outros” nos fazem ter, mas, a nossa auto alienação de querer ver um mundo melhor e não ve o que o filosofo indica, meras ilusões, ou seja, a democracia é mera ilusão. Na verdade –Jesus mesmo disse que a verdade nos libertaria –acredito que o ser humano está sendo usurpado não só em sua condição digna, mas usurparam até a verdade dos fatos. Como disse outro filosofo Thomas Hobbes, o homem é sempre o lobo do próprio homem, pois ele quer sempre alimentar seu próprio “gozo”. Isso se dará muitas vezes dentro do convívio social, não deixando brechas nem para a “livre expressão”, nem para “fazer o que bem desejar”. Seria muito bom se as pessoas não se negassem para serem aceitas, mas não podemos exigir isso da maioria.

Tem mais um fato muito importante que a maioria não sabe, nós seres humanos somos “animais” políticos segundo Aristóteles, mesmo quando estamos conquistando alguém ou opiniões, estamos fazendo politica. Essas pessoas que acreditam que falar de politica é uma coisa “chata” está onde Rousseau disse, em uma ilusão, um holograma que pensamento ser verdade absoluta. Como diria uma colega, isso se chama um relativismo positivo, pois ao enxergar que a sua verdade não é absoluta, pois ela não existe. Mas para qualquer governo no mundo que faz jus a teoria de Maquiavel, todo meio destina-se a um fim, se tomo uma decisão, aquela decisão tem que se destinar a um fim. Ou trocando em miúdos, se um decreto sai alguma coisa tem que se ganhar com isso, pois tanto trabalho não pode não ter uma recompensa.

Todos nós sabemos que as pessoas com deficiência – nem todo o segmento, mas  maior parte – tem uma ingenuidade politica muito significante. Não é possível que essa luta que começou em meados de 1970 se acomodou de um jeito que todos não mais lutem, que todos não mais digam ou não se vendem, se vendem e muito barato. As portas foram abertas por um “paternalismo” que algus surdos querem, um gueto que a “cultura surda” vai constuir dentro da inclusão, com a falsa promessa da escola bilingui. Por que falsa? Ora amigos, Rousseau já dizia no seculo dezessete, que a liberdade é uma ilusão; qualquer governo faz leis para o pobre ser mais pobre – assim explorar seu trabalho – e o rico continuar com sua usurpação, nunca haverá escolas bilinguis, porque não interessa aqui nesse país feudal, um povo educado. Não interessa nesse país uma cultura que valorize o ser humano, que valorize as pessoas com deficiência como deve ser, pois somos considerados não cidadãos do Brasil e querem nos trancar em instituições que só querem o dinheiro.

Como sempre digo, passei quinze anos numa entidade que nada fazia e nada faz pela inclusão, não me venham justificar o que não dá para justificar. Não tínhamos nenhuma liberdade e nenhuma autonomia, tudo era feito por voluntarias que não nos deixava fazer nada. Nada mesmo! Como querem me convencer – estuprando minha inteligência é claro – que nós pessoas com deficiência, temos liberdade de escolha? Mas estamos mesmo podendo ter o direito de escolha? Acredito que nós pessoas com deficiência, não estamos sendo respeitados em nossas escolhas, graças aquele estereótipo que somos dependentes ou não devemos ter as mesmas matérias ou o mesmo conteúdo do que os demais. Mas não é só isso, existe um pensamento psicossocial, que colocaram dentro de nossa condição há séculos. O pensamento do sofrimento eterno, somos – segundo o senso comum – sofredores do martírio eterno de carregar uma deficiência e não podemos ser felizes. Mas, felicidade não é sinônimo de liberdade?

Liberdade politica tem a ver com a democracia e anarquia. Democracia é uma palavra que veio do grego democratia que quer dizer “o poder do povo” e é um processo histórico muito longo para debatemos nesse texto, mas a definição moderna de democracia é, ou  deveria ser, com a participação popular. A maioria que elege o governo executivo e escolhe a proposta de seu candidato, ou como aqui no Brasil, a proposta partidária. É um grande erro confundir democracia com libertinagem, a democracia é construída nos pilares da “maioria” –pelo menos é assim na teoria – escolher como melhor para toda a sociedade. Mas ai que está o erro, essa maioria precisa ser ouvida, mas não é ouvida; a liberdade só é dada, quando não mexe com o executivo, ou seja, voltamos a fala de Rousseau que as leis são para o ricos tomarem o que é da maioria. Anarquia é, ao contrario do que a maioria pensa, não é a ausência de ordem e sim ausência de coerção, pois não há nenhuma resolução que obrigue o cidadão a fazer o que não quer. O salario não é renda, todos os cidadãos poderiam dar suas opiniões e poderiam fazer sob sua vontade. Ai que está a confusão, não podemos fazer tudo que queremos se esse “tudo” foge do bom senso de cidadão, até mesmo no anarquismo.

Então cheguei ao que interessa. Existem dois polos principais dentro da suposta democracia brasileira: o coronelismo do norte e nordeste e o tradicionalismo nacionalista, quase, beirando uma espécie de nazismo do sul. Ou seja, o coronelismo norte-nordestino faz com que a “seca” e a pobreza na região não acabe e todos os recursos sejam destinados aos mesmos. Por isso existe prostituição, existem crimes e existe a ignorância, porque não “interessa” ter um povo educado. No sul beira o preconceito e a discriminação por causa do tradicionalismo exagerado de não tolerar o diferente e vou explicar.

Do nordeste e norte, nós pessoas com deficiência, estamos sofrendo pressão para a diminuição da lei de cotas a PL 8213/91. O Senhor Senador Jose Sarney, quer diminuir de 5% a 3% por uma “desculpinha” que não existe pessoas com deficiência qualificadas. Então, os diplomas que eu e muitos amigos temos, são de “mentira”? O Senador deveria defender a população, que pensa viver em uma democracia, pois o que vejo é uma grande farsa. Por que uma grande farsa? Eis a questão! No mesmo livro de Rousseau ele diz bem no começo: “O homem nasceu livre, e por toda a parte geme agrilhoado; o que julga ser senhor dos demais é, de todos, o maior escravo”. Resumiu tudo. Mesmo aqueles que “acham” ser os “senhores” de tudo são os maiores escravos.

Por falar em escravos, o Sul que tem a politica segregaria, está levantando a bandeira da “escola especial”. Enquanto outros países estão evoluindo nessa parte, o Brasil quer retroceder, até mesmo Israel existe escolas que abrigam pessoas com deficiência (se eu não me engano). Por que isso? As classes especiais recebem incentivo do governo, na verdade, essas entidades não vivem de “cartões de Natal” ou programas de TV, são milhões repassados para manter essas escolas especiais. No Sul, há uma tradição governamental, de fazer esse tipo de escola; não se admite pessoas com deficiência estudando junto com os “outros”. Como relatei acima, não me agregou nada estudar em escolas especiais, fiquei mais dependente, fiquei mais “alienado”. Imagine caro leitor, se acabarem com a escola especial? Onde eles iriam arranjar dinheiro? Essa é a nossa politica.

Como fica a inclusão de pessoas com deficiência? Fica em poeiras de um preconceito idiota e nada faz para integrar pessoas como eu, cadeirantes, os surdo, os cegos, as pessoas com deficiência metal. No Rio de Janeiro esse tipo de politica ganha voto, cada vez que o Brasil quer tomar um rumo ao progresso, existe a tradição preconceituosa que não deixa isso acontecer. Como querem uma politica seria de inclusão e os próprios deputados que se dizem defensores da causa, tiram fotos com as mesmas entidades que querem nos apunhalar? Muitos me dizem que o ministério publico federal nos apoia e se manifestaram em repúdio, mas não fizeram nada para barrar essa PL que é contra até a constituição do Brasil. Nenhum promotor com um “pingo” de bom senso, deveria abrir processo contra e até tomar providencias ao que se refere a nós. Cadê a democracia? Essa democracia de oligarquia, não é por mim nada mais, do que herança medievalista portuguesa, só isso.

Para finalizar esse texto, quero expor minha opinião sobre inclusão. Quando dissemos a palavra inclusão não é só uma misera palavra, é um ato, é um gesto simples de incluir pessoas que tem alguma limitação. Não é um favor, é um dever. Nós pessoas com deficiência votamos, compramos, consumimos como outra pessoa qualquer. Não adianta vim com argumentos que a pessoa com deficiência não pode aprender por ter uma deficiência severa, que esse argumento não “cola”, pois já vi muito pessoas com deficiência mental aprender ler e a escrever. Digamos NÃO ao retrocesso e SIM ao progresso. Afinal em nossa linda bandeira está “Ordem e Progresso”.

Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 06/12/2011

Putamente Foda (O que aconteceu domingo, no Parque Ecológico do Guarapiranga)

Rockdelia, banda do meu amigo Dudé, fazendo um "puta" Show

Depois de uma linda homenagem ao nosso amigo Jorjão que se foi nessa sexta feira dia 2 de dezembro, vamos falar do domingão que passamos do Parque Ecológico do Guarapiranga dia 4. Foi um evento muito bonito, mas poderia ser melhor se fosse um pouquinho mais organizado e num lugar um pouco mais acessível.

Por que estou dizendo isso? Primeiro, fizeram errado a entrada, pois as vans deveriam desembarcar na entrada do centro cultural, e não no outro lado que tivermos que atravessar uma avenida (detalhe, né?). Na entrada ganhamos revistas (antigas), para ganharmos uma sacolinha tínhamos que participar de um Quis. Em minha opinião, ou se dava para todo mundo ou não se dava para ninguém, se é um evento de “secretárias” e “Conselhos” o dinheiro é publico, portanto, nosso. Como sei que esses eventos vivem de doações – pois o governo gosta de fazer “media”, mas na hora de doar se finge de surdo – deveram estimar o numero certo dos convidados. Mas não ficou só nisso, o chão de acesso ao parque e o centro cultural era péssimo (ainda é porque infelizmente não deixou de existir). As tabuas tinham vãos que eram separados e um amigo caiu (como uma manga madura), porque o nivelamento do chão não era bom.

Criticas são para somarmos sempre, talvez as minhas são acidas, mas não podemos também esquecer do hino nacional em libras que foi cantado. Enfim, teve de tudo nessa virada inclusiva. Mas estava conversando com a Marley perto do palco, veio a mim meu amigo Dudé e disse que mandou um e-mail para a direção do evento e a direção não repassou, conclusão, não teve amplificador e nem o som necessário. Mesmo assim teve o show, poderia ser muito melhor com os equipamentos. Fora que eu e a Marley pedimos 5 vezes a camiseta do evento e não ganhamos.

Eventos com pessoas com deficiência não podem de maneira nenhuma serem feitos de qualquer maneira. Sempre se tem que ver todo tipo de acessibilidade e não deixar ter acidentes.

Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 05/12/2011

Homenagem a um amigo[amigo Jorge Poeta]

Jorge Poeta, descanse em paz

Partiu-se um grande poeta, a qual, recitou com grande bravura e imensidade, dignidade, a mais a mais bela poesia, a vida.

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Mas lembre-se

Águia é sempre águia

nasce águia

permanece águia

é eternamente águia

mesmo longe

sempre perto

vai com Deus [Jorjão]

óh grande águia

não dizemos adeus

pois sabemos que grande

mensageiro do amor

e esperança, e o mais importante

de Deus, não se vai.

Mas permanece para sempre, conosco

pois matéria é  matéria

um dia acaba, mas o espirio permanece

Descanse em paz Jorjão, pois cumpriu sua missão

e como um bom soldado, merece descanso

Hoje perdemos um amigo, mas os céus estão em festa

Mas ganhamos incentivo  e força para costumar a lutar

pois um grande líder se foi, mas nos deixou uma missão e um grande exemplo

lutar e nunca desitir

fique em paz amigo

pois cumpriu sua missão

com bravura

combati um bom combate

acabei a carreira, mas guardei a fé

e os familiares e amigos sabe

que o choro pode

durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã

pois a imortalidade existem

mas não é todos que a possui

pois é um dom é uma dadiva

dada o espirito forte, e mensageiros do amor

amar não é apenas, palavras

mas atitude e abedoria

quem ama não é submisso

mas o sente e o transmite em atitude

e o Jorjão era o exemplo vivo de amor ao próximo

obrigado jorge

por suas palavras, abraços e afeto

sinta agora nosso abraço e afeto

e o nosso muito obrigado

pois amigos não se despedem, pois sempre estarão ligados

pelo coração

homenagem da Irmandade da Pessoa com Deficiência

e os amigos

Amauri e Marley

Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 30/11/2011

Mensagem de Márcia Gori

 

 

vou postar a mensagem da minha amiga Marcia depois volto:

 

“Sabe lendo tudo isso q vcs estão noticiando, fico a pensar…

Eu tenho medo de acordar no dia seguinte e ter a informação q mais um direito meu foi violado, q mais um direito meu foi cedido ou trocado por meros conchavos eleitorais, q eu como pessoa com deficiência, perdi o meu lugar ao sol por preconceito, articulações sombrias de políticos q os meus amigos acreditaram nos discursos e depositaram minha vida nas urnas me deixando refem dessas baixarias…

Penso que nós do movimento da pessoa com deficiência se politizou demais e não tem coragem mais de se expor em uma mobilização de #BASTADEBRINCARCOMOSMEUSDIREITOS, ficamos somente atrás das redes sociais sem coragem de colocar a cabeça pra fora da zona de conforto, somos 23,9% da população brasileira, ou seja quase 1/4, de pessoas com deficiência fora seus familiares…

Vc sabe o q é isso???”

Todos nós sabemos, sabemos também que muitos se fazem de “mortos” para não dá a cara a bater. Como disse, dia 3 o tema deveria ser, “ta tudo uma merda, todos tomaram no rabo?”. A merda não é pouca, tomamos no CONADE e a Dilma que chora. e é verdade, temos que assumir que muitas vezes somos omissos e irresponsaveis…a mensagem da Mácia diz tudo.

Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 12/11/2011

Cultura Surda

Descrição: um macaco que não vê, um macaco que não ouve, um macaco que não fala

“Aprendi a respeitar as idéias alheias, a deter-me diante do segredo de cada consciência, a compreender antes de discutir, a discutir antes de condenar.” (Norberto Bobbio)

Na fala do grande filósofo politico Norberto Bobbio, que a minha amiga surda Lak Lobato portou, diz que ele aprendeu a respeitar as ideias alheias e sempre discutir antes mesmo de condenar e compreender antes de discutir. É interessante esse tipo de fala porque diz o que é óbvio, devemos sempre entender antes de discutir e sempre discutir antes de condenar. Essa fala do Bobbio, tem a ver com a discussão que estou metido sobre surdo oralizados X surdos sinalizados (mesmo não sendo surdo). Mas mesmo assim, acredito que um cara como eu, coordenador de movimento, pessoa com deficiência física, não pode ficar de fora de jeito nenhum e explico porque. Esqueci de informar que a discussão acontece no grupo do facebook, Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Todos nós não podemos criar uma cultura segregando um grupo, isso foi a condenação dos judeus com o povo alemão que não conhecia sua cultura e foram facilmente levados pelo partido NAZI a condenar os judeus, pois tudo que o ser humano desconhece, ele teme veemente. O povo surdo que tem medo, ou sentiu dificuldade em aprender nosso vernáculo pátrio (quebrei tudo agora), sentiu que os “ouvintes” não compreendiam sua maneira e disseram um basta nisso, criaram um gueto conceitual. Por que gueto conceitual? Porque se trancaram em um mundo que poderia ser muito mais proveitoso se não tivessem esse rancor, olha-se todo o segmento como um todo.

Eu nunca vi na minha vida de luta inclusiva, ter no segmento de pessoas negras algo como a parte dos morenos, dos mais escuros, negros com deficiência ou algo parecido. Se uma pessoa tem uma “noção” de antropologia (estudo do homem e sua cultura) vai ver que não existe cultura surda, porque a surdez é uma condição corporal, não uma condição de pessoas que fazem uma nação ou um Estado de direito. É fácil, não existe guetos culturais, isso é minoria, existe pessoas que fazem parte dessa condição que pertence a uma sociedade maior e isso é evidente. Não adianta queremos fazer provas e português em uma universidade em París, pois não vai rolar e não gostaria de fazer, porque serei diferente dos demais. Serei um “especial”?

Aliás ao meu entender, essa ideia de “cultura surda” é a ideia de ser “especial”, ser uma pessoa a parte da sociedade que marginaliza. Somos seres humanos, bem ou mal, vivemos numa sociedade que tem como divertimento, o mundo do espetáculo. Como sabemos, nos EUA tem o arremeço de anão, se sofre até Bulling governamental e social, onde só podemos participar da sociedade se fomos reabilitados, se fazemos uma arrumadinha. Isso é evidente no programa TELETON, onde pessoas sem deficiência olham “de cima” as pessoas com alguma deficiência. Mas as pessoas não veem isso e sempre olham a caridade ao invés de ir a luta, como evidencia as providencias governamentais, sobre nós deficientes. Se os próprios deficientes se marginalizam como vimos a comunidade surda, como querem o segmento acontecer a inclusão? A tempos atrás já tinha me indignado quando vi uma reportagem dizendo que alguns surdos tinham se designado como não “deficientes”, mas “eficientes” e ainda é pior, nem eram eles e sim, as “tias” da instituição. Como podemos lutar pela diversidade? Como podemos querer inclusão se a própria pessoa com deficiência não se sente digna de se incluir?

Como sempre digo que o problema não é a acessibilidade arquitetônica, mas a questão é muito mais profunda, tem muito mais a ver com a questão de cultura e senso comum. Porque inclusão não é uma palavra, é um ato. O que pega é que as pessoas tratam a inclusão como uma palavra apenas e não é. Nunca na minha vida confiei em intelectuais e estudiosos, pois como o próprio Bobbio, se você não se põe na pele naquele sujeito estudado ou daquela deficiência, fica difícil. Sou cético sim e me desculpe os acadêmicos da inclusão, não acredito que vamos fazer a inclusão teorizando, apenas vamos ter certeza da inclusão na pratica. Nenhum Foucault, nenhum Paulo Freire, nenhum Hegel, fará isso, mas quem sofre a discriminação, que está atrás de uma cadeira de rodas, atrás de um par de muletas. Mas há uma grande diferença em “cobrar” uma questão no qual temos direito, e a questão de se criar termos que não servem para nada; um exemplo poderei dar com muita propriedade, não posso criar “cultura cadeirante”, porque não é a apropriação de uma lingua ou uma identidade própria, e tem também, o fato genético. Além de não haver um só governante ou uma direção executiva administrativa.

Segundo muitos teóricos, uns desses o filósofo Jean-Jacques Rousseau, nós temos um contrato social, ou seja, se nascemos em determinada sociedade, assinamos esse contrato. Outra coisa, trocamos nossa liberdade para sermos governados, para temos as tecnologias que facilitam nossa vida, onde mesmo livres, somos acorrentados em toda parte. No mesmo digo a inclusão, trocamos a escolha de não participar dessa sociedade que nos rejeita, nem podemos escolher, para padronizar um conceito que a maioria pensa. Ou seja, as pessoas com deficiência, aceitam o senso comum para serem aceitas, aceitam o senso comum rejeitando sua própria identidade. Criam “gangs” para suprir uma união que não existe,  que apenas inventaram como modo de nos dá um “consolo” conceitual. Toda politica de inclusão faz essa mesma base, a base da politica do “pão e circo”. Na minha visão, além de tomarmos cuidado com qem votamos e para quê votamos em determinado candidato, devemos também ter a dignidade de ter nossa própria opinião dentro da politica.

Vamos continuar o debate….

Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 23/10/2011

Façam, mas digam a verdade!

Descrição: A justiça chorando sentada no chão e no seu lado esquerdo, a balança e a espada caida.

Minha noiva meu deu uns toques sobre o texto que escrevi sobre a AACD e minha opinião meia estupida sobre o TELETON, porque sempre fui paciente da tal entidade e nunca tive nenhum beneficio para minha deficiência. Acho que as crianças internadas não tem culpa, não tem liberdade, não tiveram o amor o bastante dos seus pais para criarem seus filhos e darem uma vida de carinho a eles. e não me digam que isso é obra da ignorancia ou da pobreza, que meu pai era pobre (ainda é), e não faltou nada para mim, conheço pai e mãe pobre que não deixariam nenhum dos seus filhos – com o sem deficiência – em uma entidade, enfim, é algo que a midia esconde. Colocarei o texto aqui e depois volto:

pra mim a AACD é um bando de sem vergonha, não falam nada que fazem verdadeiramente, os aparelhos são caros, eles não deixam outros deficientes participarem e ainda, tomam conta de todas as vans do ATENDE daqui de São Paulo. Tomem vergonha na cara e digam a verdade, digam que nossos pais pagam tratamento, digam que o banheiro da própria AACD é um lixo de adaptação, que um adulto vai no banheiro ele não cabe na porta por causa de sua cadeira de rodas, digam que vocês recebem recursos dos SUS. Ainda quando vão erntregar cadeiras e aparelhos pelo SUS são cadeiras de má qualidade, fora que fecharam a oficina abrigada da Mooca, pra fazer mais consultórios e deixar um monte de deficiente em casa. Querem fazer espetáculo? Façam, mas digam a verdade.

Realmente minha opinião não mudou, sim, eles são sem vergonha. Por que? Na verdade a entidade AACD sempre recebeu incentivo do governo como agora no caso, recebe do SUS. Verdadeiramente, são milhões que são repassados e não adianta negar isso. Dentro do espetáculo do TELETON, eles não chegam a dizer que não tratam as crianças como devem tratar – minha noiva levou na cara que não podia andar aos 8 anos de idade – porque seus médicos são estupidos e sem noção que não são nada competentes. Não me interessa onde eles estudaram, não são preparados para serem médicos de uma clinica ou entidade reabilitória desse porte. No mais, não fazem força para reabilitar nada, somente fazem operações infinitas que no limiar de nossas esperanças, não iremos andar (palavras deles). Testemunha disso é minha noiva Marley, pois aos oito anos de idade, até chorou por conta que os médicos disseram que ela não iria andar, acometida de Paralisia Cerebral (não é retardo mental). O que eles dizem disso no TELETON? Que são “amigos” da causa da inclusão e lutam para os deficientes serem incluidos. Tenho propriedade o bastante em dizer: é mentira!!! Os médicos ficam espantados quando dissemos que somos coordenadores de movimento, que temos filhos, que somos casados e por ai vai.

Os diretores do TELETON não deixam nenhum deficiente entrar além daqueles que eles determinam. Isso é fato! Eles tem medo que a verdade da entidade em questão, seja descoberta pelos pacientes mais antigos, porque vimos muitas coisas que a meninada não vê e isso é claro. Vimos muita Kombi escolar pegar fogo, faltar freios e abrir portas em movimento, para ficarmos quietos diante das mentiras e hipocrisias dentro do espetáculo que se torna o TELETON. Talvez somos esquecidos dessa entidade, porque virou um grande negócio rendavél se fazer de vitima, vide as igrejas evangélicas, que faturam milhões dizendo que estão ajudando os “necessitados”. Isso não é bom para a causa da inclusão, porque ao invés de mostrar uma imagem de que o deficiente pode, eles fazem ao contrário, mostram um deficiente dependente, uma pessoa que sem a entidade o deficiente não vive.

Depois todo o TELETON freta literalmente, as vans do serviço ATENDE. É um sufoco conseguir uma viagem nessas vans e elas estão disponivéis para esse espetáculo. Espetáculo esse que não me ajuda em nada e não ajuda nenhum deficiente além dos seus próprios cofres, de seus egos que não veem, que caridade não ajuda ninguém e nunca ajudou, pois o próprio Aristóteles disse que seria muito melhor dar trabalho aos deficientes, do que sustenta-los. No porém, a sociedade não sabe que nossos pais pagaram as consultas, pagaram e muito caro os aparelhos, pagaram as oficinas abrigadas da vida para aprendermos algo e nada, ainda fecharam ela deixando vários colegas trancados em suas casas. E ainda, seus banheiros são mal adaptados e feito somente para as crianças e nós adultos, não podemos ir ao misero banheiro. Ainda, o SUS dá a cadeiras de rodas e não a AACD, ainda, eles dão de má qualidade e no relatório, colocam que é de melhor qualidade.

Ainda em 2000, eu presenciei o fechamento da Oficina Abrigada de Trabalho do Bairro da Móoca que fica ou ficava, na unidade da Mooca na regional na R: Taquari. Eles além de jogar um monte de deficiente lá com a desculpa que não poderiam aprender nada. chamando esses deficientes de inuteis, ainda fecharam o unico lugar que poderiam ir. Deixando muitos deficientes em suas casas, trancafiados em suas TVs sem nada para fazer e deixando seus cerebros atrofiarem, deixando suas idéias morrerem. Vocês acham mesmo que essa entidade tem condições de lutar ou apoiar a luta das pessoas com deficiência e a inclusão? É uma farsante enganadora que só quer saber de arrecadar dinheiro para dizer que cuida de alguma coisa, mas posso garantir, que não cuida nem dela mesmo. Fora que o diretor administrativo vivia dizendo que a unidade da Mooca e a Oficina só dava prejuizo…a entidade não é sem fins lucrativos? Como podemos ver, tudo é uma farsa contada mil vezes.

Querem fazer esse espetáculo? Façam, mas digam essa verdade e quem quiser, dê dinheiro para essa farsa.

Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | 25/09/2011

Taxi Acessivel, onde?

Descrição: um rapaz de cadeira de rodas tentando subir sem conseguir.

Hoje dia 24 de setembro de 2011, tive mais uma experiência com acessibilidade e a inclusão que me abalou bastante , foi a questão do Taxi Acessível. Tá bom cambada, não foi tão bom como a primeira vez, e sim, foi uma experiência totalmente, inaceitável para uma cidade como São Paulo com milhares de habitantes com alguma deficiência ou limitação. Mas vamos aos fatos que me levaram a voltar a escrever, sendo que estou cursando Informática em uma ETEC.

Sabadão a Marley, minha noiva, resolveu vim a minha casa fazer alguns trabalhos do curso que estamos fazendo na ETEC Parque Santo Antônio aqui perto de casa na zona leste. Único jeito que encontramos para ela vim aqui em casa é o Taxi, pois os cunhados e irmãos não poderiam traze-la. Beleza! Sexta feira agendei um taxi para a ida e outro para volta e joguei no meu cartão, já que não tinha grana viva, a empresa Alô Taxi (www.taxiacessivel.com.br) me deu a garantia que iriam vim e não era para me preocupar, leso engano. Hoje na ida já teve coisa errada, pois o motorista cobrou a corrida sendo que tudo foi posto no cartão e outra, a taxa de chamada não estavam incluídas. Como uma empresa de taxi tem isso em sua politica? E não para por ai, pois na volta vem o melhor.

Eram umas 17:45 liga a atendente Erica dizendo que não tinha previsão para nenhum carro pegar a Marley, desliguei e depois voltei a ligar dizendo que ela tinha um compromisso e que tinha que ter o carro as 18:15. Logo depois a Marley liga dizendo que precisaria desse taxi para ir embora que tinha outro compromisso, mas a atendente disse que não poderia ajudar que não tinha previsão para achar um carro. A história num acabou ai, a Marley ligou novamente e a atendente Marineusa foi extremamente mal educada e que disse para minha noiva se virar e desligou na cara dela, só porque a Marley disse o obvio, não tem taxi fecha as portas e pronto. Incompetência total, pois os motoristas fazem o que querem, vão aonde querem e ninguém diz nada, está tudo certo. Carros acessíveis devem estar disponíveis  sempre, eu agendei, eu pago e não é de graça. Mesmo a van adaptada do ATENDE, pagamos impostos de tudo e então, essas vans também não são de graça e no entanto, não fazem esse tipo de serviço. Ai pergunto: nós vamos a casa de alguém como se nem o serviço de táxi e nem o serviço de vans faz esse serviço? O jeito é queimarmos nosso titulo de eleitor e dizer NÃO a essa palhaçada!

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